Cancro

Universidade de Coimbra disponibiliza molécula para deteção do cancro da próstata

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O Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da Universidade de Coimbra desenvolveu uma molécula "bastante eficaz" no diagnóstico do cancro da próstata.

PAULO NOVAIS/LUSA

O Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra desenvolveu uma molécula “bastante eficaz” no diagnóstico do cancro da próstata, que está agora disponível para utilização no país, disse o diretor da instituição.

O ICNAS, a partir de uma equipa de radioquímicos coordenada por Antero Abrunhosa, desenvolveu um marcador “bastante eficaz” na identificação do cancro da próstata, estando pela primeira vez disponível para utilização em hospitais portugueses, depois de a molécula já ser aplicada noutros países, disse à agência Lusa o diretor do instituto, Miguel Castelo Branco.

Esta molécula marca “uma proteína de superfície das células” do carcinoma da próstata, ao invés de outros marcadores mais usados que são “menos específicos”, sublinhou.

“É um marcador muito recente, validado este ano, e que agora vamos começar a disponibilizar à comunidade”, referiu.

O diretor clínico do ICNAS, João Lima, sublinha as “grandes vantagens” deste radiofármaco no acompanhamento e avaliação do reaparecimento de cancro da próstata após um primeiro tratamento, estando sensível à deteção de alterações a partir de uma intervenção não evasiva.

A substância radioativa, gálio-68, permite que, num único estudo, se detetem “lesões na proximidade da próstata ou em locais afastados”, tendo já sido testada e utilizada na Alemanha, Áustria e França, sendo agora também produzida em Portugal graças ao desenvolvimento do radiofármaco no ICNAS, explanou.

O diretor do ICNAS, Miguel Castelo Branco, toma posse na sexta-feira para cumprir o seu terceiro mandato à frente da instituição.

Os objetivos para o futuro do ICNAS centram-se em consolidar “a rede nacional de imagiologia nacional, a investigação clínica de elevada qualidade”, continuar a participar em projetos internacionais e “manter a investigação aplicada com intervenção em hospitais e empresas”.

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