A Câmara de Vila Real dispõe de 1,6 milhões de euros, 85% de fundos comunitários, para obras e reforço da segurança das corridas automóveis, bem como para a promoção, animação, homologação do circuito e pagamento de direitos televisivos.

Vila Real vai ser o palco para uma prova do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC) entre 10 e 12 de julho de 2015.

“Este será um acontecimento galáctico, talvez o maior evento que já se realizou em Vila Real e o maior que se vai realizar em Portugal em 2015”, afirmou o presidente da autarquia, Rui Santos.

Para a realização do 45.º circuito urbano, que inclui, pela primeira vez, uma prova da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o município apresentou duas candidaturas a fundos comunitários.

A mais recente, no valor de cerca de um milhão de euros, foi aprovada na semana passada e garante verba para o pagamento da homologação do circuito, para o pagamento dos direitos televisivos, para a animação e promoção do evento.

“Esta verba será aplicada com um conjunto de exigências que hoje são impostas à organização de um campeonato com esta dimensão”, frisou Rui Santos.

A primeira candidatura aprovada atribuiu cerca de 600 mil euros para a realização de obras no paddock e boxes, as quais já estão em curso, bem como para a montagem dos railes à volta da pista de 4,6 quilómetros, das redes e toda a estrutura de segurança do circuito citadino.

No entanto, segundo Rui Santos estas verbas não eram suficientes para a organização do evento e, por isso, destacou o patrocínio das empresas da região que se associaram ao Circuito de Vila Real, nomeadamente a Realvitur Angola e a Tintas Europa.

O empresário Carlos Peixoto, da Realvitur, afirmou querer contribuir para a construção de um “ícone que referencie Vila Real a nível internacional”.

Dedica-se a viagens e turismo e nasceu na cidade, mas estendeu-se a Angola onde, segundo o responsável, já é a terceira maior empresa deste país, com cerca de 70 milhões de euros de volume de negócios por ano.

A Tintas Europa, empresa de Alijó, também estendeu a sua operação a Angola e, em 2014 faturou 2,5 milhões de euros.

O responsável, António Cunha, disse que fez questão de apoiar o evento que considerou ser de “muita importância para a região” e, ao mesmo tempo, quer aproveitar a boleia do WTCC para projetar a sua empresa a nível mundial.

De acordo com as estimativas do autarca, o WTCC poderá proporcionar um retorno financeiro direto de três milhões de euros ao concelho cidade e indireto de 80 milhões à região.

Rui Santos disse ainda que se esperam 220 mil espetadores na cidade e sublinhou que a prova tem “uma projeção mundial”, podendo chegar “a mais de 500 milhões de pessoas” de 22 países.

A realização do WTCC em Vila Real está garantida até 2017, o que acontece meses depois de a Câmara do Porto ter decidido suspender a realização do Circuito da Boavista em 2015.

Os bilhetes para as 10 bancadas do circuito evento estarão à venda a partir de 15 de abril e apenas na bilheteira ‘online’.

Durante um mês haverá descontos podendo ser adquiridos a 40 euros, bilhetes para os três dias e para bancadas sem televisão, e 50 euros, para os três dias e bancadas com televisão.

A organização do evento envolve ainda o Clube Automóvel de Vila Real e a Associação Promotora do Circuito Internacional de Vila Real.