O Ministério Público (MP) está a investigar um alegado caso de ‘bullying’ homofóbico (baseado na orientação sexual) sobre um militar, de 23 anos, que se suicidou em março deste ano no alojamento da Base Aérea de Beja.

“Confirma-se a existência de um inquérito. O mesmo corre termos no Ministério Público da Comarca de Beja”, adiantou a Procuradoria-Geral da República, numa resposta escrita enviada hoje à agência Lusa.

O jovem foi encontrado morto a 5 de março e, na altura, alguns órgãos de comunicação social noticiaram que teria sido vítima de ‘bullying’, por ser homossexual”, e alvo de gozo no seio militar, razões que o levaram, alegadamente, a suicidar-se por ter atingido o seu limite nessa noite, durante uma festa do clube de praças, quando a pressão psicológica terá sido levada “ao extremo”.

Na mesma ocasião, fontes militares adiantaram à Lusa que o jovem pertencia à Base Aérea n.º 6, no Montijo, mas foi destacado para a Base Aérea n.º 11, em Beja, para reforçar o efetivo daquela unidade, devido à realização de um exercício militar, acrescentando que o caso já estava a ser investigado pela Polícia Judiciária Militar (PJM).

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Questionado sobre o ponto de situação da investigação da PJM, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) — de quem depende hierarquicamente a PJM -, explicou que o “juiz de instrução exarou neste inquérito o despacho de ’em segredo de justiça’.

“Nesse sentido não faremos qualquer comentário a propósito”, justificou o MDN, numa resposta escrita enviada à Lusa.

O militar, natural do concelho do Barreiro, encontrava-se ao serviço da Força Aérea Portuguesa desde dezembro de 2012.