Uma empresa de cruzeiros de longa duração (três anos e meio) suspendeu esta terça-feira as operações, deixando os passageiros presos no Camboja. A Vila Vie Residences anunciou que a suspensão está ligada “ao aumento extraordinário dos preços dos combustíveis”.
A companhia, que está sediada nos EUA, oferece um “modelo de vida no mar”. O cruzeiro partiu de Belfast em outubro de 2024 e propunha uma “viagem contínua à volta do mundo”, nota a BBC.
Em comunicado, a empresa realça que o “aumento súbito” dos combustíveis está a ser sentido “nas regiões onde está a operar”. Contextualiza que a despesa mensal de combustível por cabine passou de “uma média de 1.800 dólares” (1.616 euros) para “uma estimativa de custo de 6.000 a 8.000 dólares na Ásia”, o equivalente a 5.400 a 7.200 euros.
A empresa diz que “não pode simplesmente impor a escala de aumentos aos residentes e o défice daí resultante colocou o atual modelo operacional sob uma pressão financeira insustentável”.
“Desde o início do conflito, no final de fevereiro, tomámos medidas significativas para reduzir o consumo de combustível, incluindo o abrandamento do itinerário e a permanência por mais tempo nos portos”, acrescenta a empresa. As medidas “não foram suficientes para compensar o aumento extraordinário dos custos com combustível”, diz.
“O nosso foco está agora em apoiar os residentes, a tripulação e os colaboradores, enquanto trabalhamos no sentido de uma reestruturação e recapitalização ao longo dos próximos 60 dias”, é possível ler no comunicado. A empresa avança que estão em curso “trabalhos com os residentes para coordenar o desembarque e identificar soluções de alojamento temporário”, mas que “nenhum resultado está garantido”.
Não há detalhes sobre o número de passageiros e tripulação a bordo, mas a embarcação tem capacidade para 650 passageiros.
À BBC, Lanette Canen e Johan Bodin, dois dos passageiros, revelaram que foram informados pela empresa às 6h00 de terça-feira de que teriam de abandonar o barco às 14h00.
O casal confessa que tinha conhecimento das dificuldades financeiras da empresa, mas que esperava “que aparecesse um investidor milagre” para resolver a situação. “Embora houvesse sinais de que isto iria acontecer, ainda assim ficámos incrédulos quando se tornou realidade. Ficámos de coração partido. Parecia que o nosso sonho tinha sido destruído.”
O casal relata que o Camboja “é um lugar difícil para o desembarque” pela distância a que fica um aeroporto internacional de dimensão.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]