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Bem-vindos à Vício Suaves. Estamos no fecho do ano. 2024 começa com uma cadeira por ocupar. Pedro Nuno Santos ou Luís Montenegro vão sentar-se no Palácio de São Bento e suceder a oito anos de António Costa. Doze meses depois do arranque do ano com uma maioria absoluta estável, o jogo virou. Luís Montenegro apanhou uma via rápida para essa travessia no deserto e Pedro Nuno Santos passou ao lado de uma carreira como comentador. Mas antes de um destes ocupar o lugar mais desejado pelos líderes do PS e do PSD, António Costa ainda vai mantendo a cadeira quente com desejos para o próximo ano.

Temos muito trabalho em curso que não podemos parar. Tenho estado convosco em cada noite de Natal dos últimos oito anos. Há problemas que ainda temos que ultrapassar? Claro que sim. Não desistimos de continuar a melhorar o que há que melhorar, de fazer o que está por fazer. Com esta confiança reforçada em cada um de vós, que me despeço desejando um feliz Natal, um excelente ano de 2024. E a certeza de que os portugueses continuarão a fazer de cada Ano Novo, um ano ainda melhor.

Será que vamos estar juntos outra vez? Costa não fechou nenhuma porta, mas como é hábito no Natal e no Ano Novo, o futuro a Deus ou ao Diabo pertence. Provavelmente estão a estranhar. Sim, o Rui Pedro Antunes e Miguel Santos Carrapatooso estão a polir as máquinas para 2024. Para já, fechamos nós a agenda deste ano. Eu sou o Miguel Viterbo Dias, comigo está a Inês André Figueiredo e junta-se a nós o Ricardo Conceição. Vamos degustar a última sopa do ano da política nacional. Ricardo, bem-vindo. Sempre quis dizer isto.

Obrigado, Miguel. E obrigado por me receberem.

Vamos começar por esta mensagem de Natal.

Esta é aquela parte em que tu explicas às pessoas o que se arranjou.

Sim. A poucos minutos do programa, chegamos à redação, perguntámos se alguém queria vir.

Costuma-se dizer aquela coisa muito tradicional.

E eu espreguicei e ele achou que eu queria vir.

Costuma-se dizer: "Isto mete-se o Natal e a passagem de ano e agora só para o ano". Aqui na redação está um pouco assim. Não meteram férias, mas meteram-se todos doentes.

Aliás, nós somos não só a voz da população, mas às vezes o espelho e quando as pessoas estão doentes, muitos de nós também vão ficando.

Ainda bem que não estamos nas urgências.

Bom, vamos às coisas boas da vida.

Vamos trabalhar.

Vamos à sopa de bolo rei, não sei se são apreciadores ou não, para falarmos da mensagem de Natal de António Costa e as reações a essa mensagem de Natal. Se eu contei bem, António Costa disse 13 vezes a palavra confiança sobre o próximo ano. Não sei se isto, Inês André Figueiredo, te deixa algum sinal de esperança para 2024.

Tinha contado 11, mas se calhar fiz mal as contas. Duas ou três coisas muito rápidas.

Ao primeiro a ouvir que responder quantas vezes disse corretamente, há uma garrafa de champagne.

Eu acho que neste Natal ou nesta mensagem de Natal, e se virmos bem, desde que António Costa conseguiu esta maioria absoluta que agora caiu por terra, a esquerda e a direita conseguem uma coisa muito pouco comum, que é unir-se e ter uma reação quase em uníssono a tudo o que o primeiro-ministro ainda em funções disse. E foi o que aconteceu exatamente nesta mensagem. Em resumo, a conclusão dos partidos é que António Costa está fora da realidade, não percebe nada do país real, o que diz não bate certo com a vida das pessoas, isto são tudo citações, e por isso não tem soluções, apenas quer dar continuidade àquilo que a oposição considera que tem sido mal feito. Em boa verdade, e olhando para aquilo que tem sido noticiado todos os dias, não só diria que a oposição está numa ótima posição para fazer campanha, com todas as possibilidades de apontar a este ainda governo pelo estado da saúde, da habitação, tudo aquilo que temos visto, como isto pode ter um impacto ainda maior quando é dito por todos ao mesmo tempo e com a mesma linha de pensamento e que foi isso que aconteceu nestas reações à mensagem de António Costa. Já agora, e pegando nessas não sei quantas vezes que António Costa disse a palavra confiança na mensagem de Natal, parece-me também importante referir, agora que estamos a fazer quase um balanço do ano, que as sondagens estão a dar-lhe força para que mantenha este discurso de que não está tudo bem, mas que há espaço para melhorar, porque de facto a oposição tem argumentos, tem usado esses argumentos, mas pelos vistos ainda não chegam nem para convencer a maioria dos portugueses, nem chegam para que as pessoas confiem mais no PSD do que no PS. Pelo menos assim as sondagens nos indicam. Vamos ver se as coisas mudam. Também faltam três meses para as eleições e as sondagens também poderão mudar.

