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Quatro horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. Portugal perdeu um dos nomes maiores da música. Morreu Jorge Palma. O cantor e compositor português tinha 76 anos. A informação é avançada pela família, através das redes sociais. Jorge Palma morreu esta segunda-feira à noite, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. A família fala numa perda profunda e recorda uma carreira com mais de 50 anos, que deixa uma obra assinalável que faz parte da história de Portugal. Jorge Palma marcou várias gerações com canções como "Frágil", "Deixa-me Rir", "Bairro do Amor" e "Estrela do Mar". Nascido em Lisboa, em 1950, começou a estudar música aos seis anos e aos 14 deixou a música clássica para se dedicar ao pop rock. Editou o primeiro álbum, "Como uma Viagem na Palma da Mão", em 1975. Ao longo da carreira, lançou 14 álbuns originais, entre eles "Bairro do Amor", "Norte", "Voo Noturno" e o último trabalho, "Vida", foi editado em 2023. Recebeu o Prêmio José Afonso em 2002, o Prêmio Pedro Osório em 2012. Em 2020, foi distinguido com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa e foi condecorado pelo então presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Em abril deste ano, recebeu o Prêmio Carreira dos Play, os prêmios da música portuguesa. A família pede que Jorge Palma seja lembrado pelas suas canções e palavras. As informações sobre as cerimônias fúnebres são divulgadas posteriormente. O primeiro-ministro já reagiu à morte do artista Jorge Palma. Através da rede social X, escreve Luís Montenegro que Jorge Palma parte, mas a música fica. Fica nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações. Fica, sobretudo, na cultura portuguesa, que ajudou a transformar com a voz única e músicas intemporais. A título pessoal e também em nome do governo, o primeiro-ministro dirige à família e aos amigos de Jorge Palma as mais sentidas condolências. Também o secretário-geral do Partido Socialista já reagiu à morte de Jorge Palma. Numa publicação no Instagram, escreve José Luís Carneiro que Jorge Palma deixa-nos uma obra extraordinária, cheia de palavras, melodias e canções que atravessam gerações e que ficarão para sempre na memória coletiva dos portugueses. O líder socialista recorda o homem livre, de criatividade singular e de autenticidade rara, que fez da música uma forma de celebrar a liberdade. José Luís Carneiro deixa as condolências à família, amigos e a todos aqueles com quem Jorge Palma cruzou caminho. O líder socialista termina esta mensagem com agradecimento e a recordar uma das músicas do artista com a frase "A gente vai continuar". De volta ao governo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, também através da rede social X, diz que ficam a voz, os poemas e o carisma de Jorge Palma. Fala num dia triste, num dia muito triste para a música portuguesa e claro, para todos os que amavam Jorge Palma. Termina a publicação a escrever: "O que ele já não vai viver, vamos nós agora inventar com ele". É a reação do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, à morte de Jorge Palma. O artista faleceu esta segunda-feira à noite, aos 76 anos. Seguimos com outras notícias. Duzentos e setenta e cinco operacionais combatem um incêndio que deflagrou esta tarde em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo. O fogo tem, neste momento, duas frentes ativas, mas chegou a ter três. Durante a tarde, foram mobilizados 11 meios aéreos. Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o incêndio lavra numa zona com algumas aldeias nas proximidades, mas nenhuma está, para já, em perigo. O alerta foi dado por volta das 15h. As autoridades admitem que o fogo pode vir a ser dominado ainda durante esta noite, com a descida das temperaturas e a redução do vento. No entanto, o combate está a ser dificultado pelo terreno acidentado e pelos difíceis acessos. A ministra da Saúde avisa que reorganizar as urgências do Serviço Nacional de Saúde vai demorar um ano. Ainda assim, Ana Paula Martins diz que os primeiros resultados da reorganização serão conhecidos já no mês de novembro.
Os primeiros resultados desta reorganização acontecerão no final do mês de novembro. O que eu quero dizer com isto? Estará em audição pública esta primeira parte do trabalho deste grupo de especialistas, por uma questão de transparência, e depois avançaremos para essa regionalização das urgências.
Ana Paula Martins admite a falta de recursos no SNS. Diz que a solução deve passar pela concentração e otimização. A ministra da Saúde assinou um artigo de opinião no Jornal de Notícias, em que sublinha que reformar exige coragem aos atores políticos, tempo de concretização, perseverança e capacidade de gerir os descontentamentos. Confrontada pelos jornalistas com estas palavras, a ministra recusa que seja um autoelogio ao governo.
