Uma auditoria ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), a unidade do Ministério Púbico de combate à criminalidade complexa, revela deficiências no controlo de segurança do edifício, polícias recrutados com base em critérios de amizade e atrasos em processos que chegam aos dez anos, revelam hoje os jornais Público e Diário de Notícias.

A lista de críticas da auditoria é longa e aponta para uma profunda desorganização no funcionamento do DCIAP. Segundo o Público, os auditores apontam para que alguns polícias destacados para coadjuvar os magistrados o tenham sido com base no conhecimento pessoal e amizade, apontando também para gastos avultados que incluem o pagamento de multas por excesso de velocidade aos motoristas do departamento e a distribuição de inquéritos sem qualquer critério.

Já o Diário de Notícias evidencia a falta de condições dos magistrados, dando o exemplo de Rosário Teixeira, que trabalha no espaço destinado ao arquivo dos seus processos – incluindo os relacionados com a detenção de José Sócrates, num corredor de acesso localizada no quarto andar de uma garagem.

O jornal aponta ainda a deficiente segurança no acesso ao edifício, sem existir o registo das pessoas das pessoas que entram no edifício, nem sequer a identificação destes, passando pela portaria com apenas a invocação de quem acompanham”.