Os Estados Unidos manifestaram nesta terça-feira preocupação com a detenção de mais de uma centena de opositores em Cuba durante o fim de semana, depois da visita a Havana do seu secretário de Estado John Kerry. “Estamos profundamente preocupados com relatórios sobre detenções de ativistas pacíficos pelas autoridades cubanas no domingo. A embaixada norte-americana confirmou os relatórios”, disse um porta-voz do Departamento de Estado.

Representantes da oposição interna cubana disseram segunda-feira que durante o fim de semana mais de cem pessoas foram detidas durante várias horas em diferentes manifestações, mas estão todos em liberdade. “Os Estados Unidos continuará a criticar a violação dos direitos humanos e a defender o direito de reunião pacífica, associação e liberdade de expressão e religião”, assegurou o porta-voz.

Durante o discurso para a reabertura formal da embaixada dos EUA em Havana, na sexta-feira, John Kerry sublinhou que o povo cubano viverá melhor com uma “democracia genuína, em que haja liberdade para eleger os seus líderes, expressar as suas ideias e praticar a sua fé” e onde “se permita a prosperidade da sociedade civil”.