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Olá, bem-vindos à Vixi Suas. O meu nome é Miguel Santos Carrapatoso, sou jornalista e editor adjunto de política do Observador. Tenho desta vez o privilégio de ter comigo duas pessoas que conhecem muito bem esta casa, o José Pedro Mourão, antigo jornalista do Observador, SIC e Visão, ex-assessor político no gabinete do secretário de Estado adjunto do Primeiro-Ministro António Costa e agora consultor de comunicação, e o Pedro Benevides, jornalista da TVI CNN, editor de política do Observador e nova voz, rosto e corpo do nosso podcast A História do Dia. É esta venerável dupla que me vai ajudar a explicar a primeira semana de uma das campanhas mais imprevisíveis de que há memória no nosso país. Seguro floresceu, Cotrim agigantou-se, Ventura apalideceu, o almirante perdeu a graça e Mendes estatelou-se. À esquerda, uma novidade e duas confirmações. Jorge Pinto detonou-se, Catarina e António Filipe não saem do sítio. Para discutir tudo isto e muito mais, venha daí a refeição mais deliciosa da política portuguesa. Meus senhores, bem-vindos. Tenho uma sopa-
Você acha que é bem-vindos?
Bem-vindos. Passei demasiado tempo no norte agora nas festas.
Mas obrigado.
Tenho ainda os ves e os bes.
Obrigado.
Tenho uma sopa farta para vos servir, para falarmos desta campanha. Farta porque se calhar estamos todos fartos dela, pelo menos falo por mim, e farta porque tem sido farta em novidades e em reviravoltas. José Pedro Mourão, começo por ti. Vamos tentar dividir isto esquerda-direita, sem prejuízo de poderes falar perfeitamente à vontade. Tu sabes que és um ouvinte atento da Vixi Suas, que poucas vezes respeitam aquilo que eu peço neste espaço. Portanto, falemos primeiro da esquerda. Como é que vês o harakiri de Jorge Pinto e as reduzidas hipóteses de António Filipe e Catarina Martins fazerem, vou usar um eufemismo, um brilharete nesta campanha presidencial?
Olá. Em primeiro lugar, quero dizer que é sempre um gosto estar de volta aqui ao Observador e principalmente com o Pedro Benevides.
Obrigado.
Tu não fizeste essa referência, mas acho que é importante. Nós fomos fundadores da Vixi Suas. Fizemos parte do primeiro episódio.
Aliás, se quiseres podemos ignorar o Miguel e fazermos só tu os dois.
Exato, eu acho que sim.
Eu aliás só agradeço ao Pedro Benevides por estar cá.
Não, eu agradeço o convite, Miguel Santos Carrapatoso. Mas agora indo ao que perguntaste, portanto perguntaste sobre esquerda, é suposto eu responder sobre a direita, não é? Que é cumprir aqui o padrão. Agora mais seriamente. Eu acho que à esquerda há aqui um paradoxo que é: o apelo ao voto útil de António José Seguro é mais realista, ou seja, é mais evidente que quem votar num candidato à esquerda de António José Seguro está a votar num candidato que não irá de certeza à segunda volta. No entanto, António José Seguro não tem muitos votos para ir ali captar, olhando para as sondagens, que o Pedro Benevides todos os dias nos tem apresentado. Olhando para as sondagens, aquilo reduz-se a pouco mais de 6 ou 7%, tudo somado.
Tens razão, José Pedro Mourão, mas há aqui uma ligeira nuance nesta eleição em particular, é que aqui conta mesmo passar à segunda volta. Por muito que o espaço seja reduzido à esquerda-
Todos os votos contam
...todos os pozinhos contam.
É verdade. E aliás, esta questão de Jorge Pinto desistir ou não, Jorge Pinto é uma figura relativamente irrelevante no nosso panorama político, ou era até estas presidenciais. E continuará a ser. E a questão aqui não é tanto os apoios que ele consegue mobilizar, se desistisse, para António José Seguro. É precisamente porque a coisa está tão taco a taco que 1,5% pode ser determinante para uma passagem à segunda volta.
