O consumo de eletricidade, que vinha a cair desde março, retomou no mês passado a tendência de subida. Comparando com o mesmo mês do ano passado, maio registou um aumento de 0,4%.

Em termos de produção de energia renovável, maio obteve os valores mais baixos do ano.

De acordo com dados da REN, no conjunto dos cinco primeiros meses do ano há um acréscimo de 0,2% em relação ao mesmo período de 2013. Na passada quarta-feira, dados do Eurostat revelaram que a eletricidade em Portugal é a terceira mais cara da União Europeia, a seguir à Alemanha e ao Chipre.

Já a produção renovável teve, em maio, o desempenho mais fraco do ano, representando, ainda assim, 54% do consumo nacional. A produção eólica aumentou 21% este mês, com o índice de produtibilidade a ser o mais elevado de sempre para este período, mas a produção hídrica é a maior culpada pela descida, ao apresentar uma redução de 27% em relação ao período homólogo.

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Desde janeiro, a produção renovável representou 76% do consumo: 44% de produção hídrica, 27% de eólica, 5% de biomassa e 1% de fotovoltaica.

Na produção não renovável as centrais a carvão representaram 13% do consumo e as centrais a gás natural 10%.

O saldo acumulado de trocas com o estrangeiro mantém-se exportador no final de maio, com um valor que equivale a 7% do consumo, embora este mês, com o regime mais seco, o saldo tenha sido já claramente importador.