Os malefícios da fast-food são mais que muitos. Vários estudos sugerem que o impacto deste tipo de comida com elevados níveis de açúcar, sal e gordura traz mais problemas à saúde além do aumento de peso e das patologias associadas ao consumo elevado de calorias (como a tensão arterial elevada e inflamações). Causam desequilíbrios hormonais, depressão e infertilidade, explica a revista Time.

Mas se todos estes problemas não demovem a maioria da população de consumir este tipo de alimentos, talvez os estudos mais recentes o façam. Já se ouviu falar em carne de cavalo disfarçada de carne de vaca e há até quem diga que as batatas fritas vendidas por algumas cadeias internacionais têm tudo menos batata. Mas um estudo recente feito nos Estados Unidos encontrou ADN humano e de rato em alguns hambúrgueres e carne em produtos vegetarianos, conta o The Independent.

Dos 258 hambúrgueres analisados, um tinha ADN humano e três de rato. Muitos dos hambúrgueres vegetarianos não tinham os ingredientes que diziam ter. Dois deles tinham carne de vaca e um hambúrguer de feijão preto não tinha qualquer vestígio do ingrediente principal. É também comum encontrar frango ou peru misturado com a carne de vaca. 4,3% dos produtos avaliados continham ADN patogénico, uma substância que pode causar intoxicação alimentar.

Durante o processo de fabrico, cabelos, unhas ou pedaços de pele podem misturar-se com a comida, o que explica a existência de ADN humano nos produtos. Nos Estados Unidos há até uma quantidade mínima de ADN humano e de rato que é permitida em produtos alimentares.

As aparências iludem e, no que toca a fast-food, não se pode confiar nem nos rótulos.