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Os nomes às vezes podem ser muito complicados para um jogador de futebol e é o caso de Marcos Rojo. Não sei se lembram dele. Rojo. Jogou no Sporting, depois foi transferido para o Manchester United. Jogador argentino que agora estava no Boca Juniors e transferiu-se para o Racing Club. Com um problema: o grande rival do Racing Club é o Independiente, que também é conhecido como o Rojo ou o Vermelho.

Por causa da cor da camisola.

Exatamente.

Viste só a minha inteligência?

Como se já não estivesses a par desta história toda.

É verdade. Isto para os adeptos argentinos é um grande problema, porque Rojo é o nome do jogador e é assim que é conhecido o grande rival, o Independiente.

Como é que ele usa chamar-se Rojo?

E como é que se resolve isto?

É usar o nome da mãe?

Se calhar é o nome da mãe, porque normalmente nos países hispânicos até usam.

Então é usar o nome do pai.

É usar o nome do pai, neste caso, ou fazer como acabaram por fazer no clube, na camisola, em vez de ter Marcos Rojo ou então M. Rojo, optaram por Marco R. E fica resolvido o problema, porque isto não é brincadeira. Lá na Argentina, essas coisas-

Percebe-se que é um problema de base, estrutural. Como é que é possível haver um jogador que tem o nome da alcunha de outro clube?

É desconfiar.

Imagina a alcunha do rival estampada nas costas.

Não há um jogador português que tem o apelido Leão?

O Rafael Leão?

Mas como é que isso é compatível com um clube que tem o leão como mascote?

No caso, ele era do Sporting, mas eu lembro e vocês também se devem lembrar do Vermelhinho. Se lembram do Vermelhinho?

Lembro. O golo do Vermelhinho. Aquele jogo contra o Aberdeen, na Escócia, com aquele nevoeiro enorme.

Pronto, agora imagina.

Fala de coisas antigas e eu lembro.

Foi a maneira de despertar a Carla. A Carla estava um pouco afastada de toda esta polêmica argentina e de repente, o Vermelhinho e aquele som.

Eu estava preparada para isto.

Impressionante.

Sim, impressionante.

O jogo, não sei o quê, com nevoeiro.

83, 84.

83. Eles são um autêntico nevoeiro mental.

O que tu estavas a fazer para te lembrares tão bem disso? O que é que se passou nessa altura?

Foi aqui.

Ou o que é que não estava a fazer, o que é que poderia estar a fazer.

Esse golo foi no final da época 83, 84.

Foi na caminhada, de certeza, do Porto para a final da Taça das Taças.

Vamos ter que conversar sobre isto.

Temos que fazer uma intervenção.

Foi convocado para a seleção, para o Europeu de 84, por isso é que eu me lembro. Acompanhei com muita intensidade esse campeonato europeu.

Temos que fazer uma intervenção.

Felizmente, o Vermelhinho era do Porto.

Carla, vai ao nosso gabinete depois da emissão, por favor.

Eu preciso.

Felizmente que o Vermelhinho, sendo do Porto, na altura, os jogadores não tinham o nome nas camisolas, não sei se se lembram.

Isso faz toda a diferença. As pessoas assim nem sabiam o nome deles.

Se fosse hoje e um Vermelhinho no Porto, de certeza era o João V ou Manuel V. Por acaso não sei qual é que era o nome do Vermelhinho. Podemos recuperar a pergunta do dia.

Dos adeptos de futebol.

Podemos recuperar.

Questões fundamentais, como é evidente.

Imagina que o Carlos Lisboa tinha ido jogar para o Porto.

Isso era basquete, não era?

Era do basquete. O nosso melhor jogador. São coisas sérias.

O Leão, achas que o Leão podia jogar para o Benfica?

Só se mudar de nome, passar a ser outra coisa qualquer, outro animal qualquer. Não, Leão, não. Outra notícia muito importante e dramática mesmo, ocorreu nas meias-finais da Série B do Campeonato Brasileiro, e envolve o atacante Lucas Sousa, do Metropolitano, jogador que foi expulso. Aliás, isso não é do Campeonato Brasileiro, é Série B do Campeonato Regional Catarinense. Atenção! Calma.

Estamos assim lá embaixo.

O jogador Lucas Sousa foi expulso aos 17 minutos da segunda parte. E por quê? Perguntam. Uma agressão, por exemplo, insultou o árbitro? Não.

Justamente.

Foi apanhado a fazer xixi para uma garrafa quando estava no banco.

Se calhar ia fazer análises.

Pois, exato. Era o antidoping. Antecipou.

Em jejum.

É verdade. E o Globo Esporte diz que foi flagrado, apanhado em flagrante de litro, pelo quarto árbitro.

Era uma garrafa grande.

Era uma garrafa grande. E não perdoaram.

Tinha bebido muitos líquidos.

Claro, excesso para não fazer retenção.

Era um garrafão.

Pronto, a Carla já...

O quarto árbitro comunicou ao árbitro principal.

Não confundir com o quarto do árbitro.

Não foi no quarto do árbitro que isto se passou. O quarto árbitro alertou o chefe de equipe e disse: "Olha, está ali".

Mas isso pode ser um perigo, porque as tampinhas que agora não saem. A tampa fecha de repente. É perigoso.

É perigoso. Agora imagina, porque tu tens que estar com a mão.

Não quero imaginar, Bruno.

Não?

Não.

Pronto, então não imagines. Isto é o árbitro a falar: "Expulsei de forma direta, após ser informado pelo quarto árbitro que o atleta Lucas de Sousa Santos estava urinando dentro de uma garrafa plástica em seu banco de reservas. Após ser expulso-

Tinha que ter isso constado, assim não se percebe

...após ser expulso, deixou o campo normalmente".

Mas qual foi a infração? Já agora, qual foi a infração que ele cometeu?

A infração deve ter sido atentado ao pudor. Não sei. Achas que...?

Não sei, não faço ideia.

Já se viu em provas de ciclismo, já aconteceu, os atletas, os ciclistas encostarem à berma para fazer o seu xixizinho. Também já aconteceu em campos de futebol. Agora, no banco e ser apanhado pelo quarto árbitro. Se calhar o segredo é não ser apanhado pelo quarto árbitro. Aproveitar a distração do quarto árbitro. Não sei, digo eu. Se fosse uma quarta árbitra, eu diria que só alertaria se ele não pusesse a tampa da sanita para baixo.

Exato.

Ou da garrafa.

Ou da garrafa, se não fechasse a tampinha.

É verdade.

Aí levava um cartão vermelho dado logo pela quarta árbitra, digo eu. E tu, Maria João, o que é que achas disto tudo?

Muito bem.

Achas que foi bem expulso o Lucas de Sousa Santos?

Há coisas que não se fazem no banco.

Mas pronto, ficou resolvida a questão da análise antidoping.

Pois, está tratada.

A pilha já estava feita, claro.