Os três países mais afetados pela epidemia de Ébola – Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa – pediram em Washington oito mil milhões de dólares (7,4 mil milhões de euros) para um plano de ajuda internacional.

“Não estamos fora de perigo”, sublinhou o presidente da Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, numa conferência de imprensa durante as assembleias semestrais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Washington.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, disse que não se deve “baixar a guarda”, apesar do número de vítimas da doença se ter reduzido consideravelmente nos últimos meses.

A epidemia de Ébola causou mais de 10.600 mortos desde o início de 2014, essencialmente nos três referidos países da África Ocidental.

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“O importante é que os três países se uniram” para alcançar este plano, considerou o presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé. Chamaram-lhe “Plano Marshall”, numa referência ao que os Estados Unidos aplicaram para reconstruir a Europa depois da Segunda Guerra Mundial.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, anunciou uma conferência internacional de doadores, que se realizará em meados de julho em Nova Iorque, para responder aos pedidos dos três países.

O Banco Mundial disse hoje que o montante total da sua ajuda ascende a 1,62 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) e que vai disponibilizar mais 650 milhões de dólares (603 milhões de euros) nos próximos 12 a 18 meses.

O plano de ajuda visa o apoio à reconstrução das economias e impulsionar os esforços de prevenção. Metade dos oito mil milhões destinar-se-ão a financiar projetos à escala regional.

“Os nossos sistemas de saúde entraram em colapso, os investidores abandonaram os nossos países, as receitas diminuíram e as despesas subiram enormemente”, sublinhou a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, ao apresentar o plano.