Se A Guerra dos Tronos, Breaking Bad ou Interstellar tivessem sido filmados há 20 anos, não estariam comodamente arrumados em qualquer disco rígido, ou nas finíssimas caixas de DVD e Blu-ray. Seriam prateleiras e prateleiras de cassetes parecidas com as que o designer francês Julien Knez imaginou: não faltam as cores saturadas, as caixas amassadas e com as pontas partidas, aquela tira com as cores do arco-íris ou a moldura de estrelinhas.
A ideia de Julien Knez era tornar uma história do dia das mentiras mais credível: no Golem 13, o seu blogue, publicou um post em que contava a história de Stan, o hipster parisiense de 35 anos que só vê as últimas séries de televisão e filmes em VHS. Criou capas para Dexter ou O Lobo de Wall Street ao jeito dos anos 80 e 90 e escreveu uma reportagem sobre a casa deste Stan fictício: uma sala com VHS das séries americanas de hoje por todo o lado e com um televisor Continental Edison mais velho que a era das cassetes.
O objetivo de Stan, que adora “o aspeto artesanal, o som da fita que rebobina, em suma, a criação em estado bruto”, seria relançar o culto pelas cassetes, tal como aconteceu com o vinil, copiando ficheiros de Blu-ray para as fitas magnéticas. O resultado é o reavivar da essência do cinema, diz: “Adoro perder tempo a rebobinar uma cassete. Perder tempo — é isso mesmo. Parar de correr e perder tempo.”
E se é de fazer pausas na correria que estamos a falar, por que não perder um minuto e meio a matar saudades do tempo dos videoclubes com uma introdução de A Guerra dos Tronos ao estilo do saudoso VHS?