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Óscares: foram sempre assim tão brancos?

Este artigo tem mais de 5 anos

A inexistência de nomeados não brancos para os Óscares está a incendiar a cerimónia deste ano. Mas não foi sempre assim? Os números - e as opiniões - sobre o maior prémio da sétima arte.

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Getty Images

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É o burburinho do momento e está a abrir a passadeira vermelha mais de um mês antes da data da entrega dos Óscares. Depois de o realizador Spike Lee e da atriz Jada Pinkett Smith terem anunciado que vão boicotar a cerimónia por falta de diversidade racial, a Academia (e o público) começaram a fazer contas aos nomeados.

Pelo segundo ano consecutivo, todos os nomeados para os prémios de melhor ator, melhor atriz, melhor ator secundário e melhor atriz secundária são brancos. Não é caso inédito, longe disso: o primeiro nomeado não branco para os Óscares aconteceu em 1935, sete anos depois da cerimónia começar a realizar-se com base nas produções de Hollywood. Já a primeira entrega de um Óscar a um nomeado não branco aconteceu em 1939, mas logo a seguir vieram nove anos sem diversidade racial entre os nomeados e onze anos sem qualquer vencedor não branco, explica a Time.

Em números, eis o que isto significa: entre os 1668 nomeados para os Óscares entre 1928 e 2015, apenas 6,7% não eram caucasianos. Estes números, que estão expressos no relatório abaixo, levaram a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, a admitir que vai “conduzir uma revisão” do “recrutamento de sócios a fim de trazer a tão necessária diversidade em 2016 e além”.

Perante a falta de diversidade racial entre os nomeados para os Óscares, os críticos elaboraram uma lista de nomes da sétima arte (não brancos) que consideram que seria justo incluir entre os candidatos a vencer o prémio mais importantes do mundo do cinema. A BBC foi à busca da opinião de quatro críticos. Eis os atores que, segundo Gregorio Belinchón (Espanha), Leonardo García-Tsao (México), Gonzalo Maza (Chile) e Diego Lerer (Argentina) deviam estar a concorrer pelo boneco dourado.

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Mas as opiniões não são homogéneas. Enquanto o jornalista do El País, Gregorio Belinchón, concorda com todos os que criticam a falta de diversidade racial nos Óscares, o mexicano Leonardo García-Tsao não vai tão longe: apesar de admitir que a cerimónia é “um jogo de brancos”, o crítico de cinema sublinha que há seis latinoamericanos entre os nominados. Diego Lerer, crítico argentino, considera que “é excessivo dar tanta importância aos Óscares”, embora entenda que “é uma maneira de que essas críticas se oiçam”.

George Clooney também já se pronunciou sobre o assunto que está a marcar os Óscares 2016. Numa entrevista à Variety, o ator norte-americano afirmou que a se está “a ir na direção errada” e acrescentou: “Não penso que seja um problema sobre quem se está a escolher: quantas opções estão disponíveis para minorias em filmes, principalmente nos filmes de qualidade?”.

O artista que venceu dois Óscares – o último dos quais em 2013 pelo filme “Argo” – não deixa contudo de fazer críticas. E põe a tónica também na diversidade de género: “Acho maravilhoso que estejamos numa indústria em que nos anos 1930 a maior parte das líderes eram mulheres. Mas agora uma mulher com mais de 40 anos tem muitas dificuldades em liderar num filme. (…) Acho que os afro-americanos têm razão no que toca ao facto da indústria não os estar a representar bem o suficiente”.

Também Snoop Dogg fez o mundo saber a sua opinião. Num vídeo publicado no Instagram, um dos nomes mais fortes do hip-hop também anunciou que não vai assistir à cerimónia dos Óscares. Mas disse-o de forma muito particular, ao jeito que já reconhecemos do autor de “Drop It Like It’s Hot”. Veja tudo aqui em baixo.

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Fuck da. Oscars

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Mas não foi o único a juntar-se a Spike Lee e a Jada Smith, que originaram o movimento que está a agitar os Óscares 2016. David Oyelowo, que participou em “Selma”, terá dito à Academia que “esta instituição não reflete o seu presidente nem reflete esta sala”, referindo-se à comunidade de membros votantes no filme. E recordou que a comunidade negra de actores tem um grande peso na qualidade de Hollywood: “A maior série de TV no ​​planeta é liderado por pessoas negras, Empire”.

Também Will Packer, produtor de “Straight Outta Compton”, se pronunciou no Facebook sobre a inexistência de nomeados negros pelo segundo ano consecutivo. O seu filme está nomeado para o prémio de Melhor Guião, mas não foi incluído na categoria de Melhor Filme”. Por isso, Packer decidiu enaltecer uma lista de atores que não estão entre os nomeados. E acrescentou: “Sim, eles fizeram-nos rir. Sim, eles fizeram-nos chorar. Sim, eles deixaram-nos zangados. Sim, eles fizeram-nos pensar. Não, nem um foi nomeado para o maior prémio da indústria cinematográfica”.

Quem também deu o seu parecer sobre o assunto foi Chris Rock, que vai apresentar a gala mais uma vez. Eis o vídeo que publicou no Twitter.

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