Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Olá, bem-vindos à Vici Suave. Ora lá vem um, a seguir vem outro, ora dá mais um, que só 22, para aí, é pouco. Não são beijinhos, são candidatos presidenciais. Também não se chegam a 22, mas estão lá perto. Isto numa semana em que Luís Montenegro continua a dizer que para dançar o tango são precisos três. Há também pouca disciplina, muita cidadania e muita discussão à volta da disciplina de Cidadania.
Eu quando estou num cargo, estou com os dois pés, as duas mãos e a minha cabeça nesse cargo. E é isso que eu pretendo também desempenhar até setembro. Ainda falta algum tempo, ainda há algumas coisas para fazer e depois, calmamente, tomarei. E depois também percebendo quem são os candidatos. Ainda falta muita coisa.
Oi, cidadãos.
Os conteúdos que têm vindo a ser discutidos, que foram excluídos, como por exemplo, a educação sexual, isso não é verdade.
Fazem, façamos, vamos amar.
Agosto não é grande altura para tratar deste assunto. Pois, porque eu tenho que falar.
Estamos arranjos.
Sinceramente, é verdade, vamos a banhos.
Isso passou-se em que escola, em que sala de aula em concreto?
Eu tenho o exemplo de uma filha que tenho de 11 anos, que contam histórias daquilo que se passa na escola e todos sabemos.
Contam histórias? Pois lá está, contam histórias.
O Pedro é professor numa universidade, que é um pouco uma madrassa da esquerda portuguesa, pelo menos. E aí vocês têm uma atitude e uma visão.
Miguel, não vamos falar de ensino superior os dois. Não, desculpe lá. A última pessoa que eu esperava que falasse de ensino superior era o Miguel Relvas. Era a última pessoa que eu esperava que falasse de ensino superior. Façamos, vamos amar.
Ora vamos lá amar ou não. Eu sou o Rui Pedro Antunes, sou o editor de política do Observador. Comigo tenho o Miguel Vítor Dias, que é repórter parlamentar e coordenador de política da Rádio Observador, e os jornalistas da secção de política, Rita Tavares e Miguel Pereira Santos. Vai começar a Vici Suave. Rita, eu sei que tu és grande repórter.
Há um caso, Pereira, que só referes os altos cargos de Miguel Vítor Dias.
Grande repórter, mas já como fazes parte da nata do Observador, vou lançar uma sopa de nata e começo por ti.
Por causa do Álvaro Santos Pereira.
Sim, contextualizando Álvaro Santos Pereira quando foi ministro da Economia, só Álvaro, queria ser chamado de só Álvaro. Só era o nome próprio e Álvaro o apelido, o só Álvaro. E na altura defendeu que a internacionalização do pastel de nata, o que mais tarde se veio a confirmar. E do frango assado também, o que já existia com o Nanos, não sei se posso dizer isto aqui sem termos a retribuição considerada, mas, na verdade, o ministro Álvaro não teve muito sucesso como ministro, mas foi Álvaro Santos Pereira escolhido como governador do Banco de Portugal.
Este arranque de Vici Suave está muito 2012. É o Miguel Relvas e a licenciatura, é Álvaro Santos Pereira e o pastel de nata. E também é algo curioso que isto não se repita. Há uma coisa que não se repete, que é o fato de o governo não reconduzir um governador do Banco de Portugal, como fez o governo de António Costa com Carlos Costa. Mas tendo em conta o que depois aconteceu no relacionamento posterior, quer dizer, que nem foi posterior, foi o que aconteceu quando António Costa era primeiro-ministro e Carlos Costa era governador do Banco de Portugal. Todas as polémicas, toda a tensão que existiu nesse relacionamento, se calhar Luís Montenegro achou mais avisado não reconduzir o ex-ministro socialista à frente do Banco de Portugal e fazer esta substituição. Enfim, saltando uma série de problemas futuros, poderá ter outros, é normal que os tenha. Há sempre alguns recados que vêm do Banco de Portugal para a governação. Portanto, é natural que os tenha, mas já serão novos problemas e serão com Álvaro Santos Pereira, Álvaro, falarão a mesma língua.
Começou o tiro ao Álvaro, como canta a Elis Regina, Miguel.
Terá já começado, sim.
Nós é que estamos aqui entre e não estamos a ouvir.
