O construtor automóvel sueco Saab, que tenta resolver graves dificuldades com a chegada de novos investidores, anunciou nesta quarta-feira que vai suprimir cerca de 200 postos de trabalho, mais de um terço do total de trabalhadores. A National Electric Vehicle Sweden (NEVS), que detém a Saab, indicou em comunicado que tomou esta decisão “devido à falta de trabalho”.
A produção está parada desde finais de maio na fábrica de Trollhättan, com a NEVS sem condições para pagar aos fornecedores. Os despedimentos serão efetivos ainda este mês para reduzir os custos da empresa, de acordo com o plano de reestruturação que deverá ser apresentado a 8 de outubro numa reunião com credores.
Um tribunal sueco aprovou em agosto um pedido da NEVS que permite adiar por algum tempo os pagamentos aos credores, que reclamam 400 milhões de coroas suecas (44 milhões de euros). O fabricante sueco tem enfrentado graves problemas financeiros desde 2009, quando teve de suspender pagamentos e permaneceu seis meses sob controlo judicial.
Segundo os ‘media’ suecos, a NEVS, de capitais chineses, procura atrair os construtores automóveis Mahindra (indiano) e Dongfeng (chinês). Atualmente a marca produz apenas um modelo, o 9-3 Aero Sedan, tendo como alvo principal o mercado chinês.