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E começa agora o Três Toques, sempre com o Bruno Vieira Amaral. Olá, bom dia. Bom dia. Como está? Tenho aqui uma pergunta muito fácil. Já devem saber quem ganhou a Taça de Itália, a última, ontem. Sabem ou não? Sim.
Milan.
O Milan? Não, perdeu. Perdeu. O Milan perdeu com o Bologna. Era esta? Não era esta, Carla. Não era? Mas pode ser, Carla. Pode ser nossa combinação. O pau foi dar à tática semana passada.
O Bologna ganhou?
O Bologna ganhou.
Falando em boas bolognesas.
Foi. Ganhou 1 x 0 ao Milan de Sérgio Conceição. Mas a pergunta do dia é: qual foi o primeiro clube a vencer a Taça de Itália? O primeiro vencedor da Taça de Itália. Isso aí é que é um pouquinho mais complicado. É do vosso tempo, mais ou menos. Isto foi em 1930.
Sim, eu era jovem.
Deixa ver. Dá aí umas dicas. Umas dicas. Então, olha, Atalanta.
Atalanta. Fico meio atalantado com isso.
Fiorentina, Juventus. Espera aí que eu tenho aqui a lista. O primeiro de todos. Vado, Cremonese, Castel. Mas estás a dar os últimos.
Pode haver lá.
Todos, não. Eu vou por mais desses que disseste agora, mais antigos. Castel Gandolfo, Vado.
Não, Castel Gandolfo era um clube? Isso é a residência de verão do papa.
Será que já foi um clube? Juventus. A Carla diz Juventus.
Qual era o Bolonhense lá do sítio, a academia que tinha?
Qual é que é?
Sei lá.
O Bolonhense. Não sei. Tu diz o quê, Carla? Olha, foi em 1922. Eras tu uma criança.
Era uma criança.
Eu digo um desses últimos dois que tu disseste. Quais? Diz o Cremonese.
Cremonese é belga.
Cremonese, não? Vado. Vado?
Firenze também é já.
Mas é Vado qualquer coisa. É Vado, é só Vado.
Eu vou pro Firenze.
Fiorentina, portanto.
Fiorentina, pronto, isso.
Vado ou Fiorentina. E tu, Carla?
O clube de Florença.
Carla, Juventus. A Carla é Juventus. Pronto, está bem.
Florença é uma cidade com grande história.
É verdade, e belíssima. Uma belíssima cidade. E onde jogou o Ricosta.
Deve ter sido fundado pelos Médici esse clube.
Eu estava lá em cima a escrever. É verdade, e dizem que o primeiro treinador foi envenenado.
A sério?
Não, estou a brincar.
Ah, ok. Já agora.
Era uma tradição também muito do Renascimento, de envenenar gente.
Mas divertiam-se.
Claro, não havia mais nada pra fazer. Ainda não havia Netflix. Eles tinham que criar as histórias reais. E o Sérgio Conceição, como é que está com isto tudo? É verdade, o Sérgio Conceição não está bem porque perdeu a Taça de Itália. Era a oportunidade de ganhar o segundo troféu à frente do Milan, apesar das coisas não lhe estarem a correr muito bem no campeonato. É provável que o Milan nem consiga o apuramento para as competições europeias, o que teria conseguido se ontem tivesse ganhado este jogo, a final da Taça de Itália. E eu não digo que fosse favorito. Apesar do Milan ter mais nome, ser um clube mais histórico do que o Bologna, mas era uma boa oportunidade porque não estava a enfrentar um dos grandes rivais e claramente mais fortes, como é o caso do Inter ou, por exemplo, o Napoli deste ano. Era uma boa oportunidade pro Sérgio Conceição até consolidar a sua posição e talvez assim garantir que no próximo ano ficaria em Milão, mas parece que isso não vai acontecer, sobretudo agora depois da derrota na Taça de Itália. O mais certo é Sérgio Conceição e João Félix também saírem do clube. Vamos ver o que é que vai acontecer depois ao treinador português. E por falar em treinador português, vamos aqui fazer uma viagem no tempo, aos tempos em que Carlos Queiroz era treinador adjunto do Manchester United. O antigo lateral francês do Manchester United, Patrick Evra, veio agora fazer umas declarações e recordar esses tempos e mostrar que aquele balneário, apesar de ser um balneário de vencedores, e o Manchester United ganhava tudo e ganhou muito quando era treinado por Alex Ferguson e tinha jogadores como o Scholes, o Beckham, o Cristiano Ronaldo, o Van Nistelrooy. Apesar de tudo isso, aquele balneário era um pouco efervescente. E pra vocês terem uma ideia, o Evra contou uma história que envolve precisamente o Carlos Queiroz e o Cristiano Ronaldo. Ele diz que na primeira sessão de treino em que participou, o jogador francês, o Cristiano Ronaldo tinha acabado de perder o pai, o pai tinha morrido há pouco tempo, e o Carlos Queiroz estava a arbitrar um jogo entre as duas equipes, os suplentes e os titulares, e assinalou uma falta a favor do Cristiano Ronaldo. E o Van Nistelrooy, o avançado neerlandês, como agora se diz, virou-se para o Cristiano Ronaldo e perguntou-lhe: "Então, o Carlos Queiroz agora é o teu novo pai?" Ui. Ainda bem.
