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É o som do Vamos à Bola, o jornal de desporto da Rádio Observador. Hoje novamente com o Ricardo Lopes. Ricardo, muito bom dia.

Ora viva.

Vamos começar a falar das competições europeias. O Benfica joga hoje em Edimburgo frente ao Hearts e as águias devem carimbar a passagem ao playoff.

Sim, só uma grande reviravolta escocesa podia impedir isso, o que não é muito provável. O conjunto de Marco Silva leva uma vantagem de cinco gols da primeira mão. Golou em casa, na semana passada, por 6x1 e agora vai a Edimburgo buscar o bilhete pra próxima fase da competição. A imprensa desportiva portuguesa tem avançado que Marco Silva deve, inclusive, fazer várias alterações no 11 inicial, experimentar algumas dinâmicas novas. O próprio treinador do Hearts, em conferência de imprensa, disse que antecipavam um Benfica já a pensar nos próximos jogos. Ontem, em entrevista à partida, o treinador português admitiu que este resultado permite encarar o jogo de uma forma diferente, mas deixou bem claro que não quer que haja facilitismos.

Será um jogo diferente, com uma história diferente e que nós queremos e ambicionamos que tenha o mesmo tipo de resultado para nós. A vitória, é com esse objetivo que aqui estamos. Estamos com um resultado que nos dá a estabilidade e a confiança para encarar de uma forma muito positiva, mas não nos pode dar facilitismos nenhuns, porque será o primeiro passo para errarmos e nós não queremos errar. Queremos ser objetivos naquilo que queremos. É óbvio que o objetivo é estar nos playoffs.

Numa semana com ambiente pesado na Luz, depois do empate na estreia do campeonato contra o Académico de Viseu, um jogo onde o Benfica conseguiu criar muitas oportunidades, mas não foi eficaz, Marco Silva admite que ficou muito frustrado por não ter vencido, mesmo com comentários positivos relativamente ao desempenho da equipa. O treinador português diz que não quer vitórias morais.

A frustração era enorme, como vocês devem calcular. Eu acredito que os jogadores que vocês tiveram a oportunidade de falar no final do jogo, comigo também, não há como mentir. Muitas vezes a nossa expressão e a nossa cara fala por nós mesmos. Eu sou um bocado assim. Portanto, aquela frustração enorme que tínhamos no final do jogo. Não andamos aqui pra ter vitórias morais, de jogar bem e depois não conseguir aquilo que queremos, não faz parte do nosso ADN, não é isso que nós queremos.

Declarações de Marco Silva a lembrar o jogo contra o Académico de Viseu e a antecipar a partida de hoje frente ao Hearts, jogo que dá uma passagem ao playoff da Liga Europa.

E que começa às 19h45. Para ouvir aqui com relato e comentário na Rádio Observador. Ricardo, vamos continuar a falar mais um pouco de Marco Silva, visto porque no início deste mês foi lançado um livro que fala da carreira do técnico português.

E a Rádio Observador esteve à conversa com João Fortes Rocha, o autor do livro intitulado "Marco Silva: Um Percurso Mágico". O prefácio tem a assinatura do próprio treinador. Quem descreve este percurso é João Fortes Rocha, doutorado em História Moderna e Contemporânea, que acredita que este passo na carreira de Marco Silva, este regresso a Portugal, aconteceu no momento certo. O autor diz que Marco Silva precisava de mudar de ares, voltar a ter aquele sentimento de poder lutar por títulos e por isso diz que o Benfica foi uma escolha acertada.

É uma altura em que era preciso mudar um pouco aquilo que eram os objetivos de carreira e lutar por títulos e novamente chegar em competições europeias. Acho que faz todo sentido para o percurso do Marco e da sua equipa técnica. E, portanto, acredito que o Benfica é um clube que, com a sua grandeza, irá proporcionar todas as condições para lutar pelas quatro competições em que está envolvido nessa temporada.

E Carlos, o livro não nos dá a conhecer só o Marco Silva treinador, fala-nos também do Marco Silva jogador, onde jogou, por exemplo, no Belenenses.

No futebol de formação, o momento mais significativo foi a transição do Cova da Piedade para o Belenenses. O Belenenses, com uma forte tradição e sobretudo nos anos 90, ombreava sempre com o Benfica e com o Sporting nos campeonatos nacionais juvenis e juniores e portanto essa transição foi fundamental e a chegada a Belém foi decisiva para o Marco depois tornar-se profissional enquanto jogador.

João Fortes Rocha acredita também que Marco Silva tem o perfil para um dia, Carlos, vir a ser selecionador nacional, mas num horizonte distante, ainda não é altura para isso. Agora é tempo para Jorge Jesus trabalhar, é o que diz João Fortes Rocha.

Naturalmente, eu gostava primeiro que o mister Jorge Jesus ganhasse o Campeonato Europeu e o Mundial e que um dia sim, eu acho que tem esse perfil. Acho que sim, mas daqui a alguns anos. Acho que o Futebol Clubes ainda tem muito a oferecer ao Marco Silva.

João Fortes Rocha, em entrevista para a Rádio Observador, é o autor do livro biográfico sobre a carreira de Marco Silva e esteve à conversa para a Rádio Observador, entrevistado pelo jornalista João Lourenço.

Ainda a falar do Benfica, Ricardo, o presidente das Águias também falou ontem aos jornalistas antes de embarcar com a equipa pra Escócia e deixou algumas farpas aos rivais.