Ricardo, não sei se preferiste o "Sozinho em Casa" na noite dia 25 ou a mensagem de Natal de António Costa.

Sabes que é muito difícil escolher entre os dois.

É uma escolha difícil e as audiências provam no que é difícil.

Eu tentei ver um pouco dos dois. E já que estamos no programa mais delicioso da política nacional, e pegando na questão da sopa de bolo rei, eu estava à espera de brinde e fava no bolo rei e nem uma coisa nem outra, saíram-nos confianças neste bolo rei.

Podem ser brindes, confiança é brindes.

Sim, mas é daquelas coisas que não servem realmente para nada.

Não são brindes que nós queiramos.

Não, porque olhando para aquilo que foi a mensagem de Natal do primeiro-ministro, foi insonsa, não teve sal.

Foi bolorrinho, foi sem fruta cristalizada.

Nem bolorrinho, aquilo foi uma espécie daquela última filhó que fica no centro da mesa, já um bocado despapassada, sem brilho, sem sabor. E isso depois refletiu-se, obviamente, nas reações. Sendo aquela que presumimos Atenção, presumimos, porque neste programa não nos deitamos a adivinhar o que vai o futuro e já percebemos que na política quem adivinha, erra. Aquela que será a última das mensagens de Natal do primeiro-ministro António Costa, com o país no estado em que está, obviamente, o primeiro-ministro tem outra visão que a oposição não tem, mas seria de esperar um pouco mais de pimenta, mais sal, mais qualquer coisa naquela mensagem de Natal, que foi uma mensagem aparentemente para cumprir calendário. Alguém deve ter pensado: "Temos que fazer a mensagem de Natal, ainda não fizemos, escreve aí qualquer coisa".

Ainda falta despachar isto.

Sim, o que vamos dizer? Vamos mostrar confiança, nem tudo está bem, mas temos confiança no futuro, temos confiança nos portugueses. Sabe, é muito pouco, é fraco.

Foi mais uma tentativa de defesa desse legado do que propriamente olhar para este último ano que passou.

Ó Miguel, deixa-me só dizer uma coisa muito rápida. Estava-me a lembrar daquela publicação que a JS fez, onde atribuía aos partidos.

Onde o PS era o bacalhau, o PSD o polvo.

Exatamente. E o bol rei era o Chega. E acho que esta sopa realmente faz todo sentido do que eles diziam. Há mais de 50 anos, quase ninguém gosta de frutas cristalizadas, mas ele está sempre no centro da mesa. Por isso acho que faz aqui sentido.

Isso só revela que a juventude não come as frutas cristalizadas.

Nem o bol rei.

Que deve, porque há fruta cristalizada muito boa, acreditem, e há disponível no mercado.

Eu, por acaso, também não sou fã.

É porque ainda não comeste a certa.

Mas eu achei só curioso na mensagem a questão das contas certas, que tanto dava como recado interno para o PS, para Pedro Nuno Santos, que era desacelerar um pouco esse ritmo, como dava como bicada à direita do PS agora poder reclamar essa bandeira das contas certas e portanto, era uma mensagem com sentido duplo que António Costa conseguiu aproveitar para dar nessa mensagem de Natal, nesta última mensagem de Natal. Seguimos para a sopa azeda, Inês André Figueiredo, sobre Iniciativa Liberal e o Chega, porque foi um dos assuntos que versaste nesta tua semana entre Natal e Ano Novo. Mudanças de vida, lá está. Mudanças de vida. E há gente que da Iniciativa Liberal mudou de vida.

É isso mesmo. Eu gostava só de voltar aqui um pouco atrás para dizer que nos últimos meses temos assistido a vários membros da Iniciativa Liberal deixarem o partido e não só saem como fazem questão de mostrar que saem, num ataque constante à falta de democracia interna ou alegada falta de democracia interna.

Batem com a porta para se ouvir.

Exatamente, batem pela porta. Fizeram principalmente no 25 de abril e 25 de novembro, dois momentos marcantes, que são dois momentos marcantes para o país e para a Iniciativa Liberal.

Se fizerem no 25 de dezembro também é um padrão. Não é por isso.

Acho que não. Mas eu tentei fazer esta parte agora depois do Natal. Depois daquela convenção que ficou marcada para a história da IL, há claramente uma linha contra a liderança que se tem feito ouvir, mas também há muitos que têm não só optado por sair, como têm optado por entrar no Chega ou por pelo menos estar a colaborar com o Chega, e foi isso que noticiamos esta semana. Ora, deixe-me deixar aqui uma ressalva: não é nada estranho que haja pessoas que optem por mudar de partido, muito pelo contrário, na própria Iniciativa Liberal, o que não falta são pessoas que mudaram de partido ao longo da vida, muita gente do PSD, principalmente, e do CDS. A questão aqui, e aquilo que nos levou a fazer este trabalho, foi tentar perceber como é que um liberal se sente bem num partido conservador como o Chega. E aqui percebemos que há várias opiniões.

