A ativista de direitos humanos portuguesa Isabel Lourenço foi agredida e expulsa do Saara Ocidental pelas autoridades marroquinas, denunciou em comunicado a organização Adala UK, sedeada no Reino Unido, que luta pela libertação do povo saaraui.

Segundo o comunicado enviado à agência Lusa, a cidadã portuguesa, membro da Adala UK e observadora acreditada pela ‘Fundação Sahara Ocidental’, sedeada em Espanha, foi “impedida pelas autoridades marroquinas de entrar nos territórios saarauis ocupados por Marrocos”.

“À chegada ao aeroporto de El Aaiun, onde ia assistir, enquanto observadora internacional, ao julgamento do jornalista da RASD TV, Mahmoud El Haisan, preso político, Isabel Lourenço foi considerada ‘persona non grata’, agredida e levada à força para dentro do avião que a traria de volta a Casablanca”, refere a organização não-governamental britânica.

No comunicado enviado à Lusa, a organização refere que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português (através do Gabinete de Emergência Consular), bem como a Embaixada Portuguesa em Rabat “já foram informados da situação”.

“As autoridades marroquinas têm expulsado regularmente, e sem nenhuma justificação, os estrangeiros que querem visitar o Saara Ocidental para impedir que possam falar com organizações ou ativistas saarauis sobre o que se passa naquele território”, denuncia a organização.

A semana passada, acrescentam em comunicado, foram expulsos quatro ativistas espanhóis e um jornalista francês.

A antiga colónia espanhola do Saara Ocidental foi anexada por Marrocos em 1975.

A Frente Polisário, apoiada pela Argélia, reivindica a independência do território através de um referendo de autodeterminação, enquanto Rabat defende uma ampla autonomia.

As Nações Unidas têm, desde 1991, uma missão no terreno para organização o referendo.