Mais os seis que Catarina Martins e António Filipe podem apresentar.
Exatamente.
Mas deixem-me só dizer-vos uma coisa. Olhando para a sondagem diária, nós não estamos a ver que Catarina Martins ou António Filipe, por exemplo, estejam a perder imensos votos com este desempenho de António José Seguro.
Porque terão atingido o mínimo olímpico?
Não, acho que António José Seguro eventualmente não está a ir também buscar esses votos propriamente. Nós temos visto uma flutuação que é diária e isso não nos permite fazer nenhuma leitura quando olhamos para a fotografia do dia, temos de olhar para a tendência mais longa. Mas aquilo que parece claro é que este desempenho de António José Seguro, agora teve uma subida ligeira, mas que era relativamente estável, significa que ele chegava ao lugar onde chegava, e agora está em primeiro lugar, vamos ver se hoje se mantém, mas chegava ao lugar onde chegava, porque havia flutuações nos outros candidatos que estavam ao lado dele, mais do que ele ter ido capitalizar verdadeiramente o voto útil.
Sim, mas a questão aqui é mais de estratégia. Ou seja, António José Seguro tem um apelo que eu acho que é mais realista, ou seja, as pessoas compreendem-no melhor. E acho que à direita, por exemplo, Luís Marques Mendes tem essa dificuldade, que é tentar apelar ao voto útil, mas tem à sua direita um João Cotrim de Figueiredo galvanizado, em crescendo.
Surpreendentemente.
Surpreendentemente. E enfim, André Ventura, que se mobilizar a sua base eleitoral e se conseguir mobilizar aquela que mobilizou para as legislativas, é uma votação Para o panorama que temos, mais do que bastante para chegar a uma segunda volta. E portanto, há mais votos à direita para captar, mas o discurso é mais difícil de penetrar. E à esquerda há menos votos para ir buscar, mas o discurso é mais realista. E quando as coisas estão taco a taco, como dizia há pouco, talvez esse discurso realista possa vir a ser determinante para uma passagem à segunda volta.
Como eu previa, vocês começaram a falar sobre os candidatos à direita, portanto, avancemos.
Eu disse que ia responder sobre a direita.
Deixa-me só dizer uma coisa: tu disseste um discurso mais racional.
Mais realista.
Mais realista, exatamente. Mas às vezes também, pura e simplesmente, mais aborrecido, mais institucional e mais cinzento, o que em teoria poderiam ser desvantagens eleitorais, mas no quadro em que estamos, eu diria que não são.
Eu devo dizer uma coisa: eu cada vez mais tenho saudades de quando a política era aborrecida.
E como tu, talvez milhões de portugueses.
Sim, não estou a dizer que tem de ser.
Já agora, milhões de portugueses, onde se incluem também centenas ou umas dezenas de jornalistas que esperam ter dias mais calmos.
Alguma tranquilidade. Eu digo isto porque, e não querendo tomar as rédeas do programa, Miguel.
Pode. Já tomaste.
É natural, acontece muito. Mas eu digo isto porque precisamente a política hoje em dia está muito polarizada e parece que temos de ter uma posição determinante sobre qualquer coisa que surja. Viu-se recentemente com a questão da Venezuela, ou uma pessoa é para o Trump ou é para o Maduro, quer dizer, não pode estar no meio.
Pode ter uma espécie de meio-termo.
Exatamente.
Mas deixa-me passar só a palavra ao Pedro Benevides. Tu tocavas nesse apelo que a estabilidade tem ou pode ter junto dos eleitores, pelo menos a ideia de que aquele candidato vai garantir e salvaguardar essa estabilidade. António José Seguro, aparentemente, tem beneficiado desse fator. Por oposição, a luta entre Luís Marques Mendes e Gouveia e Melo prejudicou ambos. É isso que justifica ou pode justificar o facto de os dois estarem a perder algum brilho? Pergunto-te eu. Ao mesmo tempo, pedia também um comentário sobre Cotrim Figueiredo, que fugindo a essa ideia de garante de estabilidade, parece estar a crescer, o que é uma contradição, pelo menos nesta nossa reflexão. Como é que vês estas dinâmicas muito próprias entre estes três candidatos? Cotrim, Mendes e Gouveia e Melo.