Porque o liberal é em toda a linha, como dizia aquela intervenção viral.

Exatamente.

Por falar em gripes.

Ana Madalena Leitão, que eu ontem fui recordar quem era esse membro da Iniciativa Liberal. Liberal não é conservador, liberal é em toda a linha. Mas dizia eu que percebemos que havia opções diferentes, opostas até, por duas razões. Eu destacaria o facto dos dissidentes da IL acusarem desde logo a Iniciativa Liberal de ser menos liberal do que o próprio Chega e de não funcionar como um partido liberal. Obviamente que isto ganha ainda um peso maior quando o Chega é acusado constantemente de ser um partido de um homem só e em que alegadamente a democracia interna deixa a desejar. E foi isso que a direção da Iniciativa Liberal veio sublinhar com todas as letras e, eu diria, sem medo de melindrar ninguém, porque a resposta que recebemos aqui no Observador, quando pedimos uma reação a estas saídas, não é propriamente querida, não é nada leve. A Iniciativa Liberal não só diz que o Chega é um partido iliberal e que está ideologicamente numa posição completamente oposta à IL, como sugere que estas pessoas usam ou usaram não só o partido, mas a sua própria ideologia de forma plástica, à procura de cargos, ou até chegam a referir com motivações menos nobres. Ora, pelo que eu percebi no fim desta junção toda, a IL não parece estar muito preocupada com este fenómeno. Parece que o observa quase como uma limpeza natural pelas quais os partidos têm de passar. Já o Chega, por sua vez, está de braços abertos, obviamente, para todas as pessoas, já que eles dizem que vão buscar pessoas a todo o espectro político, do PCP, pelos vistos, à Iniciativa Liberal.

O que acho curioso nesse teu texto, e isto tem-se visto nessas várias vagas de saídas, é que muitos deles falam não só desta questão de que deixaram de encontrar espaço de liberdade na Iniciativa Liberal e passando para o Chega. E esse ponto que vincaste então é muito engraçado, porque realmente, como é que querem liberdade num partido que depende apenas de uma única pessoa, que é André Ventura? E depois muitos deles acabam por Não manifestar propriamente um grande amor do ponto de vista ideológico, quer por um, quer por outro, porque muitos referem, por exemplo, que o CDS também podia ser uma opção, mas dizem só que é um partido que está morto. Antes o CDS fedrava um pouco este espectro todo e agora acaba por não o fazer, só porque não tem representação. Parecem militantes ou figuras que vão procurando os partidos que podem dar mais azo a que eles consigam ter destaque ou que a porta se continue a ouvir sempre que a fecham, do que propriamente por crença ideológica ou por acreditarem mais num líder do que noutro.

Deixa-me só deixar aqui uma ressalva. Na verdade, nós sabemos que a Iniciativa Liberal, apesar de mostrar que está a crescer há vários anos e prevê-se que cresça também nestas eleições, nada tem a ver com o crescimento do Chega. No Chega haverá espaço para muito mais cargos, para muito mais deputados, a longo prazo até para muito mais pessoas, por exemplo, a nível autárquico. E isto pode ou não pesar na opção de uma pessoa que está realmente a querer entrar na política ou querer manter-se na política.

Mas eu acho um pouco estranho, Inês, André Figueiredo, toda esta mudança tão repentina. Obviamente, as pessoas podem mudar e devem mudar de opinião, se assim o entenderem, são livres disso e devem mudar de convicções ao longo da vida. Nada contra, quem nunca. A questão aqui é a rapidez com que tudo isto acontece e também o estar completamente numa casa enganada. Ou seja, como é que estão num partido que é liberal na economia, nos costumes, nessas coisas todas, e depois, de repente, percebem: "Não era aqui que eu queria estar. Há aqui qualquer coisa que não funciona bem." E depois há outra questão que tu levantaste e que me parece importante, e aqui pode constituir um problema para a Iniciativa Liberal, que é o momento em que acontecem estas dores de crescimento e esta limpeza, para usar essa imagem de militantes que não é bem ali que deviam estar, era noutro lado. O momento é que pode ser mau para a Iniciativa Liberal, porque depois da substituição da liderança, depois agora da questão de Carla Castro, tudo isto dá um sinal de que a Iniciativa Liberal pode não ter a maturidade suficiente enquanto partido para merecer confiança do voto de alguns eleitores. Isto pode levar alguns eleitores a ter dúvidas e na última hora, na solidão da cabine de voto, pôr a cruzinha noutro quadradinho. E penso que este tipo de situação pode ser penalizador para a Iniciativa Liberal e aí tenho dúvidas sobre o momento em que esta dor de crescimento acontece. É óbvio que terá de acontecer e vai acontecer sempre.

