O Presidente dos Estados Unidos Barack Obama considerou esta sexta-feira demasiado limitados e lentos os esforços para combater a epidemia do Ébola na África Ocidental, e apelou a uma maior mobilização internacional.

“Existem progressos, é encorajador. Mas não avançamos com a necessária rapidez, não estamos a fazer o suficiente”, declarou Obama no decurso de uma reunião na ONU sobre a epidemia, a mais grave desde a identificação do vírus em 1976.

“Sabemos por experiência que a resposta a uma epidemia desta amplitude dever ser em simultâneo rápida e contínua, como uma maratona que se corre à velocidade de um ‘sprint'”, sugeriu.

Hoje, o Banco Mundial anunciou que quase duplicou, de 230 para 400 milhões de dólares (311 milhões de euros), a ajuda aos países africanos atingidos pelo Ébola, devido às “provas alarmantes” da propagação da epidemia.

“Travar a epidemia do Ébola é uma prioridade para os Estados Unidos (…) mas também é uma prioridade para todo o mundo. Não podemos fazê-lo sozinhos”, assinalou ainda Obama, numa referência aos militares norte-americanos enviados sobretudo para Monróvia, capital da Libéria, para participar na instalação de unidades de tratamento.

No início desta reunião, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tinha já considerado que “o mundo pode e deve travar o Ébola, e agora”, sublinhando que o vírus está a matar “mais de 200 pessoas por dia, dos quais dois terços são mulheres”.

Na Serra Leoa, as autoridades colocaram em quarentena mais de um milhão de habitantes, menos de uma semana após o total confinamento da sua população para suster a propagação do Ébola, e pouco antes da reunião sobre a epidemia que hoje decorreu na ONU.

De acordo com o último balanço da Organização mindial da saúde (OMS) divulgado no domingo, esta febre hemorrágica, altamente contagiosa, já provocou 2.917 mortos em 6.263 casos recenseados na África ocidental, essencialmente na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa.