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Acabou-se a angústia e os pés de lã nas meias-finais das competições europeias de clubes. A UEFA comunicou esta quinta-feira que alterou a lei da acumulação de amarelos, que só existirá até aos “quartos” das provas do Velho Continente. Falhar a final fica agora mais complicado: só levando um cartão vermelho nas “meias” ou tendo recebido, anteriormente, uma suspensão prolongada.

“No seguimento da recomendação do Comité de Competições de Clubes — a fim de implementar nas competições de clubes da UEFA uma regra que já está em vigor no Campeonato da Europa — o Painel de Emergência decidiu que, para esta época, todos os cartões amarelos desde o início da fase de grupos serão anulados quando os quartos-de-final forem completados. Os amarelos não terão seguimento para as meias-finais”, pode ler-se no site oficial da UEFA.

Os benfiquistas não esquecerão o cartão amarelo de Salvio aos 96′ nas “meias” da Liga Europa contra a Juventus, em Turim, que o retiraria da final contra o Sevilha. Xabi Alonso também viu o amarelo nas “meias” da Champions e falhou a presença em Lisboa, o palco da décima conquista na Taça/Liga dos Campeões por parte do Real Madrid.

Entre 1994 e 2014, por exemplo, foram muitos os craques que falharam a partida mais apetecida. Há vinte anos, Baresi e Costacurta, a dupla de centrais do Milan, estiveram ausentes da goleada épica contra o Barcelona (4-0). Um dos momentos de maior estreiteza relacionados com o cartão amarelo foi o de Pavel Nedved, em 2003. O canhoto da Juventus, após receber o cartão, ficou de joelhos e colocou as mãos na face, incapaz de digerir que perderia um dos jogos mais especiais da sua vida. Foi penoso só de ver. Recorde aqui algumas histórias de futebolistas que perderam, porventura, o melhor jogo das suas vidas.

A UEFA coloca, assim, uma ponto final nestas verdadeiras desgraças para os jogadores, clubes e adeptos.

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