Música

2018, estamos à espera: os discos e os concertos que aí vêm

A lista que se segue é só um começo. E alguns destes nomes ainda não têm todos os detalhes confirmados. Mas é um ótimo arranque de ano. Se for sempre assim, vai tudo correr bem.

Manel Cruz, Angel Olsen e Alex Turner, dos Arctic Monkeys

Autor
  • André Almeida Santos
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13 discos

Arctic Monkeys
Encheram-nos os ouvidos a um ritmo alucinante de edições entre 2006 e 2013, data de edição de AM, o quinto e último álbum dos britânicos Arctic Monkeys. Segundo consta, os músicos passaram algum tempo em 2017 no estúdio e estão a preparar um novo álbum para 2018, ainda sem título.

A$ap Rocky
Três álbuns brilhantes, Live.Love.A$AP (2011), Long.Live.A$AP (2013) e At.Long.Last.A$AP (2015), parecem não ter dado alento a A$ap Rocky para manter a sua carreira musical mais viva: ou isso ou gosta mais de ser modelo para marcas de roupas caras. Em 2018 A$ap Rocky tem de decidir se quer ser um ícone da moda do Instagram ou um músico a sério. Esperemos que opte pela segunda, o mundo precisa de mais “Purple Swag”, “Kissin Pink” e “L$D”.

Capitão Fausto
São dos músicos mais talentosos e virtuosos – no melhor sentido dos termos – a tocar em conjunto na nossa praça. Têm crescido de álbum para álbum e passaram algum tempo no último mês a gravar em São Paulo. Com os saltos que dão em cada lançamento, é impossível adivinhar o que se ouvirá no sucessor de Os Capitão Fausto Têm Os Dias Contados.

Chromatics
O sucessor de Kill For Love (2012) está a tornar-se numa lenda. Tem nome, tal como muitos álbuns de parto difícil: Dear Tommy. Continua é sem data de saída. Têm-nos dado alguns singles nestes anos, como “Shadow”, que até entrou no regresso de “Twin Peaks”, mas sinal de álbum? Quase zero. Ou melhor… por vezes há uns sinais mas depois surgem notícias sobre Johnny Jewel ter destruído o álbum porque quer começar a gravar uma melhor versão a partir do nada. Já ouvimos isto tantas vezes.

David Byrne
Em 2012, David Byrne encantou-nos com St. Vincent no belíssimo Love This Giant. Quase seis anos depois, David Byrne volta às edições com American Utopia (9 de março), um novo álbum de originais do qual só ainda se sabe o nome e a data de lançamento (a informação surgiu na Amazon, fonte segura para estas coisas). O resto está no segredo dos deuses. À volta do lançamento de American Utopia, Byrne já tem alguns concertos marcados nos Estados Unidos e está confirmado o concerto em Portugal.

Franz Ferdinand
Caladinhos desde 2013, os Franz Ferdinand anunciaram há uns meses que voltariam a 9 de fevereiro com um novo álbum, Always Ascending e umas semanas depois veio a notícia de uma digressão que passará por Portugal. Já se sabe que a banda escocesa vai estar em Lisboa no dia 14 de Julho, no festival NOS Alive. As más notícias é que os bilhetes estão esgotados.

Interpol
E porque um regresso de uma banda que trouxe parte dos 1980s de volta nunca vem só, os Interpol também se querem juntar à festa de 2018. Ainda pouco se sabe sobre o seu novo álbum de originais, mas parece que está para breve o sucessor de El Pintor (2014).

Jack White
No campeonato rockeiro, Jack White é uma caixinha de surpresas. Habituámo-nos a esperar o melhor desde que nos atirou com os White Stripes. É um encantando pela história da música popular, principalmente a norte-americana (rock, blues, folk) e os seus álbuns costumam traduzir a curiosidade histórica que alimenta. Tudo pode acontecer no sucessor de Lazaretto, mas seja o que for, é capaz de ser ótimo. Há umas semanas deixou estas pistas:

Madonna
A acontecer um décimo quarto álbum de Madonna existem todas as razões para acreditar que Lisboa estará nessas canções. Se calhar não de forma tão óbvia, mas com tanta atividade nas redes sociais parece óbvio esperar algo nesse campeonato. Porque não canções sobre a burocracia portuguesa, as casas de fado, as selfies no hotel, a procura de casa em Lisboa ou os stresses com a FedEx?

Manel Cruz
No verão de 2017 Manel Cruz meteu mais uma canção nos nossos ouvidos: “Ainda Não Acabei”. Tudo aponta que haverá novo álbum na primavera, mas ainda não há certezas. Já passámos muito tempo com os Ornatos Violeta, Foge Foge Bandido e SuperNada na ponta da língua. Por isso, Manel, em 2018 traz mais umas canções para a gente cantarolar.

My Bloody Valentine
Quando MBV surgiu em 2013 era difícil de acreditar que o sucessor de Loveless, que levou mais de duas décadas para ver a luz do dia, era melhor do que poderíamos imaginar. A banda de Kevin Shields está novamente em estúdio e se as coisas correrem de acordo com o plano (esta parte é que é tramada), deve haver novo disco em 2018. Cruzem-se todos os dedos, por amor de Deus.

