Artigo actualizado após a morte de Kobe Bryant, este domingo, na queda de um helicóptero

“Querido basquetebol”. É assim que Kobe Bryant, então 37 anos, começava a sua carta de despedida que era uma autêntica declaração de amor ao desporto que levou o americano ao estrelato. Bryant anunciava assim que, no final da temporada, em 2016, a NBA ia ficar sem um dos seus filhos pródigos: “Esta temporada é tudo o que me resta dar”.

Na carta publicada no site The Players Tribune, um dos melhores jogadores de sempre, explicava o porquê da decisão – o corpo, simplesmente, não aguenta mais:

O meu coração pode resistir ao ritmo, a minha mente pode lidar com a pressão, mas o meu corpo sabe que é hora de dizer adeus. Mas não faz mal. Estou pronto para te deixar ir. Quero que saibas, para que possamos saborear cada momento que nos resta juntos, o bom e o mau, que demos um ao outro tudo o que temos.”

A NBA, pela qual Bryant diz que se “apaixonou”,  ficava assim sem o seu jogador mais bem pago e que formou, com Shaquille O’Neal, uma das duplas mais famosas na história da modalidade nos LA Lakers. Com 21 anos, Kobe Bryant conquistou o seu primeiro título de campeão, na época 1999-2000. E os títulos só pararam em 2003-2004, conquistando três campeonatos consecutivos, ano que a equipa de Los Angeles perdeu a final que levou à saída de O´Neill.

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Kobe Bryant , que jogou nos Lakers durante 20 anos, foi o jogador mais novo de sempre na NBA a chegar aos 30 mil pontos na carreira com 34 anos. Na classificação dos melhores marcadores da história foi apenas ultrapassado por Kareem Abdul-Jabbar e Karl Malone posicionando-se, no entanto, à frente do mítico Michael Jordan.

Durante os anos de atividade Kobe colecionou 5 títulos da NBA e duas medalhas olímpicas de ouro. No entanto, os últimos 5 anos foram marcados por graves lesões — coincidindo também com a descida de rendimento dos Lakers.