Pode ser a falta de maturidade de ainda não conseguir integrar os desiludidos com a direção.

Sim, também.

Eu ia dizer exatamente isso. E estamos a três meses das eleições. Normalmente, esta é uma fase em que os partidos se unem, independentemente das escolhas que fizeram. Os líderes foram escolhidos. Houve uma eleição que Carla Castro teve 44% dos votos, mas Rui Rocha teve maioria absoluta. Por isso, quase que se esperava aqui um pouco de tréguas para ir a estas eleições, e não é isso que está a acontecer. Ninguém tem a motivação de parar e dizer: "Não, isto agora é pelo partido, pelo país", porque eles próprios dizem que não sendo antissistema, são a única opção à direita que, além do Chega, não está dentro do sistema como o PSD. Têm aqui uma quantidade de oportunidades para ir a votos e não estão a conseguir travar internamente estas pessoas.

Vamos rapidamente, 30 segundos a cada, uma sopa em banho-maria, uma sopa composta, para já, pelos ingredientes Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro. Esta semana deram entrevistas à SIC, entrevistas en passant, uma entrevista num formato mais dinâmico. Eu começo já pelos meus 30 segundos. Queria destacar o facto de Luís Montenegro, primeiro estava claramente muito frio, porque mal se via a cara de Luís Montenegro no meio de tanto cachecol e casaco. Mas não era isso. Ia falar do facto de ele dizer, da resposta à falta de experiência governativa, achei curioso a comparação que ele fez de ser o 12º ministro do primeiro governo, que era quase como o 12º jogador. Achei curiosa essa ilustração. E depois de Pedro Nuno Santos. Achei curioso que neste processo de humildade em curso que Pedro Nuno Santos está a percorrer, aquela frase do "eu salvei a TAP", e depois lá corrigiu para o governo salvou.

Exato.

São os meus dois destaques em 30 segundos.

Mas ficou o "eu salvei a TAP".

E eu aproveito também já 15 segundos para cada um. Luís Montenegro, depois desta entrevista e até aqui, faz-me sempre lembrar aquele sonho recorrente que as pessoas que trabalham na rádio têm, que é o pesadelo de não conseguirem chegar a horas para o arranque do programa, porque há sempre qualquer coisa que os impede. E supostamente ele deveria ter campo aberto para marcar o gol, não devia estar ninguém na baliza e o homem, aparentemente, não consegue chutar e não consegue marcar gol, e isso é incrível. Em relação a Pedro Nuno Santos, além do homem que salva a TAP, mas com 3 mil milhões de euros, eu acho que salvava qualquer coisa, até a TAP, noto que está disponível para debates e acho que isso é uma evolução positiva.

Sim, faça a campanha.

Já que a sopa era a aquecer, eu vou realmente voltar à questão do casaco, porque Pedro Nuno Santos até pediu um casaquinho a meio da entrevista, além de Luís Montenegro nunca ter tirado o cachecol. Se calhar Marcelo Rebelo de Sousa sabia que nenhum dos candidatos a primeiro-ministro estava preparado para uma campanha em janeiro. Foi por isso que a atirou para março. Mas só uma comparação muito rápida. Pedro Nuno Santos, que nessas tais entrevistas em andamento, andou a cumprimentar toda a gente entre perguntas, até uma professora com quem falou uns segundos, mas foi estando sempre a fazer aquele sinal de ficha, a dizer bom dia. Luís Montenegro continua realmente igual a si próprio, que manteve uma linguagem muito normal e já agora não sai do registo a que habituou os portugueses desde que é líder do PSD. Mas eu gostava de perguntar a Luís Montenegro, será que vamos ver o Luís Montenegro líder parlamentar até 10 de março ou se vamos manter aqui este líder do PSD até essa altura?

Uma dúvida para acompanharmos nos próximos meses. Daqui a poucos minutos, na segunda parte, entrevistamos o vice-presidente do CDS, Paulo Núncio. Bem-vindos à Vixi Suave. Comigo está o Ricardo Conceição e a Inês André Figueiredo. Hoje recebemos Paulo Núncio, vice-presidente do CDS. Desde já, obrigado pela disponibilidade.

Obrigado eu e boas festas.

Obrigado. Com a Aliança Democrática, o CDS assegurou um regresso ao Parlamento. Esta foi a forma que o partido arranjou pra não correr o risco de desaparecer de vez.

Em primeiro lugar, muito obrigado pelo convite. É sempre um prazer estar aqui na Rádio Observador. Eu penso que o CDS foi claro nas suas intenções. Ao contrário do que diziam 95% dos comentadores, o CDS sempre disse que estava cá, que estava confiante que iria crescer, que iria voltar a eleger deputados e chegar à Assembleia da República, quer fosse em listas próprias, quer fosse em coligação. Foi feito um trabalho muito profundo nos últimos dois anos, que passou por uma reestruturação financeira, por uma reorganização de bases do partido, e o partido está hoje preparado para voltar novamente a crescer, eleger deputados e voltar à Assembleia da República.

