A justiça suíça e também a australiana, na passada semana e esta quinta-feira, deram-lhe razão. Portanto, Giedo Van der Garde passou a ter um lugar garantido como piloto da Sauber. Só que o holandês de 29 anos não participou na primeira sessão de treinos no circuito de Albert Park, em Melbourne, onde se realizará, no domingo, o Grande Prémio da Austrália, primeira corrida da temporada de Fórmula 1. Os dois monolugares da escuderia suíça foram conduzidos por Marcus Ericsson e Felipe Nasr, pilotos que a escuderia suíça já tinha indicado à organização da prova.

Giedo Van der Garde, ainda assim, compareceu na pista, esteve junto às boxes da Sauber, já equipado e com capacete, à espera de conduzir um dos monolugares da escuderia, descreveu a BBC.

Caso o piloto de 29 anos não participe na corrida australiana, Monisha Kaltenborn, diretora da Sauber, poderá até ter de cumprir uma pena de prisão se o holandês decidir continuar com o processo em tribunal. A chefe da equipa disse na quinta-feira que não poderia “colocar a segurança da equipa, ou de qualquer outro piloto na pista, em perigo.”

O Supremo Tribunal de Victoria, na Austrália, que na quarta-feira deu razão à queixa de Van der Garde e, no dia seguinte, rejeitou o recurso apresentado pela Sauber, voltará a deliberar sobre o caso esta sexta-feira. “Desejo que as partes conversem seriamente sobre uma forma de resolver este assunto através de um acordo”, sublinhou o juiz Clyde Croft. O advogado do piloto holandês, aliás, e de acordo com a BBC, esperava que a “discussão construtiva entre as partes” prosseguisse na noite desta sexta-feira.

Giedo Van der Garde alegou que, em 2014, numa época em que foi piloto de testes da Sauber, assinou um contrato com a equipa que lhe garantia um lugar como piloto principal na temporada de 2015. A escuderia, contudo, contratou o sueco Marcus Ericsson e o brasileiro Felipe Nasr (que até foi o piloto que atingiu a segunda velocidade mais elevada durante a primeira sessão de treinos, esta sexta-feira) — ou seja, com a deliberação judicial, a Sauber passou a ter três pilotos para apenas dois carros.

Van der Garde e a Sauber poderão sempre negociar um acordo, que passará sempre pelo pagamento de uma indemnização ao piloto, caso se estipule que o holandês não integre a equipa, esta época, na Fórmula 1. Porque, além das divergências entre piloto e equipa, Giedo terá sempre de requerer uma Super Licença à Federação Internacional Automóvel (FIA), requisito para qualquer piloto que participe na modalidade, até às 3h de sábado — dia em que se realizará a sessão de qualificação para a corrida. Em suma, pouco tempo resta até se saber o desfecho deste caso.