Terá já começado o tiro ao Álvaro, até porque é uma personagem política que quando passou pelo governo deixou vários episódios para memória futura, que nós nos estamos a encarregar de recordar. Um amigo meu em jeito de pergunta retórica inqueria se os dividendos do Banco de Portugal ao governo vão começar agora a ser pagos em formato de caixas dos pastéis de Belém, em vez de dinheiro ou barras de ouro. Mas Álvaro Santos Pereira é um bocadinho o último homem a ficar de pé. Portanto, na bolsa de apostas que foi sendo feita, foram caindo nomes, Vítor Gaspar, Ricardo Reis, ou não quiseram ou não estavam dentro dos critérios que tinham que ser atendidos, e sobrou Álvaro Santos Pereira. Quanto a Mário Centeno, tinha sido uma boa oportunidade para encostar um potencial candidato a primeiro-ministro durante mais quatro ou cinco anos. Não sei qual é a duração do mandato.
Cinco aninhos.
Cinco anos. Portanto, apanharia as próximas legislativas se o calendário decorrer de forma normal. Podia ter encostado esse candidato a primeiro-ministro e agora Mário Centeno poderá ter uma palavra a dizer daqui a alguns anos.
Mesmo não sendo militante do PS, pode ser candidato a primeiro-ministro num modelo de primárias, num cenário de participação.
Pode filiar-se entretanto, agora é um homem livre.
Exato. Verdade, mas depois tem aquela regra dos dois anos. Ainda há tempo, não é? Como disse o António Costa da Marta Temido.
Aliás, está nas mãos do José Luís Carneiro, isto está tudo ligado, haver tempo ou não.
Miguel, tu tens para te dizer alguma coisa sobre a sopa de nata? Não faças como o Miguel, não confundas pastel de nata com pastéis de Belém, porque os lisboetas vão-
É diferente
Primeiro de tudo, e mais importante, acho que constatar que os dois apelidos dele são os meus dois apelidos trocados.
Bem visto.
Com o nome dele a aparecer no espaço público, pode levar aqui a algumas confusões. Mas de resto, só notar que o Mário Centeno tinha sido acusado de fazer política por este governo e agora o governo vai buscar um novo governador, que recentemente também disse que o governador do Banco de Portugal não pode ser político. Portanto, vamos ver se isso se cumpre, ainda que ele tenha esta ligação, mesmo que não seja através do cartão de militante, mas continua a ter essa ligação por ter sido ministro de um governo de direita.
Até porque, na verdade, Mário Centeno também não era propriamente um político de carreira e também era um independente. Portanto, tal como Álvaro Santos Pereira, a ligação que tinha era ter sido governante de um governo de um determinado partido, que é a mesma que tem Álvaro Santos Pereira.
E depois também remete-nos sempre para aquele ditado do faz o que eu digo, não faças o que eu faço.
Não pode ser um político a menos que seja eu. Vamos avançar nas nossas sopas. Sugeria agora uma sopa de entulho.
Eu não me revejo nessa classificação dos nossos candidatos presidenciais, Rui, são os melhores dos melhores.
Se calhar podemos chamar sopa de entulho ou sopa da pedra, Miguel, é tudo a mesma coisa.
A sopa da pedra tem outras...
É das que mais entulha.
A sopa de entulho é uma sopa que está cheia de tudo lá dentro.
E mais onde aparecer, se Deus quiser, e se haja tempo pra isso. Luís Marques Mendes, eu acho que é o principal prejudicado desta última semana, porque começa a semana em grande com o empate técnico, que o aproxima de Henrique Coveiro e Melo, que o coloca ao mesmo nível de Henrique Coveiro e Melo, e de repente aparecem dois candidatos da sua área política para desfazer este crescimento. Isso ainda não se refletiu nas sondagens mais recentes, pra já são as que são de leitura positiva quer pra Marques Mendes quer pra António José Seguro, mas o aparecimento de João Cotrim Figueiredo e Rui Moreira, pra além de se atropelarem um ao outro um bocadinho, podem vir a castigar Marques Mendes, que parecia ter o cenário controlado, porque já tinha afastado mais ou menos a hipótese de Paulo Portas e, portanto, à direita não ia aparecer mais ninguém e de repente surgem estas duas surpresas, à qual ainda falta adicionar o candidato de André Ventura ou o próprio do André Ventura.