Valete
Quando em Junho Valete reapareceu com dois temas, “Rap Consciente” e “Poder”, saiu um peso da alma a quem achava que o terceiro álbum de originais, depois de Educação Visual (2002) e Serviço Público (2006), nunca iria acontecer. Valete disse-nos em novembro que está a trabalhar em temas novos, alguns deles sairão cá para fora em breve. O álbum está no horizonte e pelo caminho das coisas parece que será finalmente em 2018 que verá a luz do dia.

Vampire Weekend
Estávamos a contar com ele para 2017 mas quando não há pressa, não há pressa. O sucessor de “Modern Vampires Of The City” já tem nome (“Mitsubishi Macchiato”), só ainda não tem é data de saída. Ao que parece está quase pronto, por isso há razões para acreditar que não vai ser preciso esperar muito pelos novos sons dos meninos bonitos de Nova Iorque.

10 concertos

Primeira Dama & Lena D’Água, 6 de Janeiro de 2018, Galeria Zé dos Bois (Lisboa)
Há uns anos seria impensável imaginarmos Lena D’Água na ZDB. Talvez mais complicado seria em modo duo com um dos criadores de canções mais criativos e originais a surgirem em Portugal nos últimos anos. Mas em Dia de Reis será possível ver essas duas coisas acontecerem, Primeira Dama e Lena D’Água juntos em palco na ZDB. Imperdível? Sim, sim, sim!

Metallica, 1 de Fevereiro de 2018, Altice Arena (Lisboa)
Está esgotado, mas quase de certeza que se quiser muito ver os Metallica, a esta hora já tem bilhete. E se não conseguiu, não desanime, dia 5 tocam em Madrid e ainda há bilhetes disponíveis. Pode pegar nuns amigos e ir de carro, como antigamente. Agora a gasolina é mais cara e estacionar mais difícil, mas não ligue a isso, vai meter-se na estrada para ir ver Metallica a Madrid.

Bob Dylan, 22 de Março de 2018, Altice Arena (Lisboa)
Se alguma vez viu Bob Dylan ao vivo de certeza que foi antes dele ser Prémio Nobel da Literatura. Já que estamos nisso, quantos Prémio Nobel é que já viu ao vivo? Vamos arriscar no número zero. Porque não é uma coisa que muitos façam. Bob Dylan é um deles. Se calhar o único. Não perca a oportunidade. Até porque a contar com os obituários de 2017, é bem possível que esta seja uma das últimas oportunidades para ver Dylan. Esperemos que não.

Arcade Fire, 23 de Abril, Campo Pequeno (Lisboa)
Se a música salva, de certeza que algumas vidas já foram salvas graças aos Arcade Fire. E algumas vidas também já devem ter concebidas ao som de Arcade Fire: têm aquela coisa do pachorrento-glorioso que algumas pessoas gostam nessas ocasiões. Fazem parte do grupo de cidadãos do Canadá que pessoas conhecem e gostam. E os portugueses gostam tanto que os bilhetes já estão esgotados.

Angel Olsen, 13 de Maio de 2018, Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), 14 e 15 de Maio de 2018, Teatro da Trindade (Lisboa)
Regresso a solo para três concertos em Portugal (os de Lisboa, infelizmente, esgotaram num ápice) de uma das vozes femininas mais importantes da actualidade. E não, não é só da “música independente da actualidade”, Angel Olsen regressa a solo, ainda sem material novo no horizonte mas certamente com reinterpretações magníficas do seu espólio. É um demónio nesse campo.

Roger Waters, 20 e 21 de Maio, Altice Arena (Lisboa)
Se está a descobrir que Roger Waters vem a Portugal neste artigo, então, desculpe, não está com o coração floydiano no sítio certo. Mas se por acaso só agora se apercebeu que isto vai acontecer, fique a saber que dia 20 já está esgotado, mas ainda há bilhetes para dia 21.

LCD Soundsystem, 19 e 20 de Junho, Coliseu de Lisboa
Já tinham dado a carreira por terminada, voltaram no ano passado com American Dream para ocuparem os lugares cimeiros de muitas listas de melhores álbuns do ano. De novo nos concertos, para uma digressão de regresso que não é bem isso: não passou tempo suficiente, vá. Mas são poderosos ao vivo e corra para os bilhetes, os LCD Soundsystem enchem facilmente dois coliseus.

Marilyn Manson, 27 de Junho, Campo Pequeno (Lisboa)
No fundo, não é bem um concerto que se queira ver em 2018, mas já que vai acontecer, porque não? É verdade que já lá vão quase duas décadas desde que Marilyn Manson deixou de ser relevante e, por isso, esta é capaz até de ser uma experiência antropológica interessante.

Shakira, 28 de Junho, Altice Arena (Lisboa)
Shakira estava a dever-nos uma por ter cancelado o concerto de Lisboa em Novembro passado. Mas foi tão rápida a remarcar nova data que nem deu tempo para se exigir um pedido de desculpas. E até vem no calor do verão, altura mais do que ideal para dançar com a colombiana.

Taylor Swift
Em Junho vem à Europa para umas datas no Reino Unido. Certo, a americana tem um calendário complicado… Alguém quer tirar este coelho da cartola?

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