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Muito bom dia, é o som do Vamos à Bola, o jornal de desporto da Rádio Observador. Hoje com o João Lourenço. Bom dia, João.

Bom dia, Carlos.

E vamos começar com o Futebol Clube do Porto. Em Guimarães, os dragões levam os três pontos, mas tiveram de sofrer frente ao campeão de inverno.

Vitória, vitória, acabou-se a história. Ou melhor, Alan Varela acabou com a história. Na viagem à cidade berço, a turma de Farioli sofreu muito no primeiro tempo. O avançado espanhol dos azuis e brancos Samu desperdiçou um pontapé de penalti ao minuto 27. No segundo tempo, mais equilibrado, mas só ao minuto 85 é que o extremo Óskar Piątek é derrubado na área por um jogador do Vitória, Telmo Arcanjo. João Gonçalves vai ao VAR, marca penalti e Alan Varela colocou a bola dentro das redes de Juan Castillo. Na análise ao triunfo, o treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, diz que a vitória é justa, mas que o sofrimento esteve lá.

O jogo foi muito complicado. O Vitória é uma grande equipa, jogou muito bem. Acho que conseguimos gerir bem a partida, mesmo nos momentos em que tivemos de sofrer e ter paciência, porque há jogos que exigem isso. Tivemos capacidade de sofrer, criamos um bom número de oportunidades de penalti, uma bola ao poste e outras boas jogadas também.

Já o treinador do Vitória, Luís Pinto, confesse que, apesar do resultado, tem orgulho na exibição da equipa.

Deixa orgulho, deixa revolta por sairmos deste jogo com os mesmos pontos que tínhamos antes de jogarmos. Mas é o que é. O Porto ganhou, ficou com três pontos, nós com zero, faz parte.

O jogo ficou marcado pela marcação de dois pontapés de penalti a favor do Futebol Clube do Porto. Ora vamos ouvir a análise do árbitro Pedro Henriques em mais um Sem Falta da Rádio Observador.

Aqui é um lance que o árbitro, no meu ponto de vista, até podia ter condições, porque o ângulo está bem aberto pra ele poder ver, não consegue se aperceber daquilo que depois as imagens são muito claras e óbvias. É daqueles penaltis que com televisão não deixam qualquer dúvida. O Telmo Arcanjo vai por trás e em corrida, e isto é sempre perigoso, que é um jogador quando está a correr atrás do outro tem que ter o cuidado de não se aproximar demasiado, porque corre o risco de fazer tropeçar o seu adversário. Chamado troca-pés. Neste caso nem foi bem isso, até foi outra coisa, foi com o pé esquerdo acertar no calcanhar esquerdo. Portanto, é mais do que um troca-pés, é mesmo dar com a biqueira.

Aqui ouvimos a análise do áudio árbitro Pedro Henriques a um lance que envolve Óskar Piątek e também Telmo Arcanjo. O lance do pontapé de penalti que deu esse golo de Alan Varela já ao minuto 85. Pode ouvir esta análise na íntegra, a exibição do árbitro da Associação de Futebol do Porto, João Gonçalves, no site do Observador, em mais um episódio do Sem Falta. A segunda volta não existe só nas presidenciais, na primeira liga, o Futebol Clube do Porto vai com maioria confortável, totalmente isolado dos adversários na liderança da prova.

E João, nos outros jogos deste domingo a contar pro campeonato, o sofrimento também foi muito nos minutos finais.

E que o digam os adeptos do Braga. Na deslocação até Tondela, a equipa dos Arcebispos conseguiu a vitória por uma bola a zero, também nos minutos finais e também do pontapé de penalti. O uruguaio Rodrigo Salazar fez o nulo já nos minutos de desconto. O guarda-redes do Braga, o guarda-redes checo Lukas Hornicek também defendeu um penalti. Em outros resultados, o Famalicão foi aos Açores derrotar o Santa Clara por uma bola a zero.

E na segunda liga, João?

Os Leões das Ilhas, o Marítimo goleou o Lusitânia de Lourosa por 4 x 0, neste caso, na viagem até ao norte do país. A formação de Miguel Moita está imparável no topo da classificação. Leva 39 pontos, mais sete que o segundo classificado, Académico de Viseu, e mais 10 que o terceiro classificado, o Sporting B.

Segunda volta iniciada na Primeira Liga e segunda volta a iniciar na Liga 2. João, vamos por isso às contas nas tabelas classificativas.

Primeira liga, Futebol Clube do Porto, líder isolado, 52 pontos, mais sete que o segundo classificado, Sporting, e mais 10 que o terceiro, Benfica. Já na cauda da tabela aparece o Casa Pia, em lugar de playoff com 14 pontos. O Tondela é penúltimo classificado com 12 e o AVS apenas tem dois pontos já no final da tabela. Na Segunda Liga, Marítimo 39 pontos, Académico de Viseu com 32 e Sporting B com 29. Como mencionamos há pouco, estas três equipas que estão no pódio desta segunda divisão, em risco de cair para a Liga 3, está o Oliveirense, o Futebol Clube Penafiel e o Paços Ferreira. As três últimas equipas estão todas com 19 pontos.