Miguel, vou dar aí um minuto, se conseguires, ou melhor, vais pensando nisso e daqui a um minuto vais me dizer os nomes todos de seguida de todos os candidatos que não são testados nas sondagens, que já se proclamaram pré-candidatos presidenciais. Agora eu vou à Rita enquanto vais pensando, que eu sei que os consegues dizer de cor. Rita, a tua sopa de entulho. Parece que há muitos candidatos, mas ainda falta um nome.
Há menos entulho do lado à esquerda. Há ali duas figuras, António José Seguro e António Filipe, por parte do PCP, mas há vontade de uma certa esquerda, nomeadamente o Bloco de Esquerda, o Livre, e muita gente do Partido Socialista também em arranjar uma alternativa. Pro Livre e pra o Bloco de Esquerda, pode sempre arranjar-se alternativas internas, caso não exista essa opção por que todos anseiam, que é António Sampaio da Nova. Pra esses socialistas que estão órfãos, que já começa a ser um bocadinho complicado explicar por que é que não apoiam um ex-líder do partido que estava colocado nas sondagens e que já tem uma série de apoios no PS. Pois, a dada altura já começa a soar esquisito um partido que ganha nesta altura em dar uma ideia de união, tendo em conta que vem fragilizado um processo eleitoral das legislativas, e vai pra umas autárquicas que são muito importantes pro Partido Socialista, mas depois entra numas presidenciais que não ganha há 20 anos, sem um candidato, quando na corrida está um antigo líder que começa, repito, nós também temos poucos dados, é verdade, que começa a destacar-se nas sondagens, pelo menos a consolidar ali uma posição entre os três. Há uma sondagem que lhe deu um empate técnico esta semana e isso veremos se tem algum impacto dentro do Partido Socialista ou não. Eu sou levada a crer que sim, que inevitavelmente vai haver essa colagem de alguns socialistas à candidatura de António José Seguro, porque ela começa a ser-
Bem que seja por deferimento tácito.
Exato, por falta de comparência de mais alguém na área do centro de esquerda.
A quem é que eles poderão ligar a seguir? A António Sampaio da Nova?
Pois, tenho essa dúvida.
Eu acho que também há ali uma hipótese que não corresponde a esse anseio dessa parte do Partido Socialista, os costistas, os que não gostam de António José Seguro. Agora também não vou tratar com o artigo o Seguro. Mas pra dizer o seguinte, que pode sempre surgir alguém que corresponda ali a um eleitorado ainda que minoritário, mas que também se sente órfão e que teria António Sampaio da Nova como nome, que é o Livre e o Bloco de Esquerda. Sendo que o próprio Rui Tavares tinha dito aqui há uns meses que se não existisse nenhum, ia ele.
Eu acho que já surgiu também a Isabel Mendes Lopes, a líder parlamentar.
Pronto, só que isso é mais complicado ainda pra o Bloco, no momento em que está a ser engolido pelo Livre, ir nessa conversa. É a mesma coisa que o CDS apoiar um candidato da Iniciativa Liberal.
Está a dizer que o Bloco também tenha que arranjar alguma figura a quem associar-se. Agora, a questão é: e o que é que vão fazer os socialistas, e volto a insistir, que não querem António José Seguro? Essa aversão é tão grande que prefiram, sei lá, às tantas absterem ninguém ou sei lá, vão pra António Filipe. Ou mesmo o almirante Coveiro e Melo.
Sim, Rui Tavares diz que vai incluir o nome de António Filipe nas primárias que o Livres faz pra tudo
Se calhar ainda vai dar o resultado.
Pode arriscar-se a ter que o apoiar. Miguel, não sei se a tua sopa de entulho é presidenciais, mas o pedido que eu te fiz há pouco diz lá o nome de todos os candidatos.
Eu fui buscar aqui a imagem deles, mas sem ver o nome.
Vais conseguir?
Sim.
Vamos lá. Nós também não vamos saber.
Temos o Raul Perestrelo, a Ângela Maria, o André Pestana, o Tino Vieira, a Joana Amaral Dias, o Tino Rãs, o Orlando Cruz, o Pedro Tinoco de Faria, a Manuela Magno, o Aristides Teixeira e o José Cardoso.
Muito bem. Rita.
Estes são os que não aparecem nas sondagens.
Há aqui nomes que eu não tinha ouvido falar.
Quantos é que havia?
Já entrevistámos aqui na Vixi Suave pelo menos um deles.