Mas não corre o risco de se tornar numa espécie de Verdes, mas do PSD?

Não, o CDS tem 49 anos, tem um ADN muito específico, é um partido da direita social, um partido da direita competente, civilizada, que faz falta a Portugal e por isso esse risco evidentemente que não existe. Deixe-me dizer, ainda a propósito da última questão, que eu lembro-me de um partido aqui há dois anos dizer com arrogância e sem respeito pela história do CDS, que iria ocupar a sede do nosso partido. Pois bem, enganaram-se e enganaram-se redondamente.

Está a referir-se ao Chega?

O CDS está cá, o CDS vai voltar a crescer, vai voltar a eleger deputados e não me parece que vá para o Largo do Caldas qualquer outro partido.

Mas na coligação não vamos ficar a saber bem qual é que será o peso do CDS ou o peso que o CDS mantém ou não na sociedade portuguesa.

Não, repare, a questão dos lugares, a questão dos nomes, não sei se é isso que se está a referir.

Não, se vai integrado numa lista com o PSD, numa coligação, nós não vamos conseguir aferir qual é a representatividade do CDS enquanto partido na sociedade portuguesa.

Repare, normalmente os partidos devem ir em listas próprias, devem defender as suas ideias em listas próprias. Isso é o normal que deve acontecer. Estamos a atravessar uma fase excepcional, em que pela primeira vez na história da democracia portuguesa, um governo com maioria absoluta se demitiu e foi entendido que era necessário criar uma plataforma alargada, a constituição de uma nova aliança democrática, para criar uma alternativa credível e estável ao Partido Socialista. E por isso, nesta altura excepcional, os dois partidos entenderam que era importante criar esta aliança, e esta aliança é o único voto que pode mudar de governo. É o voto que conta, é o voto que pode alterar o ciclo político e abrir esperança pra um novo ciclo de centro-direita.

Esta nova AD parte dessa tese de unir a direita para pôr fim a este ciclo de governação do PS. Sem a Iniciativa Liberal, esta coligação não nasce coxa nessa ideia?

Pelo contrário, a Aliança Democrática é uma marca política muito poderosa, que traz à memória dos portugueses um projeto reformista, um projeto competente, um projeto de desenvolvimento económico, um projeto de justiça social. É por isso que para além do eleitorado tradicional do PSD, para além do eleitorado tradicional do CDS, há o povo da AD, que se mobiliza sempre que vê uma aliança genuína entre estes dois partidos. É por isso que o PS foi sempre derrotado pela AD em legislativas e eu estou absolutamente convencido que a AD vai ganhar novamente ao PS nas próximas eleições.

Mas a Iniciativa Liberal, inicialmente falava-se que poderia estar incluída nessa coligação. Não aconteceu porque o próprio partido se colocou fora. A questão é se não fica aqui por preencher um espaço que pertencia à Iniciativa Liberal e que, na verdade, estava pensado para pertencer a esta nova AD.

Repare, nós temos que respeitar as decisões dos vários partidos. A Iniciativa Liberal decidiu não participar neste esforço conjunto pré-eleitoral juntamente com o PSD e o CDS. É uma decisão legítima. Eu acho que fazem mal. Eu acho que faria sentido que participassem nesse esforço.

Mas os deveres não são os mesmos?

Não sei, são decisões que a Iniciativa Liberal terá que decidir, já decidiu e nós aceitamos. Acho, no entanto, que correm um risco sério. E o risco sério é que os eleitores liberais olhem para a nova AD e vejam na nova AD a alternativa credível ao Partido Socialista e votem na AD e não votem na Iniciativa Liberal.

Mas também sabe que depois de 10 de março, se for preciso, toda a gente se entende, ou não?

Enfim, vamos ver como é que serão os resultados.

Estou a falar da Iniciativa Liberal e a AD.

Com certeza, mas isso é futurologia, a ver vamos o que é que os resultados, o que é que o povo, o que é que a votação do povo vai dizer. Uma coisa eu sei: a Aliança Democrática é a alternativa ao PS, é o voto que soma, é o voto que permite mudar de governo e por isso todas as pessoas que quiserem derrotar o Partido Socialista devem votar na Aliança Democrática. Até porque, e gostava de falar um pouco sobre isso também, se me permitirem, o balanço do governo socialista e aquilo que o PS tem para oferecer no presente e no futuro aos portugueses é muito mau.

Antes de irmos a essa oposição que vão fazer ao PS, fala-se num número entre dois a quatro deputados para o CDS. Quantos acredita que vai ser possível eleger para o Parlamento?