Particularmente ao Futebol Clube do Porto, Rui Costa acusa os Dragões de, mesmo quando ganham, só pensarem no Benfica.

O Porto até quando ganha fala do Benfica, somos mesmo muito grandes. É o que é. Nós sabemos o peso que temos no futebol português, sabemos a dimensão que temos e é bom quando os adversários até a ganharem falam do Benfica, é muito bom.

Foi o que disse o presidente do Benfica em resposta à publicação do Porto, que recordava que o clube da Luz foi o que teve mais penáltis a favor no ano passado.

Falamos agora da Supertaça Europeia. Ontem à noite o vencedor da Liga dos Campeões mediu forças com o vencedor da Liga Europa. Falamos do PSG e do Aston Villa. Ricardo, os franceses ganharam 2-1, mais um troféu para a equipa de Luis Enrique.

A segunda Taça Europeia consecutiva e para fechar dois anos de sonho, onde o PSG venceu 10 dos últimos 12 títulos que disputou, só caiu na final do Mundial de Clubes para o Chelsea e na Taça de França. O jogo de ontem em Salzburgo contou com três portugueses no 11 do PSG, já é habitual, e foram os parisienses a abrir o marcador logo aos 20 minutos por iniciativa de Kvaratskhelia. O PSG ia tendo mais posse, nem sempre, Carlos, com as melhores decisões no último terço e os ingleses souberam pressionar nos momentos certos e tirar partido disso mesmo. Unai Emery, o treinador do Aston Villa, perdeu várias figuras do plantel do ano passado, plantel que venceu a última edição da Liga Europa. Além disso, há também várias lesões neste momento, o que levou o treinador a ter de apostar em alguns jovens da formação e um deles empatou mesmo antes do intervalo, aos 45, o golo do jovem de apenas 17 anos, o jovem anglo-luxemburguês Bryan Majo. O golo decisivo foi apontado por Désiré Doué, aos 61 minutos fez o 2-1 para o PSG. Mais um troféu para Paris.

Para fechar o capítulo futebol, Rui Borges faz hoje antevisão ao jogo de amanhã. O Sporting vai receber o Vitória Sport Clube de Guimarães, mas Ricardo, ainda sem Irancunda.

Pois, Carlos, o jogador chegou a Lisboa na terça-feira à noite, falámos aqui do programa de ontem disso mesmo. Estamos naquele impasse em que ainda não foi oficializado, embora não tenham sido revelados os valores da transferência, a imprensa desportiva avança que em cima da mesa está o pagamento de € 15 milhões fixos, mais três por objetivos. O internacional australiano deve assinar por cinco temporadas, troca o Watford da Segunda Liga Inglesa pelo Sporting. Na análise ao perfil deste jogador, João Castro, comentador da Rádio Observador e figura habitual nas emissões de desporto, fala num jogador muito físico, muito rápido. Diz até, Carlos, que pode fazer lembrar aos adeptos leoninos uma versão diferente de Alisson, que saiu para o Nápoles o ano passado.

É realmente um extremo com muita potência física, muita velocidade, muita explosão, muito forte na progressão com bola, remate muito potente, fora da área, até de livre. Pode jogar nas duas alas e é um jogador que tem um bom drible também. Eu acho que é um jogador que precisa mais de espaço. Para os adeptos tentarem perceber, eu acho que é um Alisson, um upgrade, um Alisson 2.0 ou 3.0.

2.0 ou 3.0, um Alisson, referindo-se aqui a Irancunda, o perfil traçado do internacional australiano, traçado por João Castro. O extremo prepara-se para reforçar o plantel orientado por Rui Borges.

Falamos agora dos europeus de natação. A atleta portuguesa Francisca Martins fez o pleno: três provas, três finais.

Exatamente. Continua em grande plano em Paris. Desta vez qualificou-se para a final dos 200 metros livres e este apuramento de ontem foi acompanhado por mais um recorde nacional com 1.57,56 minutos, a dar nota que o anterior recorde também já pertencia a Francisca Martins. Mas ontem houve uma particularidade neste apuramento. A portuguesa terminou com o oitavo melhor tempo. Qual é o problema, Carlos? É que foi com o tempo exatamente igual ao da britânica Leah Scott. Perante este cenário de empate, havia duas possibilidades de desempate. A decisão podia ser por swim-off, ou seja, uma decisão em que normalmente competiam apenas as nadadoras empatadas para ver, neste caso, quem ia à final, ou realizava-se uma final com nove nadadoras. Houve consenso, a final vai ter nove nadadoras e a Francisca estará lá, bem como a atleta inglesa. Um bom momento de fair play a destacar.

Mas ainda a fechar, há tempo para a Volta a Portugal em bicicleta. Xabier Isasa venceu ontem a etapa número seis da prova.

Sim, o atleta basco da Eukatel-Euskadi foi mais rápido ao sprint na chegada ao Peso da Régua. Foi mais rápido também que o português Rui Oliveira. Quanto às contas da geral individual da classificação, também há mudanças. Alexis Guerin perde tempo na liderança. O ciclista francês está agora apenas a 49 segundos do segundo classificado, que é Artem Nych, e a 1 minuto e 28 segundos do terceiro, Tiago Antunes, que ontem falou em entrevista para o "Vamos à Bola", tem ambições de vencer a competição. Hoje, dia 13 de agosto, acontece a sétima etapa, acontece entre Vieira do Minho e as Termas do Gerês.

E assim fecha o "Vamos à Bola" hoje com o Ricardo Lopes.