Já agora, relativamente a Seguro, ele está a capitalizar com essa ideia de estabilidade apenas na perspetiva de chegar a uma segunda volta. Ou seja, são aqueles pontos que podem ser decisivos para chegar à segunda volta ou ficar pelo caminho. Dito isto, eu acho que se houver aqui alguma tendência, é a de que há uma fatia importante do eleitorado que não está propriamente preocupada com essa questão da estabilidade ou daquilo que já conhece ou da política tradicional, digamos assim. E aí eu estou a incluir, por razões diferentes, João Cotrim de Figueiredo e André Ventura, porque se somarmos os votos dos dois, eles estão ali quase a tocar nos 40%. Portanto, eu diria que há uma fragmentação do eleitorado, que há uns que querem alguém que tenha um murro na mesa e que seja contra o sistema e a podridão e seja lá o que isso quer dizer. Depois tem outro que tem ideias frescas e que tem uma conceção da economia e do país bastante diferente daquilo que vem nos livros tradicionais dos últimos 50 anos e eles estão a conseguir capitalizar algum eleitorado. Eu confesso que é uma surpresa o resultado que João Cotrim de Figueiredo está a conseguir. Surpresa no sentido em que se me dissessem há dois meses que iríamos estar a discutir isto nestes termos, eu teria algumas dúvidas. Por outro lado, consigo perceber porque claramente Marques Mendes tem tido um arranque de campanha bastante difícil. Esta questão dos casos que são constantemente levantados sobre ele ser facilitador de negócios e as suspeitas mal fundamentadas, mas que se atira para o ar daquilo que ele poderia ter estado a fazer, tiveram um efeito. A mim só me surpreende é como é que Marques Mendes não se preparou para isto. Não consigo perceber como é que alguém que se vende como tendo experiência política e a importância da experiência, o valor da experiência, e de repente não usou essa experiência para antecipar aquilo que poderiam ser os golpes mais ou menos evidentes dos adversários. E depois temos, por outro lado, Gouveia e Melo, que poderia de alguma forma ocupar esse espaço, que eu acho que hoje em dia até está a ser ocupado mais por António José Seguro.
Precisamente, eu tenho essa curiosidade em ouvir-te sobre isso. Gouveia e Melo começou com essa estratégia de ser alguém acima da esfregua política.
Eu acho que ele não tinha estratégia. Ele tinha uma fotografia, a fotografia dele fardado com aquele ar alto, sério.
Que pairava sobre o comum dos mortais.
Exatamente.
Mas de repente envolveu-se na lama.
Sim, e de repente começou a falar e começou a perceber-se que ele era humano como os outros, que tinha ali algum pensamento político que tinha necessariamente que desenvolver ou pelo menos clarificar o que não conseguiu fazer no arranque e a partir daí começou uma trajetória descendente. Tanto é que hoje olhamos para aquilo que são as sondagens diárias e aquilo que eram as sondagens há uns meses, em que era evidente e que era um passeio no parque esta eleição presidencial para Gouveia e Melo, e agora vemos um candidato que está a lutar por conseguir ficar no top três e eventualmente chegar a uma segunda volta. Portanto, há ali qualquer coisa que correu profundamente mal. Dito isto, também deixa-me só acrescentar relativamente a Gouveia e Melo, ele pode ter se tornado humano e isso prejudicá-lo, por muito que isso seja injusto, mas efetivamente as pessoas tinham um certo endeusamento daquilo que ele tinha feito.