André Pestana, sim.
Não, o Tino.
O Tino de Rãs, que na altura também era candidato. A Joana Amaral Dias também é conhecido.
Tino Vieira é o candidato que quer colocar Ronaldo no Conselho de Estado. Regista aí essa proposta dele.
Creio que Ronaldo tem coisas mais interessantes para fazer do que perder seis horas no Conselho de Estado, mas corresponde. Aliás, há sempre uma parte artístico-cultural.
Pode ser que se algum deles conseguir as assinaturas, os socialistas que não querem António José Seguro encontrem aqui alguma saída. Não sei.
Miguel, depois da prova superada, pergunto se a sopa de entulho é as presidenciais ou não.
Eu queria falar também um pouquinho da coligação de Lisboa, porque tivemos essa formalização aqui durante esta semana.
Faz sentido porque a câmara é que tem o lixo e a recolha de entulho.
Pensei que ias dizer que recebeu mais entulho, porque eu sabor com um ovo partido.
Não, a sopa de entulho aqui não é depreciativa, é uma sopa bem composta e muito cheia, não no sentido do entulho de ser dispensável.
Sim, a coligação de Lisboa também pode ser a sopa de entulho, porque tem diferentes elementos que de fora às vezes até pode parecer que não condizem muito bem uns com os outros.
À direita ou à esquerda?
À esquerda.
À direita, do Carlos Moedas.
Aqui é por ti, vírgula, Lisboa.
Há aqui um comentário que é feito na quarta-feira na assinatura do acordo entre a AD e a IL, em que o Telmo Correia, que é o vice-presidente do CDS, diz: "Quando o PS se une à extrema esquerda mais radical, tem de haver AD e é bom que haja AD com IL." Este comentário leva-me a pensar que o Telmo Correia equivale um bocado a IL à tal esquerda mais radical à qual o PS se coligou.
Nas entrelinhas ele está a colar a IL como se fosse o Bloco de Esquerda ou a direita.
Sim, e a verdade é que o Bloco de Esquerda, se tivermos em conta as últimas eleições legislativas, não tem quase expressão nenhuma nesta coligação, vai muito fragilizado aqui. A coligação, na verdade, é o PS mais Livre e depois aqueles votos do PAN e do Bloco de Esquerda para não ficarem órfãos foram também incluídos.
O estilo da coligação em matéria da relação de forças do Livre e do Bloco é muito parecida com a do CDS e da Iniciativa Liberal, porque o Livre fica mais bem posicionado, mas o Bloco de Esquerda é que tinha ido sozinho a votos. E tentam fazer isso no sentido em que o Livre é a Iniciativa Liberal e o Bloco é o CDS, que é o partido que está em uma curva descendente, enquanto o Livre é o que está mais forte neste momento.
É marcação homem a homem, partido a partido.
Miguel, ias terminar.
Sim, e só anotar que a Mariana Leitão não esteve presente nem na assinatura da coligação, nem na apresentação da candidatura de Moedas, tal como aconteceu com o Nuno Melo.
Embora aí o Miguel Rangel era o líder intrínseco e estava lá.
Se quisesse dar um sinal, também podia ter aparecido.
Claro.
E acho que esta ideia de Moedas de que há uma frente de esquerda muito radical e que foi por isso preciso coligar-se à IL, parece que Moedas está mesmo a querer garantir essa vitória e ele teve esse resultado expressivo, mesmo que tanto Moedas não tenha grande coisa boa a dizer sobre a IL para além de eles trazem sangue novo e a IL também, a Mariana Leitão disse que Moedas também não tinha feito um trabalho excecional na Câmara de Lisboa, portanto, parece aqui um casamento mais por conveniência.
Por conveniência. São amigos de circunstância.
Não são amigos de sempre, como Carlos Moedas referiu ao CDS.
Exato, não são de sempre. E para dizer que também eles têm o desafio de enfrentar um partido forte ou médio-forte fora da coligação. No caso da esquerda ter o PCP, a CDU de fora como concorrência desse bloco e no caso do bloco da direita ter o Chega a concorrer sozinhos, também numa eleição que vai ser muito interessante acompanhar nos próximos tempos. A primeira parte da Vixi Suave termina aqui. Na segunda parte vamos ter Mariana Vieira da Silva e poderemos abordar, por exemplo, o novo governador do Banco de Portugal e outros assuntos que marcaram a semana.