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O Presidente libanês, Joseph Aoun, pediu esta quinta-feira ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que pressione Israel para cessar os ataques ao sul do Líbano, enquanto continuam paralisadas as negociações entre os dois países, mediadas por Washington.

Num comunicado, a presidência libanesa indicou que Aoun recebeu uma chamada telefónica de Rubio, “durante a qual abordaram a situação geral no Líbano e na região à luz dos acontecimentos recentes”.

Os dois responsáveis debruçaram-se também sobre a situação no sul do território libanês, “devido aos contínuos ataques israelitas a aldeias e cidades da região“.

O chefe de Estado libanês instou Rubio a pressionar Israel “para que ponha fim a esses ataques, cumpra os termos do acordo-quadro, cesse as suas operações de destruição e permita aos agricultores aceder aos seus campos sem serem acossados”.

Aoun sublinhou que o Exército e as forças de segurança libanesas “estão a cumprir totalmente as suas funções na aplicação das decisões relativas à proibição de manifestações armadas, à apreensão de armas e munições e ao combate ao contrabando”.

As negociações sobre o acordo-quadro alcançado em junho entre o Líbano e Israel, sob mediação dos Estados Unidos, continuam em aberto, mas paralisadas e sem avanços decisivos na sua aplicação, e ainda não há datas definidas para a próxima ronda de conversações.

Esta quinta-feira, Aoun atribuiu a lentidão nas negociações às eleições em Israel, agendadas para 27 de outubro, e a acontecimentos regionais e internacionais, embora tenha assegurado que “isso não significa que tenham sido interrompidas”.

A ofensiva israelita ao Líbano começou a 2 de março deste ano, depois de o movimento xiita libanês Hezbollah ter lançado ataques contra Israel, na sequência do início da guerra norte-americano-israelita contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Desde então, morreram mais de 4.300 pessoas, segundo as autoridades libanesas.