Acabou-se. E quem o diz é a FIFA — não mais os direitos económicos de jogadores poderão ser partilhados. Ou seja, os fundos de investimento deixarão de poder ser detentores de fatias dos passes futebolistas. Nem eles nem mais ninguém. A decisão foi esta sexta-feira aprovada pelo Comité Executivo da entidade que gere o futebol internacional, embora não tenha avançado uma data para que a proibição entre em vigor. “Tomámos a firme decisão de que a third party ownership [quando o passe de um jogador pertencer a três partes] será banida, mas haverá um período de transição”, revelou Joseph Blatter, presidente da FIFA.

O líder da entidade acrescentou que a aplicação da medida será estudada por um grupo de trabalho designado para o tema. A entrada em vigor da proibição, contudo, passará por “um período de transição”, e a FIFA discutirá em dezembro — na próxima reunião do Comité Executivo — a data para dar início ao processo.

Tanto Blatter como Jerôme Valcke, secretário-geral da FIFA, apontaram para que a medida seja aplicada “daqui a três ou quatro anos”, escreveu o Folha de São Paulo.

Caso a proibição fosse executada esta sexta-feira, por exemplo, o Sporting estaria em incumprimento — tem seis jogadores no plantel cujos direitos económicos são, em parte, detidos por três fundos de investimento.

Este verão, recorde-se, o FC Porto teve que conceder parte dos lucros da transferência de Eliaquim Mangala para o Manchester City à Doyen Sports Investment Limited, que detinha 33,33% do passe do francês. Já o Benfica, por exemplo, vendeu em janeiro fatias dos direitos económicos de Rodrigo e André Gomes à Meriton Capital Limited, fundo do empresário da Singapura envolvido no processo de compra do Valência.

A proibição dos passes de jogadores serem detidos por três entidades distintas já vigora em Inglaterra, onde os clubes são obrigados a comprar a totalidade dos direitos económicos quando decidem adquirir um futebolista.