A Quercus vai pedir quinta-feira ao secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural a assinatura de três cheques simbólicos de apoio à florestação com espécies autóctones.

A iniciativa, proposta pela Quercus e que decorrerá na Secretaria de estado, na Praça do Comércio, pretende sensibilizar o governo para a área das florestas, devido ao facto de a legislação em vigor apenas apoiar a plantação de espécies de crescimento rápido (Eucalipto), deixando o país a “produzir só uma matéria-prima disponível apenas para uma indústria”.

A Quercus propõe ao Estado que, para além de apoiar a plantação de novas espécies, crie mecanismos de remuneração a médio e longo prazo de maneira a que os agricultores tenham rendimento e crie rentabilidade e atratividade para os investimentos futuros.

Em comunicado, a Quercus defende que “este investimento na criação de floresta diversificada de espécies autóctones é largamente compensador, não só porque esta fornece serviços relevantes ao conjunto da sociedade, mas também tem uma excelente relação custo-benefício, se comparado, por exemplo, com o dispêndio improdutivo de recursos no combate aos incêndios que aumenta ano após ano, e que se situará em 2014 nos 85 milhões de euros”.

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A associação ambientalista afirma ainda que “deve ser revista a conceção das Zonas de Intervenção Florestal para que estas incorporem uma visão de longo prazo”, sendo que o fundamental é tornar a floresta autóctone num “investimento atrativo e concorrencial que estimule a adesão dos proprietários.”.

Por último, a Quercus defende que o Estado deve assumir-se como um regulador de mercado para garantir a gestão das áreas arborizadas, bem como a manutenção dos espaços e alterar a lei do atual regime que não prevê sanções jurídicas às ações florestais.