A Stellantis revelou quais as suas marcas favoritas para os próximos tempos, precisamente aquelas que vão cativar a maioria dos investimentos que o grupo tem previsto realizar. Das 14 marcas, há quatro que vão granjear 70% dos investimentos previstos, com as norte-americanas Jeep e Ram a serem acompanhadas pelas europeias Fiat e Peugeot. E, na Peugeot, um dos modelos que promete surpreender é o RCZ, o sucessor do coupé que foi introduzido no mercado em 2009 e que regressa agora sob a forma de modelo eléctrico.
A Peugeot denomina “Feline Future” a nova linguagem estilística exibida pelo protótipo RCZ Vision, caracterizando-se pelo menos nas versões eléctricas por uma “falsa” grelha com três elementos transversais a toda a largura, faróis esguios, muito baixos e largos, e proeminentes entradas de ar. Na traseira surgem os mesmos elementos horizontais a toda a largura, com “Peugeot” a aparecer bem ao centro e iluminada. Para preservar a ligação ao modelo original, a marca mantém o tejadilho moldado em material transparente e com duas bossas, para os painéis laterais exibirem alargamentos nos guarda-lamas ainda mais proeminentes do que na versão de 2009.
Um dos pormenores mais relevantes no novo estilo da marca é, provavelmente, o desaparecimento das tradicionais “garras do leão” verticais, a assinatura luminosa que, de uma forma ou outra, há anos é uma característica distintiva da marca francesa. Contudo, o construtor afirma que as garras continuam a existir, mas agora horizontais, à frente e atrás, o que requer alguma imaginação quando se olha para o coupé.
O habitáculo é bastante futurista e será necessariamente suavizado para a versão de produção em série, se esta se vier a materializar, mas apresenta uma série de soluções interessantes, além do volante Hypersquare, que irá em breve equipar o próximo Peugeot E-208. Este volante está associado a um sistema de direcção by wire, sem ligações mecânicas às rodas, o que permite uma direcção progressiva e variável, sendo igualmente de destacar que há mais espaço para quem usa os dois bancos posteriores, onde agora é possível sentar dois adultos, segundo a marca.
Nem só da estética vive o novo protótipo da Peugeot, uma vez que o construtor está a contar com baterias sólidas com 69 kWh de capacidade útil e, igualmente, uma arquitectura a 1.000V, que permitirá ir de 10% de carga no acumulador a 80% em apenas 10 minutos. A autonomia desta mecânica eléctrica, quando estiver disponível para ser produzida em série, será capaz de assegurar 600 km entre carregamentos, com o RCZ a prever instalar um motor com 500 cv. Resta apenas esperar que a Peugeot avance para a produção com este coupé eléctrico.