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José Mourinho

A desculpa de Wenger: A culpa é minha, mas Mourinho começou

Mais de uma semana após empurrar José Mourinho durante um dérbi de Londres, Arsène Wenger, treinador do Arsenal, pediu desculpa. Mas disse que se sentiu provocado pelo técnico português do Chelsea.

Aos 20 minutos do Chelsea-Arsenal que acabaria em 2-0, Wenger empurrou Mourinho quando se tentava aproximar de um jogador seu

Paul Gilham/Getty Images

O jogo ia na fronteira dos 21 minutos. O zero a zero estava teimoso. Até que Gary Cahill, matulão central inglês do Chelsea, resolveu deslizar pela relva, com o pé esticado — e à frente de Alexis Sánchez, do Arsenal. O árbitro apita, é falta, e o chileno fica na relva, a queixar-se das dores. Arsène Wenger, indignado, levanta-se do banco de suplentes, desce umas escadas e apressa-se para ir ao encontro do seu jogador. Pelo meio, encontrou José Mourinho. E empurrou-o. Agora chegou o mea culpa do treinador francês: “Ele provocou-me? Foi isso que senti”.

Demorou mais de uma semana. O empurrão aconteceu a 5 de outubro, em Londres, no meio de Stamford Bridge, estádio onde o Chelsea acabaria por vencer (2-0) o rival citadino. Mas as desculpas lá apareceram esta quarta-feira. “Lamento sempre quaisquer sinais de violência e peço desculpa”, disse Wenger, arrependido pela forma como agiu, que “não é maneira de alguém se comportar num campo de futebol”. E pronto, está feito? Nem por isso.

Mesmo pedindo desculpa, o treinador gaulês quis repartir a culpa com o português. “Não entrei na área técnica [zona à frente do banco de suplentes, que define o limite onde o treinador de cada equipa pode estar, à beira do campo] do Chelsea. Se o Mourinho me provocou? Sim, foi isso que senti”, reforçou, em declarações à Telefoot, uma estação televisiva francesa, antes de lembrar que os treinadores tinham “um passado substancial” entre eles. E que passado.

Na última época, por exemplo, o técnico português apelidou Arsène Wenger como um “especialista em falhanços”, quando criticou os nove anos que o Arsenal levava, com o francês ao leme, sem conquistar um troféu — depois, no final da temporada, o Arsenal venceria a Taça de Inglaterra. Na altura, Mourinho revelou que não sentia “a necessidade” de pedir desculpa ao homem que está há 18 anos a dar ordens ao clube londrino.

Antes do tal empurrão, o português que, com o Chelsea, lidera por estes dias a Premier League inglesa, referiu que “não precisava de pedir desculpas” nem “sentia necessidade” de o fazer. “Penso que devemos esquecer isso, ultrapassá-lo e seguir com a vida. As pessoas inteligentes e do futebol não precisam de pedir desculpas”, explicou, quando se referiu às declarações que proferira na época passada.

Sem largar o empurrão, e além de admitir “que não devia ter reagido de todo”, Wenger argumentou que tudo aconteceu numa “altura de loucos” do encontro. “Mas deram muita importância a esta história”, concluiu. No dia do incidente, o gaulês explicara que “tentou ir do ponto A ao B” e que “alguém [o confrontou] antes de conseguir chegar ao B”.

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