Papa em Fátima

Bispo de Fátima: “Não pedi tolerância de ponto ao Governo”

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D. António Marto nega que tenha solicitado tolerância de ponto na sexta-feira: "Foi-me feita a pergunta se achava bem que o Governo desse tolerância de ponto. Respondi que o problema nem se punha".

Henriques da Cunha/Global Imagens

Em entrevista à TSF, o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, nega que tenha sido ele a solicitar ao Governo tolerância de ponto na sexta-feira, 12 de maio, por ocasião da visita do papa Francisco, acrescentando que, quando questionado sobre tal possibilidade, respondeu “não ser necessária”.

Não, eu não pedi nenhuma tolerância de ponto. Foi-me feita a pergunta se achava bem que o Governo desse tolerância de ponto. Respondi que esse problema nem sequer se punha, uma vez que dia 12 coincidia com sexta-feira, e muita gente vem à noite, depois de um dia de trabalho, para participar na Procissão das Velas. E no dia 13 é sábado, a maioria da gente não trabalha. Por conseguinte, entendia que não era necessário pedir tolerância de ponto.”

A tolerância de ponto foi publicada a 5 de maio em Diário da República. No despacho, assinado pelo primeiro-ministro António Costa, explica-se que a tolerância de ponto abrange todos os trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos. Ficam de fora “os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente”.

A concessão da tolerância de ponto é justificada com a importância que reveste a visita a Portugal do papa Francisco, a 12 e 13 de maio, o interesse dos portugueses em poderem estar presentes nas celebrações do Centenário das Aparições de Fátima e as contingências de segurança que revestem um acontecimento deste género, com impacto na mobilidade dos cidadãos. A decisão é ainda justificada com a “tradição já existente”, sedimentada na concessão de tolerância de ponto aquando das visitas a Portugal dos papas João Paulo II e Bento XVI.

Francisco será o quarto papa a visitar Fátima e vai presidir ao centenário dos acontecimentos na Cova da Iria. Os anteriores papas a estar em Fátima foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).

No dia 13 de maio, o papa Francisco vai presidir à cerimónia de canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, os mais jovens santos não-mártires. A cerimónia, a primeira realizada em Portugal, vai decorrer em Língua Portuguesa, no recinto do santuário de Fátima.

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