Lembra-se do Petzi? Se respondeu não à pergunta anterior é provável que não tenha sido criança (nem pai ou mãe) nos anos 80. Se a resposta for afirmativa, vai gostar de saber que esta coleção de livros se encontra de novo no mercado.

Com novas traduções (de Susana Janic), diretamente do dinamarquês, chegaram em 2014 pela Ponto de Fuga, uma pequena editora que também é livraria. Já são seis os livros publicados e no início de dezembro chegam mais três: Petzi na Ilha das Tartarugas, Petzi Mergulhador e Petzi no Polo Norte.

As suas inconfundíveis calças vermelhas às bolinhas brancas, com suspensórios (esse acessório tão retro, agora de novo em voga) correram mundo. Mas o Petzi português teve mais sorte com o nome do que o original – na Dinamarca chamava-se Rasmus Klump, coitadinho. Já se sabe como os nórdicos são prolíficos em nomes estranhos.

Assim o batizaram os autores, Carla e Vilhem Hansen. A primeira história que protagonizou foi publicada no jornal Berlingske Aftenavis  a 17 de novembro de 1951: uma tira com desenhos em quadradinhos e legendas por baixo (modelo que se mantém nas novas edições portuguesas). A série tornou-se popular num ápice.

Petzi todos

Almirante, Petzi, Pingo, Riki e a tartaruguinha, sempre juntos em terra e no mar.

E o que fez deste urso um sucesso mundial, além de se vestir de moranguito? Foram certamente as suas aventuras, rodeado dos quatro amigos inseparáveis, divertidos e trapalhões, sempre unidos em qualquer circunstância: Riki (um pelicano), Pingo (um pinguim), Almirante (um leão-marinho) e uma tartaruga bebé.

Tudo começa quando constroem um barco para irem dar a volta ao mundo e daí em diante sucedem-se as peripécias por esse mar e terra fora. “Navegar é Preciso” cantava Caetano Veloso em “Os Argonautas”, e a citação não vem por acaso: é a música que Riki (o pelicano) está a ouvir há três horas seguidas no início de um dos livros (Petzi no País do Sono).

Petzi aguarela navio

Capa do primeiro livro da coleção, ‘Petzi Constrói Um Barco’ (aguarela), de Carla e Vilhelm Hansen.

E tal como o Garfield é doido por lasanha e a Magali por melancia, o Petzi não resiste às panquecas. Enquanto vive alguns dos momentos mais míticos destas histórias que muitos adultos de hoje ainda guardam na cabeça – como o encontro com a baleia ou com a mãe peixe –, entre um episódio e outro há sempre tempo para uma panqueca, ou uma pilha delas, preparadas pela mãe de Petzi, que até deu o nome ao barco vermelho que atravessa estas páginas: Mary. Aqui fica a receita, também ela dinamarquesa:

panquecas_pretzi

Títulos da coleção já publicados:
Petzi Constrói Um BarcoPetzi e a BaleiaPetzi e a Mãe PeixePetzi Descobre Um TesouroPetzi no País do SonoPetzi nas Pirâmides

A publicar em dezembro:
Petzi na Ilha das TartarugasPetzi MergulhadorPetzi no Polo Norte
(PVP: 6,65€ cada)