E João, vamos agora às modalidades. No Europeu de andebol, a seleção portuguesa pode ter complicado as contas da passagem.

Empate a 29 com a Macedônia do Norte, que sabe como um balde de água fria para a equipa das Quinas. Portugal ainda esteve a vencer na segunda parte por cinco gols de diferença. Segundo o técnico Paulo Jorge Pereira, a equipa perdeu o controle do jogo.

O que foi menos bem foi estar a ganhar por cinco gols de diferença e perdemos o controle do jogo. Continuamos a jogar com o mesmo ritmo, precipitando algum passe, precipitando algum contra-ataque. Depois quando eles se aproximaram, já sentimos ali alguma debilidade no controle do jogo e isso é o que eu posso dizer que esteve menos bem. O resto nós sabíamos que íamos ter uma Macedônia muito forte.

Para carimbar a passagem à main round desta prova, Portugal vai defrontar já esta terça-feira a tetracampeã mundial Dinamarca, no mesmo grupo. No grupo B, a Macedônia do Norte mede forças com a Romênia. A decisão da passagem a esta próxima fase poderá depender da diferença de gols entre ambas as seleções, ou seja, entre as seleções de Portugal e também da Macedônia.

E a menos de uma semana do início de mais um campeonato da Europa, a seleção masculina de futsal venceu o último jogo de preparação.

Triunfo por 3 x 0 na Cidade do Futebol frente à seleção da Bósnia-Herzegovina. Pani Varela fez o primeiro gol aos 15 minutos, Cuti ao minuto 34 e também o fixo da seleção portuguesa, Tomás Passos, fechou o resultado ao minuto 39. A equipa das Quinas ainda tem uma semana de preparação. Para o selecionador, Jorge Brás, vai servir para afinar algumas estratégias.

Temos mais uma semana de trabalho. Reiniciamos amanhã, agora uma pequena folga e amanhã ainda treinamos terça aqui duas vezes, quarta viajamos para o palco que queremos, depois ainda temos dois dias de trabalho lá antes de sábado, o primeiro jogo. Ainda há uma semana de trabalho para afinar e melhorar coisas, mas confiantes e com muita ambição para esta primeira etapa, vencer o grupo, jogo a jogo, focados no presente, não no que é o final do Europeu.

A equipa das Quinas estará no grupo D do Europeu, juntamente com Itália, Polónia e também a Hungria. Na Eslovénia, em Liubliana, a equipa das Quinas joga já no sábado, dia 24 de janeiro, à 13h30, jogo de inauguração frente à Itália. Portugal que vai, neste caso, tentar conquistar o tricampeonato da Europa.

Viajamos até ao continente africano para falar novamente de futebol. O Senegal venceu a Taça das Nações Africanas.

O gol da vitória surgiu apenas em tempo do prolongamento, num jogo recheado de muitas emoções e não estivemos a falar de uma final, e também bastante polêmica. Em cima do minuto 90, o árbitro assinalou uma grande penalidade a favor de Marrocos, na sequência de uma falta sobre o jogador do Real Madrid, Brahim Díaz. A decisão gerou protestos bastante intensos da equipa senegalesa. Em sinal de contestação, o selecionador Papa Bouana ordenou a equipa a sair do relvado numa atitude que provocou empurrões e bastante discussão entre a equipa de arbitragem e os restantes jogadores. Foi Sadio Mané, colega de equipa do Ronaldo no Al-Nassr, quem acabou por convencer os colegas a regressarem ao campo, mas apenas 14 minutos depois. Ora, Brahim Díaz, numa seleção de Marrocos que estava a disputar esta Taça das Nações Africanas em casa, desperdiçou a derradeira oportunidade para dar o título à seleção de Marrocos ao tentar fazer um pontapé de penalty à Panenka. Já no prolongamento, minuto 94, Senegal fechou as contas deste derradeiro jogo. Pape Gueye marcou o gol decisivo e garantiu o troféu para o conjunto africano. E para terminar, Carlos, vamos falar deste assunto aqui.

Que velocidade consigo sentir daqui. Não me digas que apanhaste uma multa de velocidade.

Por quem me tomas, Carlos Pedro? Não, jamais. Sou um condutor responsável, mas foi graças à velocidade que um piloto português fez história no Rally Dakar.

Então, conta-me tudo.

Venceu uma das provas mais duras do planeta, como sabemos, na categoria de camiões. Paulo Fiuza é navegador do lituano Vaidotas Zala, que neste caso estão na equipa da Iveco. A dupla garantiu a vitória com 20 minutos e 18 segundos finais de avanço contra os restantes adversários, Aleš Loprais. Foi uma vitória bastante comemorada nas redes sociais por parte do navegador português, que agora fez história para Portugal nesta modalidade do automobilismo.

Uma grande vitória para Paulo Fiuza e para Portugal e é mesmo a grande velocidade que terminamos este "Vamos à Bola".