O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, disse esta quinta-feira que quer que “os jovens de várias cidades do país tenham iguais oportunidades” no empreendedorismo. As declarações foram proferidas após o anúncio do vencedor do Startup Lisboa Momentum, uma bolsa destinada a apoiar alunos que foram abrangidos por bolsas da ação social em instituições do Ensino Superior e que queiram lançar um negócio próprio.

“[Na Startup Lisboa] apareciam muito poucas candidaturas de jovens licenciados e eram quase sempre pessoas que pertenciam à classe média, média alta. E percebi, nas visitas que fiz a várias universidades, que havia muita gente que não optava por empreender porque não podia financeiramente. Porque não podia continuar a pedir dinheiro aos pais. E eu senti que isso estava a limitar quem queria ser empreendedor”, afirmou João Vasconcelos.

A Startup Lisboa recebeu mais de 40 candidaturas e selecionou oito finalistas. O vencedor, João Neves, 23 anos, natural de Rio Maior, vai ter direito a uma bolsa de 12 meses suportada pela incubadora, que inclui um valor mensal de 500 euros, alojamento na Casa Startup Lisboa, uma residência para empreendedores, e um espaço gratuito na incubadora para testar e validar a ideia e construir equipa, entre outros aspectos.

João Vasconcelos referiu que as autarquias e o Estado devem dar aos jovens as ferramentas certas para que possam ser empreendedores. “Ser empreendedor é para quem quer, não é só para quem pode”, referiu.

“Percebi que os empreendedores vindos de uma origem mais humilde revelavam ter uma capacidade de resiliência, de luta, uma determinação, uma vontade de vencer muito diferente. E decidimos aplicar as poucas verbas que tínhamos neste projeto”, acrescentou o secretário de Estado.

O vencedor do Startup Lisboa Momentum foi João Neves, um jovem natural de Rio Maior, com 23 anos, licenciado em Música, na variante de Música Eletrónica e Produção Musical, pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco, e que desenvolveu um software e um comando que permitem adicionar sons e efeitos exteriores a um espetáculo, a partir da própria guitarra ou outro instrumento, sem sair do palco.