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A morte de Michael Brown, o jovem negro de 18 anos que foi morto por um polícia, voltou a acender sentimentos antigos e trouxe para a praça pública as guerras raciais. Ferguson, nos subúrbios de St. Louis, tem sido palco de distúrbios e confrontos entre locais e polícias. Brown estaria desarmado quando foi atingido com seis tiros por Darren Wilson.

Wilson, de 28 anos, tem recebido algum apoio, ainda que tímido. Pelo menos nas ruas, pois numa página de apoio no Facebook conta já com quase 50 mil seguidores. Segundo a Fox, uma fonte policial garantiu que o agente está “aterrorizado” e teme pela sua vida e pela vida da sua família. Mais: está receoso que o tribunal faça dele “um exemplo”. Para agitar ainda mais as coisas, o Ku Klux Klan (KKK), um grupo extremista fundado em 1866 para fazer frente às políticas que colocavam brancos e negros no mesmo patamar, estão agora a apoiar Wilson.

Uma fação do grupo extremista sediada na Carolina do Sul já demonstrou o seu apoio e anunciou que está em marcha uma angariação de fundos para a defesa do agente, diz a Vice News. “Todo o dinheiro irá para o polícia que fez o seu trabalho contra um criminoso negro”, poder ler-se na declaração do KKK. Esta ação terá levado a divisões dentro do grupo, segundo o Huffington Post, que cita o The Wire. Frank Ancona, um dos líderes de um grupo do KKK, acredita que Chuck Murray, que conduz a angariação de fundos, poderá estar a liderar um grupo não oficial que nem sequer é reconhecido pelo KKK. “É um golpe, ele está apenas a tentar capitalizar a situação”, disse Ancona.

A noite de quarta-feira foi mais tranquila em Ferguson. Apesar das movimentações, não foram registados quaisquer confrontos entre locais e agentes da polícia, conta o New York Times. O grupo de protestantes não ultrapassava os 60 indivíduos, mas, ainda assim, a polícia deteve seis pessoas, muito longe das 47 detenções verificadas na noite de terça-feira e madrugada de quarta-feira.

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