Por outro lado, eu acho que ele como candidato ou como ser humano também não está pelos melhores caminhos. Já o vimos fazer o quê? Notícias desagradáveis para ele, que ele de resto usa relativamente aos seus adversários sem qualquer pudor, ele acusa os órgãos de comunicação social de estarem a soldo de alguém. Agora as sondagens, ainda hoje víamos Gouveia e Melo já a dizer que os números são manipulados. Portanto, tudo o que lhe é desfavorável é porque tem um interesse escondido, porque ele claramente quer voltar àquela posição de Deus inatacável e eu acho isso muito perigoso para um candidato político e acho muito perigoso para um ser humano comum, que na verdade é o que ele também é, independentemente do que ele pensa sobre si próprio. E faz mais lembrar homens como o Donald Trump, que têm aquele pudor, aquele asco à comunicação social e a tudo o que lhe seja desfavorável. E eu acho que esse não é claramente o caminho que Gouveia e Melo eventualmente deveria seguir se queria ter algum sucesso eleitoral, tendo em conta o lastro que ele tinha quando se começou a falar do seu nome.
Uma pista para justificar essa estratégia pode ser o fato de Rui Rio estar envolvido na campanha. A ti faz-te lembrar Donald Trump? A mim faz-me lembrar o doutor Rio.
Era esse comentário que eu queria fazer. É um pouquinho um ar dos tempos. Já ouvi Luís Montenegro atacar a comunicação social, já ouvi André Ventura atacar a comunicação social.
Sim, isso é verdade. Aliás, este governo tem esse hábito com muita frequência e também é preocupante. Realmente essa comparação com o Rui Rio tem a sua validade.
Não precisamos ir tão longe. Mariana Mortágua também criticou a comunicação social quando foi uma história desagradável para o Bloco de Esquerda. Acho que é um pouquinho...
Sim, temos as costas largas. E de fato é sempre esta combinação, que é comunicação social e sondagens. Tudo o que lhes é desfavorável tem sempre uma agenda por trás, porque eles são todos especiais.
E dás-me o mote para fazer aqui uma pergunta ao José Pedro Mosos sobre sondagens. Tu tiveste, na tua outra vida, a oportunidade de acompanhar campanhas do lado de lá. Do lado de quem?
Do lado negro da Força.
Do lado negro da Força. Há uma campanha que me tem vindo muito à memória por causa precisamente da tracking poll que o nosso Pedro Benevides apresenta todos os dias, a campanha de 2022. A determinada altura, Rui Rio, nessas sondagens, aparecia taco a taco até à frente de António Costa, chegou a sugerir que o socialista soubesse perder com dignidade e depois António Costa teve uma maioria absoluta. Não te vou perguntar naturalmente sobre sondagens, mas antes sobre o impacto que elas têm numa campanha. E isto pelo menos tem-se notado particularmente na campanha de Luís Marques Mendes, que estes resultados deitaram o candidato muito abaixo e que já fala abertamente em risco de derrota. Como é que quem está numa campanha sente estas oscilações nas intenções de voto?
Sente muito. E pode-se dizer o que se quiser sobre a tracking poll da CNN, que em 2022, nas vésperas das eleições, dava um empate técnico e pouco antes tinha dado, no fim de semana anterior às eleições, Rui Rio à frente. Mas é importante percebermos uma coisa: as tracking polls e as sondagens também criam um efeito no eleitorado e nas campanhas. Ou seja, eu não acho que seja necessariamente mau. Quer dizer, é mau Marques Mendes estar atrás. E é sempre mau porque animicamente as pessoas à volta dele desmotivam, toda a estrutura de campanha começa a colocar dúvidas. Eu lembro-me nessa campanha de 2022 em que eu colaborei na candidatura do Partido Socialista, o efeito que teve no fim de semana anterior foi mesmo de desmotivação. Depois houve um toca a rebate e a coisa animou, mas isso tem um efeito anímico. Mas também não é necessariamente mau. Ou por outra, não é tudo mau em estar atrás quando a diferença é tão pequena, porque, como eu dizia há pouco, Luís Marques Mendes tem uma dificuldade em tornar o seu discurso de apelo ao voto útil realista. O fato de estar atrás na sondagem de Cotrim de Figueiredo e de André Ventura dá realismo a esse apelo ao voto útil. E portanto, não é necessariamente mau um candidato a 10 dias das eleições estar quase lá para fazer esse apelo ao voto útil. Vemos, por exemplo, o que aconteceu na campanha de Fernando Medina quando perdeu as eleições para Carlos Moedas na Câmara de Lisboa. Foi um bocado isso que aconteceu, foi um excesso de conforto e um excesso de confiança que criaram alguma arrogância na campanha. Na sexta-feira anterior às eleições, portanto, no último dia de campanha, pedia-se maioria absoluta na campanha de Fernando Medina, e isso também cria um certo conforto no eleitorado, que ou fica em casa ou decide: "Agora vou votar aqui um pouquinho à esquerda, por exemplo." Portanto, as sondagens também criam um efeito no eleitorado e é importante quando se diz que é uma fotografia do momento. É uma frase batida.
