Viana do Castelo

Encerramento da ponte Eiffel em Viana do Castelo faz aumentar ligações fluviais

O tabuleiro da ponte situada em Viana do Castelo encerrou ao trânsito a 1 de junho, para substituição do piso.

A ponte já tinha recebido uma intervenção de reabilitação em 2007

ARMENIO BELO/LUSA

A empresa que faz a travessia do rio Lima, em Viana, registou um aumento de cerca de 30% de passageiros após o fecho da ponte Eiffel a 1 de junho disse, esta segunda-feira, à Lusa o proprietário.

“Até ao dia 1 de junho transportávamos cerca de 50 pessoas por dia. A partir dessa data passámos a transportar perto de 70. São sobretudo moradores da margem esquerda do rio que veem neste serviço a principal alternativa”, explicou à Lusa, Vítor Portela.

O tabuleiro rodoviário da travessia centenária encerrou ao trânsito a 1 de junho, para substituição do piso. A operação da responsabilidade da Refer, que gere aquela estrutura (utilizada no piso superior por peões e viaturas ligeiras e pesadas tabuleiro inferior por comboios), vai decorrer “num prazo máximo de um mês”. Durante este período é “permitida apenas a passagem de peões, velocípedes com ou sem motor, à mão, pelo passeio” acrescentou a Refer, que gere a rede ferroviária nacional.

A empresa responsável pelo serviço fluvial no rio Lima desde 1985 decidiu aumentar o número de “carreiras”, entre a cidade e o Cabedelo e vice-versa, para dar resposta às solicitações dos passageiros. “De 16 de maio até a 1 de junho fazíamos oito carreiras (ida e volta). Desde que a ponte fechou passámos a fazer 11, nos dois sentidos”, explicou.

Já em 2007, quando a ponte fechou durante quase dois anos para obras profundas, a empresa reforçou as ligações para se assumir como alternativas de transporte.

Atualmente as ligações entre as duas margens são asseguradas entre as 08:00 e as 20:00. Anteriormente o horário vigorava a partir das 10:00 e até às 19:00.

Segundo Vítor Portela os moradores na margem esquerda do rio consideram este serviço “uma boa alternativa” para evitar “dar uma volta tão grande”, através da ponte nova. “O nosso passe mensal custa 28 euros. Acaba por compensar para quem tem que fazer esse trajeto várias vezes ao dia”, sustentou o empresário.

Ângela Morais, comerciante em Viana e moradora na Cabedelo há mais de duas décadas já utilizava o transporte fluvial mas “pontualmente”. Desde que a velha Eiffel encerrou passou a atravessar o Lima no ferry da empresa Irmãos Portela. “Tem horários que se adaptam á minha atividade profissional. Compensa financeiramente e além disso é mais sossegado e menos “stressante'”, explicou a empresária de 56 anos. Contactada pela Lusa fonte da Refer adiantou, hoje, que a obra “está a decorrer dentro do previsto”.

Anteriormente a mesma fonte tinha explicado à Lusa não ser possível a manutenção de uma das faixas de rodagem. “Por forma a assegurar que a aplicação do sistema do novo pavimento se processa nas melhores condições – garantindo a não existência de juntas que não as dos próprios módulos e minimizando o volume de poeiras no ar junto das zonas de trabalho – é requisito essencial a interdição do tabuleiro da ponte ao tráfego rodoviário durante todo o prazo de execução da reparação”. Esta interdição, adiantou, “é também necessária para que esteja garantia e salvaguardada a segurança das pessoas e bens”.

Em 2007, a ponte recebeu uma grande intervenção de reabilitação, durante quase dois anos que custou 15 milhões de euros. Desde então que os problemas no piso rodoviário persistem.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)