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Faleceu ontem em Oxford o cientista político norte-americano David Goldey, grande amigo e estudioso de Portugal, com quem colaboraram e estudaram numerosos cientistas sociais portugueses que frequentaram a Universidade de Oxford nas últimas décadas. David Goldey nasceu em 1936 em Brooklyn (Nova Iorque), formou-se em 1957 na Universidade de Cornell (USA, 1957) e fez o doutoramento sobre a vida política em França na Universidade de Oxford (1961), onde ficou a viver e onde fez toda a sua carreira. Reformou-se em 2003 como Supernumerary Fellow de Lincoln College.

Visitou pela primeira vez Portugal em 1971 com a sua mulher, Patricia, que fazia então «Trabalho de campo» como antropóloga no norte do nosso país, enquanto David se dedicaria a acompanhar as eleições portuguesas, sobretudo a actividade partidária de «base» que o interessava particularmente. Ficaram desde então ambos profundamente ligados a Portugal e amigos fiéis de várias gerações de colegas portugueses. Mais tarde, restauraram uma casa saloia na costa norte de Cascais, onde David esteve há poucas semanas com a sua família a fim de lançar ao mar as cinzas da mulher, entretanto falecida em Oxford. Era a última vez que vinha a Portugal.

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Os admiradores portugueses do Professor Goldey – uma figura simultaneamente generosa e íntegra – dedicaram-lhe um livro de homenagem lançado em Oxford e organizado por Manuel Villaverde Cabral, Marina Costa Lobo e Rui Graça Feijó, «Portugal: uma democracia em construção» (Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa, 2009), no qual colaborou também o antigo presidente da República Jorge Sampaio. O Professor Goldey era Comendador da Ordem de D. Henrique.

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