Eu não vou lhe dizer uma palavra sobre essa matéria. Essa é uma prerrogativa do presidente do partido. O doutor Nuno Melo já disse que cada coisa a seu tempo. Neste momento, os dois partidos estão concentrados em aprovar a coligação eleitoral Aliança Democrática, vão os dois celebrar conselhos nacionais no próximo dia 4 de janeiro.

Mas a ideia é ter um grupo parlamentar, pelo menos.

Posteriormente, saber se hão os termos do acordo e os nomes que vão integrar.

E o Paulo Núncio será um desses nomes?

Deixe-me só terminar esta frase que me parece importante. O que eu lhe posso dizer é que o acordo é um acordo bom para o PSD, é um acordo bom para o CDS, mas acima de tudo é um acordo bom para o país, porque passamos a ter uma alternativa credível ao PS. As pessoas que querem mudar a página têm neste momento uma alternativa que se chama Aliança Democrática, com toda a credibilidade que a Aliança Democrática tem.

E o Paulo Núncio é um desses que vai figurar num lugar elegível?

Como lhe respondi anteriormente, eu não vou dizer nada sobre esse assunto. Mais uma vez, é uma prerrogativa do presidente do partido. E o presidente do partido já disse que não fez qualquer convite a ninguém e, por isso, essa é uma questão que não se coloca neste momento.

Está disponível ou não?

O que eu lhe posso dizer é que estas matérias serão discutidas necessariamente entre o presidente do partido e as pessoas que ele decidir convidar para as listas, e não é evidentemente uma conversa que se tenha na praça pública. Mas posso lhe dizer mais. Posso lhe dizer que o CDS é reconhecidamente um partido de grandes quadros, de quadros com credibilidade, com competência e com experiência governativa. E por isso, independentemente dos convites que serão feitos pelo doutor Nuno Melo, seguramente que o CDS apresentará quadros muito competentes e capazes nas listas para o Parlamento.

O PSD e o CDS foram juntos várias vezes a eleições, desde a original Aliança Democrática. Voltam agora a unir-se numa altura em que o PS está há oito anos no poder. Uma derrota nestas eleições, nestas circunstâncias em específico nas quais o governo caiu, coloca em causa os dois partidos e a forma como têm de mudar de rumo?

Olha, é uma hipótese que eu nem coloco, é uma hipótese que eu nem tenho em cima da mesa. Como lhe disse, o histórico da AD é um histórico de vitórias sobre o Partido Socialista. De todas as vezes que a AD se formou como coligação pré-eleitoral, derrotou o Partido Socialista. E eu estou absolutamente convencido que esta AD vai novamente derrotar o Partido Socialista no dia 10 de março. Até porque, deixe-me focar neste ponto que me parece importante, o histórico dos oito anos de legado de consulado socialista é muito mau. Portugal empobreceu em termos europeus, e o próximo país a ultrapassar Portugal em termos de PIB per capita é a Roménia. Portugal tem dos mais baixos salários da União Europeia.

Paulo Núncio, todos sabemos isso, mas o que é facto é que não descolam nas sondagens.

Não, que eu saiba, a única sondagem que foi feita até agora-

Já sabemos que o CDS não gosta de sondagens.

Não, a única sondagem que foi feita até agora que ponderou a possibilidade de uma coligação dava 38% ao PSD e ao CDS e dava o PSD, o CDS e a Iniciativa Liberal próximo da maioria absoluta. E por isso, a única sondagem que saiu já depois do anúncio da coligação foi essa. E eu estou convencido que a dinâmica da AD é uma dinâmica muito poderosa. Como eu lhe dizia, existe um povo da AD.

Mas isso não se sente, Paulo Núncio.

Eu acho que se vai sentir durante a campanha e acho que essa dinâmica vai com certeza aparecer.

Mas não acha estranho que não se sinta isso numa altura em que teve oito anos de governo socialista, em que, segundo o que diz a oposição ao Partido Socialista, há uma coleção de erros. O protagonista do Partido Socialista tem uma coleção de erros que já admitiu em público. Não era de esperar uma cabazada? É que não se sente isso em lado nenhum.

Cabazada ou não, depende da definição de cada um para cabazada.

Claro, pelo menos três a zero.

