Cada um dos candidatos presidenciais já no terreno vai comemorar o 25 de abril de maneira diferente. António Sampaio da Nóvoa vai descer a avenida da Liberdade, em Lisboa. Paulo Morais vai fazer um debate online no Facebook durante a manhã de dia 25. Henrique Neto vai almoçar com os antigos camaradas da Marinha, os mesmos com que passou o dia 25 de abril de 1974.

Sampaio da Nóvoa, o ex-reitor da Universidade de Lisboa que apresenta na quarta-feira a candidatura presidencial, costuma participar no desfile da avenida da Liberdade todos os anos e é isso que vai fazer este sábado. Paulo Morais, que já está na corrida presidencial, vai estar online na página oficial do Facebook para responder a qualquer pergunta que os seus seguidores queiram colocar – seja sobre ou a candidatura à Presidência ou não. “É uma iniciativa inédita e é a melhor forma que tenho de homenagear os direitos dos cidadãos”, disse ao Observador. O resto do dia passará com a família no Porto.

Henrique Neto, que também já apresentou publicamente a sua candidatura, vai participar num almoço já tradicional. “Normalmente festejo sempre com os amigos”, explicou ao Observador, referindo-se a ex-camaradas de armas da Marinha. Neto era a 25 de abril de 1974 um jovem marinheiro. Participou durante alguns anos na descida da avenida, mas este ano não vai fazê-lo porque considera uma “hipocrisia” quando pessoas que “estão numa posição eleitoral” como ele, se “aproveitam dos acontecimentos que não são os seus”.

“Aquilo [o desfile] é dos trabalhadores, da CGTP dos partidos”, disse, para mais uma vez criticar “os candidatos que se aproveitam” dessa celebração. No ano passado festejou o dia no Largo do Carmo em solidariedade com a associação 25 de Abril, que declinou o convite para os 40 anos da revolução no Parlamento porque ali não teriam direito ao uso da palavra.

Marcelo Rebelo de Sousa, proto-candidato presidencial, por sua vez, vai festejar com o PSD. Participa num jantar em Portimão, a propósito dos 40 anos da fundação do partido.

Mais uma vez, Mário Soares e Manuel Alegre não participam também nas celebrações oficiais na Assembleia da República. “Não irei”, confirmou o ex-líder político ao Expresso, antes de acrescentar que “ouvir discursos do Presidente da República não é comigo”. Desde que Passos Coelho é primeiro-ministro que Soares e Alegre não festejam o 25 de abril no Parlamento por considerarem que este Governo está a atacar as conquistas de abril.