O Supremo Tribunal do Bangladesh confirmou hoje a sentença de um líder do maior partido islamita condenado à pena capital por crimes que incluem genocídio e tortura durante a guerra de libertação contra o Paquistão, em 1971.

O Supremo indeferiu o recurso interposto por Mohammad Kamaruzzaman pelo que a aplicação da pena de morte, por enforcamento, deve ocorrer dentro de meses, desde que o caso não volte a ser analisado nem lhe seja concedido um indulto.

Um painel de recurso liderado pelo juiz Surendra Kumar Sinha pronunciou-se indicando que a sentença inicial, proferida em maio de 2013, manter-se-á.

“A sentença de morte foi confirmada por decisão da maioria do Supremo Tribunal. Estamos extremamente desapontados”, disse o advogado de defesa Tajul Islam à agência AFP, acrescentando que pretendem recorrer, solicitando uma revisão da sentença.

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Kamaruzzaman, de 62 anos, que foi secretário-geral adjunto do Jamaat-e-Islami, figurará como o segundo dirigente islamita a ser enforcado por crimes cometidos durante o conflito de 1971, depois de Abdul Quader Molla, executado em dezembro último.