O que eu lhe quero dizer é que estou absolutamente convencido que a AD vai ganhar. Repare, a coligação foi anunciada na passada quinta-feira, tem uma semana. Vamos esperar pelos próximos tempos. Não foi ainda nem aprovada pelos partidos que a vão compor. Agora, há um ponto que referiu e que é muito importante. Para além de o balanço ser muito negativo, o balanço da governação socialista. Aliás, os estudos da opinião dizem que 70% dos eleitores qualifica de mau ou muito mau o último governo socialista e, por isso, relativamente ao balanço, estamos conversados. O que o PS tem para oferecer no presente e no futuro? Tem para oferecer Pedro Nuno Santos. E foquemos em Pedro Nuno Santos. Faz hoje um ano que Pedro Nuno Santos se demitiu por indecente e má figura, como diria Pedro Passos Coelho. E então uma pessoa que não serve para ministro servirá para primeiro-ministro? Como é que é possível Pedro Nuno Santos pedir a confiança dos portugueses se não foi digno de confiança enquanto era ministro das Infraestruturas? Repare, eu assisti a uma recente entrevista de Pedro Nuno Santos na SIC Notícias. E Pedro Nuno Santos, para tentar afastar aquela ideia que as pessoas lhe colam de radical, de instável, de pouco preparado, repetiu três palavras Estabilidade, credibilidade e obra feita. Eu diria que se Pedro Nuno Santos tivesse o mínimo de bom senso, estas seriam precisamente as três palavras que ele nunca usaria numa entrevista. Estabilidade? Pedro Nuno Santos pertenceu a um dos governos mais instáveis da história da democracia portuguesa. Credibilidade?

O PS facilitou a vida ao PSD e ao CDS ao escolher Pedro Nuno Santos ao invés de José Luís Carneiro?

Eu acho que Pedro Nuno Santos passa uma ideia de instabilidade, uma ideia de falta de credibilidade. É bom não esquecer Pedro Nuno Santos tem inúmeros exemplos de falta de credibilidade.

Mas seria mais difícil derrotar José Luís Carneiro?

Não sei, eu também não me meto na vida dos outros partidos. Digo é que este líder do PS não tem nada para oferecer em termos de estabilidade, credibilidade e obra feita. Estava a falar de credibilidade. Há inúmeros exemplos de falta de credibilidade de Pedro Nuno Santos. Eu lembro-me de um que as pessoas é bom que não se esqueçam. Começou por dizer que não tinha nada a ver com a atribuição da indemnização de €500 mil à Alexandra Reis, administradora da TAP. Depois no final veio-se a saber que foi ele próprio a autorizar pessoalmente aquela indemnização, ainda por cima por WhatsApp. Está a ver um futuro primeiro-ministro com este tipo de credibilidade? Eu acho que não é possível. Depois, obra feita? Mas qual obra? Não há obra nenhuma feita como ministro das Infraestruturas. Não foi feito nenhum novo aeroporto e não começaram as obras do antigo. Não há alta velocidade, nem muito menos comboios normais no interior do país. O país não está ligado em termos ferroviários a Madrid e a Paris. Há um caos absoluto na habitação. E a única coisa que fez foi injetar 3,2 mil milhões de euros para financiar uma nacionalização ideológica da TAP e agora quer reverter para novamente privatizar a empresa. Por isso, não há obra nenhuma, não foi feita nenhuma obra. Eu diria mesmo que Pedro Nuno Santos é provavelmente o candidato mais mal preparado que o PS alguma vez apresentou ao cargo de primeiro-ministro nas eleições legislativas.

Deixe-me ir aqui, Paulo Núncio, às questões dos cenários depois de 10 de março, porque estamos aqui a aproximar-nos do fim. A posição da Aliança Democrática quanto ao Chega é conhecida, mas há uma pergunta que pode ganhar importância, que é: se for apresentado um governo minoritário PSD/CDS, que não negoceie com o Chega, estão à espera de um milagre para que Ventura viabilize esse governo?

Repare, eu acho que se dá muitas vezes demasiada importância ao que diz André Ventura. E há muitas coisas que André Ventura diz que não são para ser levadas a sério, como por exemplo, que vai ganhar as eleições ou que vai ocupar a sede de outros partidos. Isso não é nada para levar a sério. Mas há outras coisas que André Ventura diz que devem ser levadas muito a sério e que os eleitores de direita devem ponderar com muita seriedade. André Ventura disse recentemente que não aceita que haja um governo de direita sem o Chega e se isso acontecer, apresentará uma moção de rejeição ao programa de um governo da AD. O que André Ventura está a dizer é a pedir a Pedro Nuno Santos, a Mariana Mortágua e a Paulo Raimundo para se associarem ao Chega para derrubar um governo da AD. O que André Ventura está a dizer é a pedir à esquerda e à extrema-esquerda para derrubarem um governo de centro-direita, um governo da AD. E eu pergunto: alguém acha isto normal? Algum eleitor de direita acha normal esta posição de André Ventura e do Chega? Será que isto é algum projeto válido para Portugal? Eu diria que não. Eu diria que isto aqui demonstra que, em muitos casos, André Ventura é um aliado útil do PS e da esquerda.

Mas num cenário de vitória sem maioria absoluta, não compete ao PSD ou CDS encontrar essas condições para governar? Como é que vão fazer isso?

Vamos governar. Se houver maioria absoluta, é simples. Se houver maioria relativa, também é simples. É olhar para a história democrática portuguesa e ver a quantidade de governos de maioria relativa que exerceram funções.

Mas alguém tem que viabilizar esse governo, seja o Chega, seja o PS.

Quer dizer, competirá, nesse caso, à Aliança Democrática apresentar o governo.

