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Tecnologia

RoCKIn. A competição internacional de robótica passou por Lisboa

A segunda edição da competição RoCKIn foi em Lisboa. As equipas competiram no Pavilhão de Portugal para mostrar que os robôs autónomos podem, brevemente, estar a resolver problemas reais.

Algumas das equipas que marcaram presença na final

Flávio Nunes/Observador

Autor
  • Flávio Nunes

Portugal aparece em ponto grande no mapa da tecnologia. Por isso, não é de estranhar que a segunda edição da competição de robótica RoCKIn seja precisamente em Lisboa, no Pavilhão de Portugal. Foram cerca de 150 participantes de seis países a representar 13 equipas: dez na vertente doméstica (@Home) e três na vertente industrial (@Work) do desafio. A iniciativa é financiada pela União Europeia e decorreu de 21 a 23 de novembro.

“Este tipo de projetos” serve para promover uma “melhor investigação em robótica”, explicou ao Observador Pedro Lima, professor no Instituto Superior Técnico (IST) e coordenador do projeto. Foram escolhidos “dois tipos de desafios” em torno de temas de “grande interesse” para a Comissão Europeia: os “robôs domésticos” e os “robôs industriais modernos”. E há ainda “uma relação com a internet das coisas e as fábricas do futuro”, acrescentou o coordenador.

E como funciona esta competição? Para começar, o local encontra-se dividido. De um lado decorrem as provas de robôs domésticos e, do outro, as de robótica industrial. A diferença está no próprio espaço: o das provas domésticas simula um apartamento (com mobília e divisões) e o das provas industriais simula uma fábrica (com máquinas e sítios onde o robô pode recolher e colocar pequenas peças).

 Parte de um exercício na vertente industrial da competição

Depois, existem dois tipos de provas: as de funcionalidades e as de tarefas. No primeiro caso, os desafios visam testar a capacidade funcional dos robôs. No segundo, estes terão de desempenhar uma série de tarefas — como identificar alguém que toca à campainha e decidir se deve ou não abrir a porta. Esta segunda-feira decorreram as finais, onde competiram as equipas apuradas:

  • @Home:
  • BARC, de Birmingham, Reino Unido
  • homer, de Koblenz-Landau, Alemanha
  • Pumas, da Cidade do México, México
  • SocRob, de Lisboa, Portugal
  • @Work:
  • b-it-bots, de Sankt Augustin, Alemanha
  • smARTlab, de Liverpool, Reino Unido
  • SPQR, de Roma, Itália

Ao Observador, Rodrigo Ventura, professor no IST e coordenador da única equipa portuguesa em prova — os SocRobs –, mostrou-se “bastante satisfeito” com a prestação da equipa, principalmente pelo facto de esta ser “relativamente recente”.

Parte de um exercício na vertente doméstica da competição, com o robô da equipa portuguesa SocRobs. O robô reconheceu o médico, mandou-o entrar e acompanhou-o até ao quarto, onde se encontrava a “avó Annie”

“Estas competições científicas de robótica têm resultados muito positivos, não só por envolverem estudantes nos problemas da investigação” como por “trazerem desafios” à investigação num ambiente “fora do laboratório”, explicou. “Ao conseguirmos ter aqui um bom resultado estamos a mostrar que estes métodos e estas tecnologias podem, um dia, chegar às casas das pessoas para resolverem problemas reais”, concluiu Rodrigo Ventura.

No final, a equipa alemã homer — vencedora da competição de futebol robótico RoboCup 2015 — ganhou o troféu de melhor equipa do RoCKIn 2015. No campo doméstico, venceram duas equipas: novamente os homer, em conjunto com os portugueses SocRobs (ambas as equipas obtiveram a mesma pontuação). No campo industrial, foi a equipa britânica smARTlab a conseguir a maior quantidade de pontos e, consequentemente, a alcançar o primeiro lugar do pódio. Houve ainda prémios para as melhores equipas em desafios específicos da competição.

Editado por Diogo Queiroz de Andrade.

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