A empresa chinesa Hurun publica anualmente um ranking das cidades onde habitam mais multimilionários e, em 2016, o pódio mudou: Nova Iorque cedeu a liderança a Pequim. Na capital chinesa, habitam entre 95 e 100 pessoas com fortunas pessoais superiores a vários mil milhões, conta a Time.

Rupert Hoogewerf, fundador do Hurun, afirma que que a criação de riqueza “explosiva” que se viveu na cidade se deveu ao facto de os reguladores de mercado chineses terem permitido que fossem admitidas em bolsa uma “inundação” de empresas – quando estiveram anos a evitá-las.

As contas foram feitas tendo por base o preço das ações a 15 de janeiro, ou seja, refletem a instabilidade que o mercado financeiro chinês viveu na última metade do ano, e que fez com que caísse cerca de 40%. Se as contas tivessem sido feitas no verão, Rupert Hoogewerf acredita que o número de multimilionários chegaria a perto de 150.

Só no último ano, entraram 32 novos multimilionários para a cidade, enquanto Nova Iorque recebeu apenas quatro. A cidade de Moscovo, na Rússia, surge em terceiro lugar, com 66 multimilionários, em Hong Kong vivem 64 e em Xangai vivem 50.

“As pessoas vão olhar para a China da mesma forma que olhavam para Stanford ou Silicon Valley na década de 1990”, referiu Rupert Hoogewerf.

Entre os multimilionários chineses, destaque para Wang Jianlin, o empresário mais rico da China, com negócios na área do imobiliário, ou para o fundador da loja de comércio online Alibaba, Jack Ma. Hoogewerf afirmou que que a China tem uma proporção mais elevada de self-made billionaires (pessoas que enriquecem com negócios próprios), em comparação com o que acontece nos Estados Unidos.