Vários cientistas querem perfurar o ponto onde caiu um asteróide há 66 milhões de anos, cujo impacto extinguiu os últimos dinossauros e grande parte da vida na Terra. Os especialistas da Universidade do Texas esperam que, através da perfuração dos sedimentos da cratera, possam descobrir como é que a vida voltou depois da catástrofe, avança a CNN.

A plataforma para dar início à perfuração vai ser instalada no Golfo do México, onde se localiza o local de impacto, o Ground Zero. O furo vai atingir o centro da cratera Chicxulub e será feito com uma broca de diamante. A partir daí, os cientistas esperam que as rochas extraídas da cratera possam dar pistas sobre o mistério do “renascimento da vida”.

“Podemos assumir que, no Ground Zero, estaremos a lidar com um oceano estéril e que, ao longo tempo, a vida renovou-se por si própria. Ainda vamos aprender alguma coisa para o futuro”, salientou um dos investigadores à CNN.

Uma das teses em cima da mesa é a de que as grandes quantidades de dióxido de carbono, que foram libertadas no impacto, deixaram o oceano ácido, o que terá levado à extinção de algumas espécies. O início dos trabalhos dá-se em abril e a perfuração levará dois meses até estar concluída.