Obrigado, obrigado, estás a diminuir a minha-
Não, mas é verdade.
Tudo bem, eu digo frases batidas. Tudo bem.
Mas é verdade.
Pensei que este nosso regresso fosse mais-
Harmonioso. Não, mas tem que ter aqui algum espinho.
Alguma tensão, uma tensão nisso.
Mas ou seja, além de ser uma fotografia do momento, essa fotografia também pode criar um efeito no eleitorado. E é precisamente isso que estava a tentar explicar, que é Marques Mendes dramatiza agora o que não conseguia fazer antes. E, portanto, é mau estar atrás.
Mas a questão é: vai a tempo, e estendo também a pergunta ao Pedro Benevides, vai a tempo de fazer vingar esse apelo ao voto útil, esse medo de uma possível passagem à segunda volta de duas figuras como Henrique Gouveia e Melo e André Ventura, ou entre António José Seguro e André Ventura? Vimos Luís Marques Mendes desesperadamente a dizer que é o candidato do governo, o único que vai garantir que não há eleições legislativas nos próximos anos.
Ainda por cima não lhe saiu bem isso. O calendário político e das coisas que aconteceram não foram
E achas que pode resultar, ainda vai a tempo de resultar? Estamos mesmo a terminar, pedia-te um comentário.
Sobre isso digo-te já que qualquer estratégia que queiram implementar agora, podem fazê-lo e devem fazê-lo, porque estas sondagens que nós temos mostrado, e já agora até temos sido os únicos a fazê-lo durante este período, mostram que mesmo com Marques Mendes atrás e António José Seguro à frente, ou seja quem for que ficar em primeiro lugar hoje, eles estão todos empatados. Portanto, é impossível tu dizeres neste momento com segurança quem é que vai passar à segunda volta e portanto todos eles têm hipóteses. Sim, a tendência para Marques Mendes não é a melhor neste início de campanha, mas as diferenças entre eles são tão pequenas que qualquer oscilação é suficiente para mudarem de quinto para terceiro e de terceiro para primeiro. Portanto, eu diria que sim, ele tem tempo para pôr em marcha a sua estratégia. A questão é se o voto útil é ou não é um apelo que faça sentido aos eleitores. E olhando para a dispersão de votos que estamos a ver, acho que os eleitores não estão propriamente preocupados com o voto útil. E portanto, vamos ver como é que isso funciona. Aquilo que eu gostava de dizer é, mais do que uma sopa farta, não estou a criticar a tua escolha, eu recomendava a todos uma canjinha quentinha, porque isto está frio e esta campanha é absolutamente decisiva para eles irem conseguir ganhar os votos que precisam para garantir essa passagem à segunda volta. Portanto, não se podem constipar, não podem ter gripes, não podem ter desconfortos. Uma canjinha quentinha para todos.
Pedro Benevides, muito obrigado por teres participado nesta Vixi Suave especial. Tu tens as chaves de casa, podes entrar a qualquer momento, todos os dias, aliás. José Pedro Mouros, foi um gosto ter-te aqui.
Obrigado pelo convite.
Podes voltar sempre. Tens a porta aberta.
Mas não tenho as chaves.
Não tens as chaves, tens que bater à porta ou tocar a campainha, como quiseres. A primeira parte da Vixi Suave fica por aqui. Voltamos dentro de momentos com entrevista a quatro homens muito pressionados neste momento.