Assistir ao último filme que Philip Seymour Hoffman deixou completo antes de morrer, a 2 de fevereiro deste ano, será para muitos fãs uma oportunidade imperdível, qualquer que seja o argumento da película, realizada por Anton Corbijn. Mas mesmo que não seja fã de Hoffman, vale a pena ir aos cinemas, a partir desta quinta-feira, ver “O homem mais procurado”.

Philip Seymour Hoffman é Günther Bachmann, um espião a jogar o jogo do gato e do rato com Issa Karpov, interpretado pelo ator e realizador russo Grigory Dobrygin. Issa Karpov é um imigrante, meio-checheno, meio russo, que aparece numa comunidade islâmica em Hamburgo brutalmente torturado. Começa aí uma corrida pela descoberta da verdade sobre se se trata de uma vítima ou de um terrorista.

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O filme baseia-se no livro homónimo do escritor John le Carré e foi inteiramente filmado na Alemanha, em 2012. A escolha de Anton Corbijn para realizador não era a mais óbvia, já que estamos habituados a vê-lo mais associado a filmagens musicais (realizou “Control”, sobre o vocalista dos Joy Division” e vários vídeos e documentários de bandas como Arcade Fire, Depeche Mode ou U2).

“Inicialmente houve algum mal-estar entre nós nas filmagens de “O homem mais procurado”, que eu atribuo à minha inexperiência enquanto realizador e à não verbalização do que eu queria dos atores, conforme eles estão habituados”, escreveu Anton Corbijn no britânico Guardian sobre Philip Seymour Hoffman, no dia seguinte à sua morte.

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“Mas, aos poucos, o Phil e eu chegámos a um ponto em que o filme começou a fluir naturalmente e ele já não precisava de muita direção”. O realizador contou que Hoffman se transformou completamente na sua personagem, Günther Bachmann. “Ele até assinou como Günther num e-mail que me enviou quando regressou a casa, depois de o filme estar acabado”, contou.

Apesar de ser a estrela, Philip Seymour Hoffman aparece muito bem acompanhado no elenco por Robin Wright e Willem Dafoe.