Os norte-americanos The Last Internationale incitaram esta sexta feira o público presente no Alive a “protestar” e a cantarem um excerto de “Grândola, Vila Morena” a cappella, durante o concerto da banda, no Passeio Marítimo de Algés, Oeiras. “Vamos protestar, fazer barulho contra esse Passos Coelho [primeiro-ministro português]”, disse Edgey Pires, misturando insultos, em português e inglês, durante a atuação da banda, que arrancou pelas 19h10.

Antes de Edgey Pires se dirigir ao público, a vocalista, Delila Paz, explicou que, em palco, estavam dois descendentes de portugueses: o guitarrista e o baixista. A banda é composta por Delila Paz, Edgey Pires e Brad Wilk, baterista dos Audioslave e Rage Against the Machine, mas em palco apresentam-se acompanhados também de um baixista. Uma busca na internet permite apurar que Edgey Pires é neto de portugueses de Arcos de Valdevez. No concerto, ouviu-se ainda um excerto de “Grândola, Vila Morena”, tema de Zeca Afonso, cantado a cappella. Para terminar, a banda escolheu um tema “sobre o Maio de 1968”.

Antes do rock interventivo dos The Last Internationale, e abrir as atuações no Palco NOS, estiveram os portugueses The Vicious Five. A banda, que se separou em 2009 e este ano editou “Ghost Eviction”, composto por quatro canções gravadas no ano da separação, aproveitou para passar em revista a curta carreira, para os cerca de dois mil fãs que se concentraram na frente de palco.

“Estamos velhos e cansados, por alguma coisa acabámos”, disse ao público o vocalista, Joaquim Albergaria, que pediu desculpas ao público por “estar a ser paternal”, lembrando que foi pai há pouco tempo.

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No Palco Heineken as atuações arrancaram pelas 17h00, com a soul do norte-americano Allen Stone, à qual se seguiu a espanhola Russian Red e os portugueses For Pete Sake. Nas três atuações, o palco não chegou a encher, mas estes artistas puderam contar com o apoio de fiéis seguidores que compuseram a frente de palco.

Pelas 19h30, mas no Clubbing, tocavam os D’Alva. O vocalista, Alex D’Alva Teixeira cantou, dançou e puxou pelo público que enchia a tenda onde decorria o espetáculo da banda que editou em maio o seu disco de estreia “#batequebate”. Os concertos continuam ao longo da noite, com bandas como os The Black Keys, MGMT, SBTRKT, Buraka Som Sistema, We Trust e Caribou, entre outros.