Ver futebol e ser-se gay são, para o Estado Islâmico, crimes violentamente puníveis. Foram divulgadas imagens de um homem a ser atirado do terraço de um edifício por alegadamente ser homossexual, e foram ainda enforcados 13 rapazes por terem visto um jogo de futebol. O El Mundo conta ainda que 16 jovens que tentaram fugir do campo de batalha foram também liquidados.

Os vídeos dos assassinatos, à semelhança do que costuma ser feito, foram partilhados nas suas páginas de internet. A aplicação da fé pela força foi feita com várias pessoas a assistir, aproveitando o grupo para realçar esse facto num rodapé do vídeo: “Os muçulmanos acodem para ver a aplicação da Sharia.”

O jornal espanhol não exibe as imagens mas relata o episódio de forma violenta: “O instante em que a vítima cai no vazio, os minutos depois do seu impacto, o corpo sobre o cimento da praça.” O Estado Islâmico aproveita os vídeos para mostrar como aplica justiça. É nesse mesmo vídeo que faz ainda referência a um momento da passagem bíblica de Sodoma e Gomorra – onde os habitantes são castigados pelas suas práticas sexuais.

Estes assassinatos juntam-se à lista que o grupo terrorista tem perpetrado em Mosul, no Iraque, nas últimas semanas. Crucificações, tiroteios, enforcamentos são apenas algumas das estratégias utilizadas.

O Estado Islâmico dobrou as patrulhas naquela cidade, foi numa dessas que foram descobertos os 13 jovens que chegavam do jogo de futebol Iraque – Jordânia. As autoridades acreditam que o futebol é haram – atividade ilícita. Os corpos das vítimas encontram-se no mesmo sítio desde o momento do enforcamento, não podendo por isso as famílias realizar os funerais.

Mosul é, neste momento, uma cidade completamente isolada. Os jihadistas interromperam as comunicações, em todas as formas, com o exterior.