Isto não se faz.
Eu nunca gostei de holandeses. Tenho que confessar. Desagradável. Não, mas eles dizem, claro, não neste nível, que eu acho que ultrapassa aqui um pouco o que se espera da competitividade entre colegas, mas parece que incidentes semelhantes ou pelo menos bastante intensos eram muito frequentes no balneário do Manchester United, o que não impediu, de facto, de conquistarem muitos títulos. O Evra diz que hoje o estilo de liderança do sir Alex Ferguson provavelmente não funcionaria, porque ele diz que foram muitas as vezes que ele atirou chuteiras à cabeça dos jogadores. Um dos casos mais célebres foi precisamente um treinador. Foi ao David Beckham, que acabou por lhe abrir o sobrolho.
É um momento.
Pois, mas acho que agora não ia funcionar. Ele conta muitas histórias dessas sobre os bastidores do Manchester United vencedor E por falar em Manchester United, mas não em vencedor, mas de bastidores também, vocês sabem quantas entrevistas deu nestes meses, desde que está no Manchester, o Rúben Amorim? Quantas deu? Muitas entrevistas.
Muitas ou poucas?
Muitas. Muitas entrevistas. Quanto tempo é que ele lá está? Há quanto tempo, mais ou menos? Eu estava a ver aqui no site do Mais Futebol, fizeram as contas, em 183 dias. Portanto, são 183 dias.
Meio ano.
Meio ano. Meio ano. 491 entrevistas.
Impossível.
Não é impossível. Não fez mais nada.
É um ratio de três por dia.
É mais ou menos, porque depois isto inclui as conferências de antevisão.
Ah, inclui isso.
Inclui, não é entrevistas.
Sim, não é entrevista.
Ou seja, declarações à imprensa.
Declarações públicas.
Em que lhe fazem perguntas.
Sim, claro.
Ou seja, não são só declarações em que ele vai lá e diz olá e adeus.
Mesmo assim é bastante.
400 entrevistas.
Três intervenções em média por dia.
Sim, o próprio Rúben Amorim veio dizer pouco depois de ter chegado, que essa era uma das grandes diferenças em relação a Portugal, que era a quantidade de contactos com a imprensa que era preciso manter.
Eles cá também são bastantes. Dois ou três por semana, no mínimo.
Sim, mas lá são mais, porque depois houve também a questão das competições europeias. Muitas entrevistas, o que se calhar é uma explicação para as coisas estarem difíceis. Ele não tem tempo para se dedicar a treinar a equipa, tem que passar o tempo a falar com os jornalistas. Talvez tenha futuro no jornalismo.
É possível. Pelo menos não é por falta de reportagem.
Não, ele já tem muita experiência, pode pôr no currículo. 491. 491 entrevistas. Vamos lá para o conhecimento do dia. Todas são obrigatórias. Ele não se pode escapar. Não pode recusar. Não pode. Faz parte do contrato. Exatamente. Não pode fugir a esta responsabilidade. Vamos à resposta à pergunta do dia e hoje quem acertou, e no meu regresso. Não, mentira, acertaste tu, Maria João. Foi o Vado. Até foi ver o que respondi. Foste ver o que respondeste, então é que descobriste sobre este magnífico- Respondi Vado.
Vado Retro Santanás.
Vado Retro. Vade Metro.
Exato.
Então, o Vado Retro, clube de 1913, é a principal equipa de futebol da cidade Vado Ligure. Soa-me a antigo, sabes? Antigo.
Da cidade de?
De Vado Ligure, na província de Savona. Ah, Savona. Acho que agora anda pela quarta divisão do futebol italiano.
Ok, já conheço melhor. É uma espécie de Académica de Coimbra?
Itália. O instinto da Maria João esteve-- Para mim, Itália é uma ligação, é uma coisa. Foi o nome mais vetusto, mais antigo. Porque Savona. Savona, não. É o Vado. Isso é mostarda.
Savona.
Vado o quê? Não, disseste Vado. Da cidade Vado Ligure. Pois é. Pois é. É isso. Parabéns, Maria João, muito bem. Obrigada.