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Literatura

Centenário da revista Orpheu assinalado em São Paulo a partir desta segunda-feira

No ano em que a revista Orpheu comemora 100 anos, o Brasil irá esta segunda-feira iniciar o Congresso 100 Orpheu, em São Paulo. Haverá também uma exposição, a exibição de um filme e uma festa.

A revista Orpheu, na qual participaram nomes como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, teve dois números publicados em março e julho de 1915 e foi fundadora do modernismo português

As comemorações dos cem anos da revista Orpheu, no Brasil, têm início esta segunda-feira, em São Paulo, e, além do Congresso 100 Orpheu, contemplam ainda uma exposição sobre a revista, a exibição de um filme e uma festa.

O Congresso Luso-Brasileiro 100 Orpheu realiza-se em São Paulo, até quinta-feira, com a participação de investigadores de diversos países que se reunirão em cinco conferências, 18 mesas de debate e dez sessões de comunicação, sobre a experiência modernista portuguesa e outros temas ligados à publicação surgida em março de 2015 e aos seus autores.

A revista Orpheu, na qual participaram nomes como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, teve dois números publicados, o primeiro, em finais de março de 1915, e o outro, em julho desse ano. É entendida como a revista fundadora do modernismo português.

Dentro do congresso, em São Paulo, haverá a exibição do filme “Conversa Acabada” (1981), primeira longa-metragem do realizador João Botelho, que trata do encontro de Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, num panorama de crise política e moral da sociedade portuguesa, em vésperas de entrada na Grande Guerra de 1914/18 e do suicídio do autor de “A confissão de Lúcio”.

O investigador Fernando Cabral Martins, professor do Departamento de Estudos Portugueses da Universidade Nova de Lisboa, que assumiu o papel de Fernando Pessoa no filme, é um dos conferencistas do congresso e vai participar num debate sobre a obra.

A presidente da comissão organizadora do congresso no Brasil, Lilian Jacoto, disse à Lusa que o evento terá a mesma estrutura do congresso que se realizou em Portugal, há dois meses: “Estamos procurando dar tempo para falar e discutir, numa tentativa de retomar uma conversa mais alongada”.

“A revista teve influência sobre o modernismo brasileiro. No ensino da literatura portuguesa, ela é abordada como uma das revoluções artísticas importantes, por conta dos nomes que envolve – todos autores de grande peso para a modernidade e para a contemporaneidade”, afirmou Jacoto.

A investigadora da Universidade de São Paulo, onde vai decorrer o congresso, destacou igualmente à Lusa a exposição que vai ser inaugurada em simultâneo, como um complemento ao evento, porque a discussão sobre Orpheu se estende às artes plásticas.

A mostra será inaugurada terça-feira, e inclui documentos de época, publicações contemporâneas, cartas, manuscritos e arquivos digitais da revista.

O congresso acaba na quinta-feira, dia 28, mas a programação em homenagem aos cem anos da revista vai prosseguir na sexta-feira, com uma festa – um sarau de poesia -, na Casa das Rosas, na avenida Paulista.

A primeira etapa do congresso arrancou a 19 de março, no Porto, prosseguindo depois na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, de 24 a 28 de março.

O Congresso Internacional do Centenário de Orpheu é organizado em parceria pelo Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com o Laboratório de Estudos de Poéticas e Ética na Modernidade, da Universidade de São Paulo. No Brasil, conta ainda com o apoio da Embaixada de Portugal e do Instituto Camões.

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