A comissão de ética da FIFA (Federação Internacional de Futebol) suspendeu provisoriamente o presidente, Joseph Blatter, por 90 dias, segundo informação avançada pela Sky News, que cita um amigo próximo.

Klaus Stoehlker, que no passado já fez advertências a Blatter, adianta à estação inglesa que a decisão do comité fica condicionada ao desenvolvimento das investigações dos procuradores suíços ao ainda líder do futebol mundial.

O advogado de Blatter adianta contudo que ainda não notificado desta suspensão. A comissão de ética está reunida deste segunda-feira, e haverá uma proposta para suspender o presidente da FIFA, mas ainda não haverá uma decisão oficial.

Stoehlker, que ajudou Blatter na última reeleição, descreve esta suspensão como um veredicto pendente, tendo acrescentado que nada de negativo foi ainda detectado sobre o comportamento do líder da FIFA. A suspensão de 90 dias é a mais longa que o comissão de ética pode impor enquanto conduz a sua própria investigação.

A notícia surgiu horas depois de Blatter ter atacado a investigação criminal de que é alvo pelas autoridades suíças, classificando-a de ultrajante. O dirigente justificou a sua decisão de permanecer na liderança do organismo que tutela o futebol mundial, recusando demitir-se como têm exigido os patrocinadores da FIFA.

Em causa estão suspeitas de pagamentos ilícitos de dois milhões de francos suíços ao presidente da UEFA, Michel Platini entre 1999 e 2002. Blatter lidera a FIFA há 17 anos, tendo sido reeleito este ano para um novo mandato, não obstante as investigações que começaram nos Estados Unidos a suspeitas de corrupção de antigos dirigentes da organização que tem sede em Zurique.

O mandato de Blatter termina em março do próximo ano. Para o ministro sombra do Partido Trabalhista inglês para o desporto, não é aceitável que regresse ao cargo em caso de suspensão, a não ser que todas as investigações a suspeitas de corrupção fiquem concluídas e ilibem completamente o atual presidente, disse Clive Efford à Sky.