Mas estão a colocar o ônus em cima do Chega. O ônus não é de quem venceu as eleições e de quem não consegue uma maioria para viabilizar o governo?

Mas isso já foi muito claro e já foi referido. E eu não dou mais por esse peditório. Já foi dito mais de 100 vezes que não é não. E por isso os dados estão lançados.

E se não vencerem, se não forem os mais votados, não formam governo.

Mas isso está dito.

Está dito que não negoceiam com o Chega. Não está dito o que é feito se precisarem do Chega e não negociarem com eles.

Mas repare, faremos aquilo que tem que ser feito, que é governar em maioria relativa. É isso que nós estamos a dizer aos eleitores. A Aliança Democrática vai governar, nesse caso, em maioria relativa e por isso não é não. Ponto final, parágrafo.

Luís Montenegro já disse que não governa se ficar em segundo. Caso a direita tenha maioria, vê algum inconveniente no regresso de uma figura que possa juntar todas as direitas, como Pedro Passos Coelho?

Não, como deve calcular, eu não vou especular sobre esse cenário. O que eu lhe posso dizer é que a afirmação de Luís Montenegro mostra uma grande coerência e uma grande dignidade, porque o contrário é que seria estranho. Repare, Luís Montenegro, juntamente com um conjunto grande de pessoas do PSD, do CDS e também outras pessoas fora destes partidos, criticou a solução da Geringonça em 2015. Disse expressamente que quem deveria ter governado naquela altura devia ter sido o PSD e o CDS, e teria sido muito bom para o país que isso tivesse acontecido. Não poderia agora, passados oito anos, por razões de vantagem ou de benefício pessoal, inverter a sua posição e dizer que afinal uma geringonça, mesmo não ganhando as eleições, é um elemento importante ou relevante para governar. E por isso eu saúdo A credibilidade, a coerência e a clareza do pensamento de Luís Montenegro. E estou convencido que a Aliança Democrática vai ganhar, é uma alternativa credível ao Partido Socialista, nunca perdeu contra o PS e, por isso, vamos ganhar outra vez e Portugal vai ter um novo ciclo de prosperidade com menos impostos.

Quero meter essa história, Paulo Núncio, vamos para a segunda parte da nossa refeição. O carne ao peixe também já conhece o formato. Venha daí então essa trilha para acrescentar emoção a esta escolha. Nuno Melo vai, ao que tudo indica, voltar de Bruxelas e o bilhete dele fica livre. Dava-o à Assunção Cristas ou a Francisco Rodrigues dos Santos?

São ambos quadros válidos do CDS, são ambos ex-presidentes do partido que deram muito ao CDS e por isso ficava certamente bem entregue a qualquer um.

Não quer ver nenhum mais longe do que outro.

Ficava entregue bem a qualquer um.

Agora vamos imaginar que o Paulo Núncio regressa ao Ministério das Finanças como secretário de Estado e só há duas hipóteses para ministro. Atenção, Paulo, tem que escolher uma. Aqui não dá para passar.

Já fugiu uma.

Fernando Medina ou Mário Centeno?

Ui, venha o diabo e escolha.

Tem que ser o Paulo Núncio a escolher.

Vai passar farpa.

Tinha que ser o diabo, eu não escolho.

Afinal, veio o diabo. Inês.

A combinação que tem para a passagem de ano é cancelada à última da hora e só tem uma de duas opções para entrar no novo ano. Escolhia Pedro Nuno Santos ou António Costa?

Também não escolhia nenhum deles. Até passaria sozinho o ano para não ter que passar com nenhum deles.

Só para passar o ano.

Nem partilhava umas passas, nem nada.

Não, repare, não tenho nenhuma animosidade pessoal relativamente a nenhum deles, mas quer dizer, um é passado e é um passado doloroso, o outro é um presente, mas é um presente muito incompetente e muito impreparado.

Vamos ver se lhe conseguimos arrancar uma resposta. Vai dar um jantar em sua casa e tem ainda um lugar livre. Liga para André Ventura ou para Pedro Passos Coelho?

Claramente para Pedro Passos Coelho. Trabalhei com Pedro Passos Coelho durante quatro anos e meio e tenho um enorme respeito por Pedro Passos Coelho.

Paulo Núncio, obrigado. A sobremesa é o convidado habitualmente que escolhe. Pedia-lhe para apresentar a música e explicar o porquê dessa escolha.

Bom, eu escolhi "Money for Nothing", da banda britânica Dire Straits, uma música dos anos 80, que traz à memória muito boas recordações. Um excelente ano de 2024 e que o ano de 2024 seja de facto um ano melhor do que foi o ano de 2023.

E é um ano que começa em aberto do ponto de vista eleitoral. Obrigado a Paulo Núncio. A Vixi Suaves está de regresso na próxima semana. Até lá pode ser ouvida em observador.pt e também nas plataformas habituais.