PSD

Passos Coelho diz que PS se “ajoelha” perante a Europa e critica “orçamento restritivo”

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O presidente do PSD acusou o PS de ter "uma retórica infantilizada" sobre a austeridade, dizendo que ela está a acabar quando, na verdade, está a ser redistribuída com um orçamento restritivo.

Passos Coelho falou durante o 1.º Congresso Distrital Autárquico nas Caldas da Rainha

CARLOS BARROSO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou este sábado o PS de ter “uma retórica infantilizada” sobre a austeridade, dizendo que ela está a acabar quando, na verdade, está a ser redistribuída com um orçamento restritivo.

“Restritivo é a nova palavra para a austeridade socialista”, afirmou Pedro Passos Coelho, ironizando que, “com o socialismo, não há austeridade”, mas sim “orçamento restritivo”.

Acusando o Governo de ter uma “retórica infantilizada sobre a austeridade e sobre o crescimento e desenvolvimento do país”, o presidente do PSD criticou a ideia, “criada nestes meses, de que vai haver mais dinheiro para a educação, que vai haver mais dinheiro para a saúde, para a segurança social, vai haver mais dinheiro para tudo”.

O que há, considerou, é “um orçamento restritivo” em que “aumentaram os salários, mas não deram mais dinheiro, por exemplo, aos hospitais ou às universidades “para pagarem os aumentos salariais”.

Ou seja, acrescentou, “na verdade o que se está a fazer é redistribuir a austeridade, dando com uma mão e tirando com a outra”.

Considerando que o Orçamento do Estado “não passa de uma espécie de intenções”, Pedro Passos Coelho acusou o Governo de não “ter sequer capacidade para assumir os compromissos” e de vir ainda acusar o líder do PSD de “andar a manobrar a Europa para pedir mais medidas” de austeridade. “É uma infâmia”, declarou, repudiando “esta maneira de fazer política”, que considera resultar ” da necessidade de [o Governo] agradar aos partidos de que depende”.

Num discurso de quase uma hora, sempre pautado por críticas ao Governo, o líder do PSD acusou mesmo o PS de se “ajoelhar”, perante a Comissão Europeia. Lembrando o anterior posicionamento do Bloco de Esquerda (BE), em relação ao Syriza, Passos, afirmou que agora “há uma nova retórica” do partido que, “já não se revê” no Governo grego por se ter “ajoelhado na Europa”. E como, por cá, “o BE não ajoelha, que ajoelhe o PS que está no Governo”, ironizou, acrescentando que “o PS, até ver, lá vai ajoelhando. E disfarça cada vez que vai ajoelhando, dizendo ‘não, nós estamos de pé'”.

Passos Coelho falava nas Caldas da Rainha, onde este sábado encerrou o 1.º Congresso Distrital Autárquico que reuniu autarcas e militantes de todo o distrito no Centro Cultural e de Congressos.

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