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Festas de Lisboa

Tronos de Santo António. A iniciativa que virou livro

Durante o mês de junho, dezenas de tronos de Santo António encheram as soleiras das portas e as esquinas dos bairros típicos de Lisboa. A iniciativa foi agora reunida em livro.

Tronos de Santo António foi lançado no dia 15 de setembro

©‎ Fábio Pinto/Observador

Em junho, o Museu de Lisboa, em parceria com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, lançou um desafio aos lisboetas: convidou-os a construir tronos de Santo António. Rui Cunha fotografou-os e a EGEAC, que também esteve envolvida na organização da iniciativa, reuniu-os em livro. Tronos de Santo António foi lançado esta semana.

Do tamanho de caixas de sapatos, decorados com sardinhas feitas de tecido, manjericos feitos de lã ou com castiçais de chumbo, à moda antiga, os pequenos altares encheram as soleiras das portas e as esquinas dos bairros típicos de Lisboa durante todo o mês de junho — o mês de Santo António. Ao todo, foram 66 os tronos construídos por lojistas, associações, escolas e grupos desportivos, que agora podem ser revisitados no novo lançamento da Câmara Municipal de Lisboa.

Para além dos tronos, o livro inclui ainda três introduções escritas por Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura, Joana Gomes Cardoso, presidente do conselho de administração da EGEAC, e Pedro Teotónio Pereira, coordenador do Museu de Santo António, que ajudam a contextualizar e a compreender melhor uma tradição com quase três séculos de história.

O objetivo, explicou na altura Pedro Teotónio Pereira ao Observador, era reanimar uma tradição que, para muitos, já tinha sido esquecida. A ideia era “retomar as tradições de Lisboa” e “relançar esta ideia dos tronos de Santo António”, disse o coordenador do Museu de Santo António.

É interessante, porque é uma marca que ficou na cabeça das pessoas e na memória coletiva. Toda a gente conhece os tronos de Santo António — os mais novos e os mais velhos. É uma tradição que se manteve em Lisboa.”

Na apresentação do livro, que decorreu esta terça-feira no Museu de Santo António, Joana Gomes Cardoso frisou exatamente isso — “o objetivo era recuperar uma tradição antiga, valorizar a memória e com ela o cruzamento geracional (idealizamos esta iniciativa para ser algo para avós e netos fazerem em conjunto) e estimular a criatividade”.

Já fazemos isso há muitos anos com o concurso da sardinha”, disse a presidente do conselho de administração da EGEAC, acrescentando que o concurso dos tronos pretendeu criar “algo que fosse realmente popular”.

Já Catarina Vaz Pinto garantiu que “esta é uma iniciativa que veio para ficar”, frisando que “é muito importante promover este lado da cultura popular”.

©‎ Fábio Pinto/Observador

Tronos de Santo António pode ser adquirido na loja do Museu de Santo António, em Lisboa. Custa quatro euros.

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