Uma fação do grupo extremista Ku Klux Klan fez um “apelo às armas” no Alabama, em resposta à determinação do Supremo Tribunal que considerou inconstitucional o pedido de emenda da Constituição para proibir o casamento homossexual. A publicação foi feita no site United Dixie White Knights e no fórum Stormfront, o maior espaço de discussão dedicado à ideologia supremacista branca.

O texto convoca os membros do grupo a “deixarem as suas vestes para trás e irem às ruas em protesto”. O documento critica as autoridades jurídicas do estado por recusarem-se a “curvar-se perante a tirania federal”, além dos meios de comunicação do país, acusados de “promover uma agenda homossexual, comunista e imperialista”. “Nós, como brancos e cristãos, pretendemos que nada ameace ou intimide a maioria branca cristã no Alabama”, disse o líder da facção Brent Waller ao site Southern Poverty Law Center.

Esta não é a primeira vez que o grupo Ku Klux Klan tenta capitalizar a atenção em cima de um evento de alcance mediático. Em julho do ano passado, o grupo pediu a morte de imigrantes que tentassem passar pela fronteira dos Estados Unidos com o México em entrevista ao canal Al-Jazeera. Em agosto do mesmo ano, a facção tentou levantar dinheiro para ajudar na defesa do polícia Darren Wilson, o polícia que matou Michael Brown durante os protestos da cidade de Ferguson.

Na segunda-feira, o Alabama tornou-se o 37º estado americano a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A decisão levantou polémica e já há pressões para adiar a entrada em vigor da lei.