O artigo que eu escrevi não pretendia, de forma alguma, ser nenhuma ode ao trabalho que temos feito. Ou seja, eu falo do trabalho que temos feito, mas também falo de fatos com números que nos estão bem. Naturalmente. E, portanto, o que eu lhe posso dizer? A consciência não me pesa porque eu estou a cumprir o meu dever. E eu já disse isto várias vezes. Mesmo atendendo àquilo que os barômetros dizem, e eu compreendo, eu não confundo popularidade com responsabilidade.
Ana Paula Martins diz não confundir popularidade com responsabilidade. A ministra da Saúde reagiu aos resultados de uma sondagem da CNN, que a aponta como a governante com maior taxa de reprovação no Executivo. A ministra desvaloriza e diz que é habitual que quem assume a pasta da Saúde tenha uma avaliação mais negativa. Reitera que está de consciência tranquila com o trabalho que tem desenvolvido e garante que só sai do cargo quando o primeiro-ministro assim o entender. Na atualidade internacional, Donald Trump e Volodymyr Zelensky encontram-se esta terça-feira em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU, com a energia no centro das conversações. Trump deverá pressionar o presidente ucraniano a travar os ataques às refinarias e a outras instalações energéticas russas. O presidente norte-americano diz que estes ataques estão a agravar a escassez de diesel e a subida dos preços dos combustíveis. Zelensky admite uma desescalada do conflito, mas exige reciprocidade, quer que Moscovo pare também os ataques contra a energia e as infraestruturas ucranianas. O encontro acontece num momento particularmente sensível, com Donald Trump a tentar relançar os esforços para travar a escalada da guerra na Ucrânia. E a Rússia pode testar a NATO nos próximos meses. É este o alerta dos responsáveis das secretas da República Checa, da Letónia e da Suécia ao jornal britânico The Guardian. As avaliações divergem quanto ao risco de um ataque, mas convergem num ponto: Moscovo prepara-se para intensificar as ações de sabotagem na Europa. Beatriz Félix.
Meses e não anos. Este é o horizonte apontado pelo responsável do Serviço da Segurança da República Checa para um possível teste russo à NATO. O responsável checo admite uma incursão limitada em território da aliança junto à fronteira com a Rússia e fala ainda em possíveis provocações de falsa bandeira ou campanhas de influência. A Letónia tem uma avaliação diferente. O diretor do Serviço de Segurança letão diz que não há sinais de um ataque iminente, embora admita que Moscovo esteja a preparar ações mais decisivas na Europa. Já o chefe das informações militares da Suécia considera um ponto de viragem o caso de um drone armado enviado para o aeroporto de Leipzig, na Alemanha. Um incidente atribuído pelas autoridades alemãs aos serviços de informações russos. Para o responsável sueco, a campanha russa tem três objetivos: reduzir o apoio à Ucrânia, criar divisões dentro da Aliança Atlântica e alarmar as populações europeias. Avaliações diferentes, mas uma mesma preocupação. Os três responsáveis admitem que a sabotagem russa na Europa deverá intensificar-se nos próximos meses. O Kremlin, contudo, rejeita qualquer intenção de atacar a NATO e diz que os rumores não têm relação com a realidade nem com as intenções russas.
A jornalista Beatriz Félix, com os alertas dos responsáveis das secretas da República Checa, da Letónia e da Suécia ao jornal The Guardian. Pode ler mais sobre a guerra híbrida da Rússia na Europa em observador.pt. No Médio Oriente, a Guarda Revolucionária Iraniana garante estar preparada para responder a novos ataques dos Estados Unidos e de Israel. O braço militar do regime diz que Washington e Tel Aviv terão de abandonar o Médio Oriente mais tarde ou mais cedo. A ameaça surge depois do comando militar iraniano ter recebido informações de que os Estados Unidos estão a preparar-se para retomar os ataques contra o Irão. Teerão ameaça retaliar contra bases e interesses norte-americanos na região. Isto numa altura em que Donald Trump admite estar num impasse. Em entrevista à Axios, o presidente dos Estados Unidos diz estar a ponderar a possibilidade de retomar as operações militares contra o Irão. O portal norte-americano avança também que Donald Trump chegou a considerar um ataque contra os houthis no Iémen, mas decidiu não avançar, pelo menos para já. Ponto final nesta edição das 4 da manhã. As notícias estão de regresso às 5. Já a seguir, a primeira parte do Contracorrente desta segunda-feira.